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Consultorias apontam 20 áreas promissoras para os engenheiros em 2017


Ano novo, emprego novo? Talvez. Se 2016 foi um ano difícil para todos os setores, 2017 promete boas oportunidades para diversos segmentos, sobretudo para quem se formou em engenharia.

A crise no mercado de trabalho realmente aconteceu no último ano, balela de quem falar que foi um “jogo político” ou algo semelhante. Houve demissões em massa, salários diminuídos ou estacionados, busca por empregos alternativos e muito corte de gastos nas empresas, além das falências.

“A crise não só afetou drasticamente o presente, como comprometeu o futuro por meio da destruição do bônus demográfico que o Brasil tinha para aproveitar até 2030, porém, com 11 milhões de empregos extraídos do mercado, esta fase foi perdida”, diz Rubens Prata, CEO da STATO, que indica uma ligeira recuperação em 2017 em setores como o farmacêutico, agropecuário, financeiro e geração de novos negócios. Para ele, as carreiras na tecnologia também seguem com boas perspectivas de emprego.

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O portal Exame listou 65 carreiras e profissões que estarão em alta em 2017, sendo que 20 delas são áreas de atuação para engenheiros. Confira quais são:

1.Gestor de Governança Corporativa

O que faz: garante que a empresa esteja em dia com as melhores práticas de governança corporativa.

Perfil: formação em administração, economia, engenharia. Especialização em auditoria e controladoria é desejável.

Por que está em alta: “As empresas estão cada vez mais atentas ao seu nível de governança, dadas as atuais circunstâncias. E esse cenário tende a se consolidar em 2017, com profissionais voltados à área de governança, orientando o rumo e ritmo dos negócios”, diz Celia Spangher, da Maxim Consultores.

2.Gerente de tesouraria

O que faz: é responsável pela gestão do caixa da empresa e monitoramento das contas a pagar e receber. Suas atribuições também incluem supervisionar o departamento de crédito e cuidar de assuntos como variação cambial, captação de recursos e aplicações financeiras.

Perfil: formação em economia, administração ou engenharia. É importante ter proficiência em inglês, raciocínio analítico e experiência com fluxo de caixa e estruturação de dívida.

Por que está em alta: Segundo Felipe Brunieri, gerente da divisão de finanças e tributário da Talenses, a indefinição na economia faz com que muitas empresas busquem um gerenciamento eficiente do seu caixa. Daí o interesse em profissionais que ajustem o prazo de recebimento de clientes com o de pagamento a fornecedores, encontrem alternativas de financiamento, mitiguem os riscos de crédito e invistam recursos em aplicações seguras.

3.Profissional de controle e negociação de dívidas

O que faz: além de controlar as finanças são os responsável por negociar as dívidas, pensar e construir soluções financeiras complexas e de grande impacto nas organizações.

Perfil: formação em engenharia, administração e economia.

Por que está em alta pata 2017: controle de caixa e eficiência são primordiais para as empresas, afirma Raphael Falcão, da Hays, assim como a troca de dívidas “ruins” por dívidas “boas” e o desenho de planos de capitalização mais consistentes. “Essa posição é importante, pois abre portas em instituições financeiras renomadas, trazendo credibilidade para a empresa”, explica.

4.Gerente/Diretor de Contratos

O que faz: gerencia o empreendimento como um todo incluindo as áreas de engenharia, planejamento, suprimentos, HSE, administrativo-financeira e construção. “É sua responsabilidade tornar o plano realidade e atua como um diretor geral desses empreendimentos”, diz Helena Magalhães, da People Oriented.

Perfil: formação em engenharia, MBA em finanças ou Gestão de Projetos.

Por que está em alta: “o governo Temer tem como objetivo licitar os projetos de infraestrutra para estimular a economia e reduzir o atraso histórico brasileiro nesse setor. As primeiras licitações foram em Energia, mas tem vários pacotes que devem ser liberados no próximo ano”, diz Helena. Com isso, a especialista aposta no aumento da busca por profissionais de contratos.

5.Gerente/ Diretor de novos negócios

O que faz: analisa as oportunidades do mercado e formula projetos para novos produtos, serviços e aplicações. Trabalha em linha com a inovação, independentemente das funções do dia a dia. Sua missão é gerar faturamento para o médio ou longo prazo.

Perfil: qualificação e experiência em marketing e planejamento estratégico. As empresas apreciam profissionais com passagem por setores muito distintos do seu, porque eles trazem novos olhares para dentro da organização. Formações em engenharia, administração e economia também aparecem, segundo Helena Magalhães, da People Oriented, que também aponta esta carreira como promissora.

Por que está em alta: o diretor de novos negócios ajuda a identificar oportunidades e nichos ainda não explorados. “Diante do momento de retomada da economia e as boas perspectivas gerais do mercado, executivos com visão ampla e estratégica estão sendo buscados para repensar o portfólio de produtos e serviços, ou a própria atuação das empresas”, diz Lúcia Costa, diretora da STATO.

6.Gerente de vendas

O que faz: é o responsável direto pela alavancagem dos negócios de uma empresa. Planeja e executa estratégias de vendas, o que vai desde a reflexão sobre a melhor forma de aproximação com o mercado à coordenação das equipes comerciais. Muitas vezes, o gerente se envolve diretamente com as negociações de maior valor.

Perfil: Formação em administração, economia, ciências contábeis ou engenharia. Além de sólida qualificação, o maior diferencial é conhecer profundamente o mercado em que a empresa atua. Pós-graduação e domínio do inglês também abrem muitas portas.

Por que está em alta: “Este é um profissional que trabalha diretamente para o incremento dos volumes de transações comerciais, um fator crucial para a sobrevivência das empresas”, explica Juliano Gonçalves, gerente da Randstad Professionals. Entre os executivos de vendas, o gerente comercial é o que mais deve se destacar na opinião de Rafael Souto, CEO da Produtive. “Depois de um longo período de retração, as empresas começam a apostar num cenário mais otimista para 2017 e 2018, retomam suas expectativas para a área comercial e passam a ver a contratação de uma boa equipe de vendas como estratégica”. A posição também é mencionada com destaque por Isis Borge, gerente da consultoria Robert Half, e Lúcia Costa, diretora da STATO e Marcelo Braga, sócio da Reachr. Este último destaca que os segmentos ligados a agronegócio, saúde e serviços serão os que mais devem procurar esses profissionais.

7.Analista /executivo da área de compras

O que faz: é responsável por gerenciar todas as atividades relacionadas à negociação de insumos necessários à produção. Além da gestão dos atuais, também faz a prospecção de novos insumos diretos ou indiretos utilizados diariamente pelas empresas.

Perfil: formação em administração ou engenharia. O domínio do idioma inglês costuma ser requisito. A consultoria Page Personel destaca que se trata de um perfil com forte organização como competência, estrategista e negociador, além de forte influência e relacionamento com outros departamentos das empresas.

Por que está em alta: de acordo com Juliano Gonçalves, gerente da Randstad Professionals que prevê mais busca para executivos nessa área, este profissional trabalha como um agente de redução de custos. Se fizer boas negociações na etapa de compras, garantirá mais eficiência para a produção. A alta na procura aparece com força na indústria, segundo a consultoria.

8.Engenheiro com experiência em obras de infraestrutura

O que faz: gerencia/executa obras complexas em locais remotos.

Perfil: formação em engenharia (todas as disciplinas). Mobilidade é requisito fundamental.

Por que está em alta para 2017: “Uma das bandeiras do atual governo para retomada do crescimento, está diretamente ligada a investimentos privados em grandes obras. Como em 2016 tivemos muitos leilões ligados a linhas de transmissão, 2017 será marcado para o início da execução dos projetos”, diz Raphael Falcão, da Hays.

9.Engenheiro de energia eólica/solar

O que faz: engenharia para geração, transmissão e distribuição de energia eólica e solar.

Perfil: formação em engenharia. A especialidade pode variar dependendo da função exata na cadeira: elétrica, mecânica e mecatrônica etc.

Por que está em alta: “Há muitos investimentos no país para aproveitar o potencial energético da nossa geografia, com muito vento e sol em praticamente o ano todo, principalmente no Nordeste”, diz Marcelo Braga, da Reachr.

10.Gerente de operações do setor de engenharia

O que faz: gerencia projetos e acompanha os resultados da operação de forma alinhada à estratégia do negócio, com foco na otimização dos recursos.

Perfil: graduação em engenharia (civil, mecânica ou elétrica) com especialização em gestão de projetos. É fundamental ter habilidades de relacionamento, com bom trânsito entre pessoas de diferentes departamentos e níveis hierárquicos.

Por que está em alta: segundo Lúcia Costa, diretora da STATO, a crise acarretou uma forte queda de investimentos no mercado de engenharia. Este profissional está em alta porque substitui executivos de nível mais sênior que foram desligados nesse contexto. “A demanda é por um gerente de operações com perfil multifuncional, adaptado ao desafios trazidos pela economia”, explica ela.

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11.Engenheiro especializado em supply chain

O que faz: cuida das áreas de compras e logística, com foco no planejamento da cadeia produtiva e da demanda.

Perfil: formação acadêmica em engenharia, administração ou logística. É fundamental ter conhecimento técnico em operações como um todo. Pós-graduação em negócios é sempre bem-vinda. A maioria das vagas exige conhecimentos de inglês. O certificado da AIPICS é importante, mas não obrigatório.

Por que está em alta: segundo Isis Borge, gerente da Robert Half, uma boa gestão de supply chain é estratégica para reduzir custos, o que explica sua valorização. Além de promover economias na área de compras, o gerente da área pode enxugar perdas financeiras em toda a cadeia de produção e na logística de atendimento ao cliente.

12.Engenheiro especializado em vendas técnicas

O que faz: é responsável por usar seus conhecimentos altamente especializados a respeito de serviço ou produto para potencializar a receita da empresa.

Perfil: formação acadêmica em engenharia, com conhecimentos profundos do produto ou serviço a ser vendido. Do ponto de vista pessoal, é importante ter boa comunicação e perfil de “caçador” de oportunidades. Não é obrigatório ter pós-graduação nem qualquer certificação específica. Inglês costuma ser pedido na maioria das vagas.

Por que está em alta: “É valorizado porque as empresas precisam de profissionais que entendam de forma profunda o que está sendo vendido”, explica Isis Borge, gerente de divisão da Robert Half. “Isso é fundamental para entregar uma solução customizada ao cliente, isto é, que realmente agregue valor a ele”.

13.Vendedores técnicos/ especialistas

O que faz: a interface da empresa com o consumidor final, tanto empresas como pessoas físicas.

Perfil: formação em engenharia , administração ou economia. O que importa é o conhecimento do produto a ser vendido.

Por que está em alta: “em um mercado mais restrito a competição tende a aumentar, e os melhores vendedores, especialistas em alguns segmentos, ficam em evidência, sendo muito assediados pelo mercado”, diz Raphael Falcão, da Hays.

14.Gestor de Family Office

O que faz: interlocução entre as gerações, conciliando conflitos e otimizando recursos para facilitar a transição no comando das empresas familiares.

Perfil: formação em administração, engenharia ou economia e com capacidade conciliadora. Especialização em finanças, controladoria, coaching ou gestão de pessoas.

Por que está em alta: “as empresas familiares estão sentindo a chegada das novas gerações à sua Diretoria. Os “Baby Boomers” se preparam para a sucessão e a estruturação de Family Offices que busquem blindar o patrimônio construído durante ano”, diz Celia Spangher, da Maxim Consultores.

15.Profissional da área de fintech

O que faz: desenvolve tecnologias e parcerias com canais que tenham acesso a uma grande massa de clientes para vender produtos financeiros, tais como serviços de pagamentos, seguros e crédito de nicho.

Perfil: formação em engenharia ou cursos voltados a tecnologia da informação (TI) para posições mais técnicas; administração ou economia para quem se concentra no comercial ou em parcerias. Contar com MBA em escolas de alto nível costuma ser um diferencial. Em posições iniciais, é importante ter forte espírito empreendedor, enquanto em cargos mais maduros se espera que o profissional consiga trabalhar em um ambiente com processos mais definidos.

Por que está em alta: as “fintechs” são uma tendência em expansão. Até grandes bancos já vêm obtendo sucesso com suas agências virtuais, e não faltam exemplos de seguradoras que desenvolvem iniciativas de vendas online. Profissionais especializados em meios de pagamento e mobilidade serão cada vez mais necessários para ajudar as empresas a conquistarem definitivamente esse universo, avalia Weinberger.

16.Chief Digital Officer (CDO)

O que faz: garante que toda a empresa pense e aja “digitalmente”. Com base em conhecimentos de tecnologia, marketing e desenvolvimento de negócios, promove a melhor interação possível entre a companhia e seus públicos estratégicos em qualquer tipo de plataforma.

Perfil: formação em administração, engenharia ou ciências da computação, com MBA em marketing. Também são desejáveis cursos de especialização em marketing digital e conhecimento prático de ferramentas de BI (Business Intelligence), CRM (Customer Relationship Management). Perfil empreendedor ou experiências empreendedoras anteriores também são aspectos bem-vindos.

Por que está em alta: segundo Marcus Giorgi, sócio do Fesap Group, a digitalização dos processos nas empresas é indesviável. A tecnologia aparece como um caminho sem volta, seja como o núcleo de atuação da companhia, seja como uma área de suporte a vendas, marketing ou finanças. “O CDO é peça-chave para colocar a experiência do cliente como principal objetivo da companhia e, ao mesmo tempo, promover o uso interno de ferramentas digitais estratégicas”, explica.

17.Analista/ gerente/ consultor de BI (Business Intelligence)

O que faz: a partir de dados internos e externos, quantifica os mercados que podem se interessar pelos produtos e serviços da empresa. Sua função é mapear territórios e segmentar clientes de acordo com a estratégia comercial da companhia.

Perfil: formação em matemática, engenharia, economia ou administração, com especialização em marketing digital e cursos técnicos nas ferramentas de BI mais usadas no mercado. É importante ter domínio completo de programas como o Excel.

Por que está em alta: as empresas precisam cada vez mais de dados internos e externos para tomar decisões estratégicas. Segundo Marcus Giorgi, sócio do Fesap Group, muitas oportunidades de negócios podem estar “hibernadas” no banco de dados. Contar com alguém para identificar esse potencial é a chave para crescer. A posição também é destacada por Lúcia Costa, diretora da consultoria STATO. Rafael Pereira, da People Oriented, e Celia Spangher, da Maxim Consultores, também aponta a área de BI como promissora, sobretudo, para gerentes e gestores. Marcelo Vianna e Antonio Loureiro, sócios-fundadores da Conquest One, apostam na alta pela procura de consultores de BI.

18.Executivo da área de melhoria contínua

O que faz: trabalha no mapeamento e otimização de processos para melhorar a qualidade e reduzir custos na cadeia produtiva de uma empresa, bem como nas suas áreas administrativas.

Perfil: formação em engenharia, administração ou economia. É preciso ter conhecimento de ferramentas como Seis Sigma, certificação como “blackbelt” e experiência prévia na área de melhoria contínua. Pós-graduação não é obrigatória, enquanto inglês é exigência de 80% das vagas.

Por que está em alta: “Embora relativamente nova, a área tem sido muito valorizada porque permite que o negócio funcione de forma mais eficiente”, resume Borge.

19.Gerente de Meio Ambiente

O que faz: é responsável por garantir que todos os procedimentos estejam dentro das normas estabelecidas e que os resíduos criados pela organização tenham o destino correto.

Perfil: formação em engenharia ambiental, engenharia florestal, engenharia química e mestrado na área de atuação.

Por que está em alta: “com a escassez e com a preocupação da população com os recursos naturais, cada vez mais está sendo cobrado das organizações que elas tenham uma maior preocupação com o meio ambiente”, diz Rafael Pereira, sócio da People Oriented. As mudanças climáticas e as consequências do mau uso dos recursos naturais fortalecem a demanda.

20. Supervisor de PCP – planejamento e controle de produção

O que faz: responsável por definir e coordenar todo o processo produtivo, desde entrada de insumos até distribuição do produto final.

Perfil: mais do que a formação acadêmica, a Page Personnel destaca o amplo conhecimento de processos produtivos e suas mais diferentes ferramentas de gestão, controle e melhorias, como características essenciais ao perfil destes profissionais.

Por que está em alta: as empresas buscam melhorar a produção, com foco em dar mais eficiência à cadeia produtiva: redução de custos, perdas e paradas. Fazendo os ajustes, a empresa consegue produzir mais.

 


E então, o que está esperando para atualizar o currículo e sair a procura de novas oportunidades nessas áreas? 2017 promete, engenheiros!

Fonte: Exame.com | Fotos: Shutterstock


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  • Johnatan Guimaraes

    Só falta essas vagas surgirem no mercado e com um salário no mínimo atraente.

  • Adilson Lima

    Quase todas em gestão, depois desdenham engenharia de produção kkk

  • Bernard Collin

    Rapaz mais de 50 % ai eng de produção, e nem nas mais óbvias vocês citaram, ate civil e mecanica especializada em produção foi citada, mas a eng produção não pqp kkk qual o preconceito? Aaf kk