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Em dúvida sobre o que fazer após se formar? Conheça um pouco mais sobre a carreira acadêmica


Engenharia lembra, para grande parte das pessoas, um profissional que atual em algo prático, seja uma obra, uma indústria ou até mesmo em um escritório. Porém, há engenheiros que escolhem seguir a carreira acadêmica e, também, aqueles que conciliam as duas áreas. Decidir o que fazer depois de formado depende de cada um e das oportunidades que surgem no caminho.

Imagem: interneeduca.com.br

+A carreira acadêmica

Quando começamos a faculdade, desejamos nos formar logo e sonhamos que, com o diploma em mãos, teremos um emprego maravilhoso, um salário bom (que aumentará com o tempo, assim como nossa carreira crescerá) e seremos felizes. Infelizmente, nem tudo é como sonhamos e alguns precisam aceitar a triste realidade de sair da faculdade sem saber o que fazer (e sem emprego). Por mais desesperador que pareça, é algo completamente normal e é, nesse momento, que muitos procuram uma especialização em alguma área e cogitam a possibilidade de seguir a carreira acadêmica.

Por outro lado, há aqueles que começam a ter contato com as pesquisas durante a graduação, por meio de uma iniciação científica, por exemplo, e já sabem que querem fazer um mestrado/doutorado logo após a formatura. Há, ainda, os que desistem de uma carreira acadêmica por causa de uma ótima oportunidade no mercado de trabalho, os que conseguem conciliar as duas e os que já estão no mercado e decidem que é hora de retomar os estudos e especializar em algo.

Imagem: annarbor.com

Ao longo dos anos, os cursos de pós-graduação estão mais comuns e há mais pessoas querendo se especializar em uma determinada área. Mas escolher aleatoriamente um curso sem saber se ele atende às expectativas, por exemplo, fazendo um mestrado acadêmico quando o ideal seria fazer uma especialização, ou o contrário, pode ser um erro. Para falar sobre isso, vamos primeiro entender a diferença de cada um e ver qual é o ideal para cada caso.

Há cursos lato sensu (significa “sentido amplo” em latim), que são voltados para quem deseja um aperfeiçoamento profissional. Por outro lado, os cursos stricto sensu (significa “sentido estrito” em latim) são mais adequados para quem quer trabalhar com pesquisas e cogita lecionar em cursos de graduação.

Lato sensu

– Especialização: voltados para quem busca aperfeiçoar os conhecimentos técnicos e científicos da área de atuação. Indicado para quem deseja crescer profissionalmente, não tem tempo/vontade de dedicar integralmente aos estudos e não tem inclinação para desenvolver pesquisas. Há um certificado de especialista ao final.

– MBA (Master in Business Administration): é uma especialização voltada para a área administrativa e é comum para empreendedores. É indicado para quem gosta de estudar assuntos relacionados à área de atuação profissional.

Stricto sensu

– Mestrado profissional: o aluno pode seguir a área acadêmica, mas o mestrado é voltado para o mercado de trabalho, com o objetivo de aprofundar os conhecimentos científicos. É indicado para quem gosta de estudar e de fazer pesquisas, mas não pretende seguir carreira acadêmica, embora alguns optem por lecionar posteriormente. O aluno recebe o diploma de mestre.

– Mestrado acadêmico: voltado para quem quer seguir carreira acadêmica. É indicado para quem gosta (muito) de estudar, de pesquisar e possui tempo para dedicar aos estudos. Durante o mestrado, o aluno cursa algumas disciplinas e desenvolve uma dissertação com o auxílio de um orientador. Dura dois anos, normalmente, e o aluno recebe o diploma de mestre após ter a dissertação aprovada.

– Doutorado: normalmente, é feito após o mestrado (embora exista a possibilidade de fazer um doutorado sem ter feito o mestrado). Indicado para quem deseja seguir carreira acadêmica, consiste em uma pesquisa mais complexa que o mestrado, na qual o aluno também cursa algumas disciplinas e desenvolve uma tese com a ajuda do orientador. O tempo médio é de 4 anos e, ao final, o aluno recebe o diploma de doutor.

– Pós doutorado: é uma extensão de uma pesquisa desenvolvida, feito após o doutorado. Não é exatamente um curso e não é exigido fazer disciplinas ou defender uma tese. O foco é a pesquisa e resolver um problema mais avançado.


A ideia de passar mais alguns anos estudando e se dedicando arduamente a uma pesquisa, no caso da escolha por uma carreira acadêmica, é desanimadora para muitos. Apesar de o horário ser flexível, passar os finais de semana estudando, no laboratório ou escrevendo a dissertação/tese é algo comum para esses alunos. Da mesma forma, ter resultados insatisfatórios, ficar no limite com alguns prazos, tentar publicar artigos e viver desesperado com algo também é normal.

Imagem: freepik.com

+Saiba mais

Ao escolher a dedicação integral à pesquisa, o retorno financeiro durante os cursos não é animador e vai contra o desejo de receber um bom salário logo após terminar a graduação. Existem algumas bolsas concedidas aos alunos, no caso de cursos stricto sensu em universidades públicas, mas não são todos que recebem. Alguns alunos dão aulas em paralelo ao desenvolvimento da pesquisa. Embora seja difícil, é possível trabalhar e fazer um mestrado acadêmico ao mesmo tempo (muitas pessoas conseguem fazer, basta dedicar).

Embora não pareça, o mercado de trabalho e a área acadêmica estão interligados. As pesquisas realizadas no meio acadêmico são importantes para o mercado, assim como os problemas que surgem na prática são inspiração para os pesquisadores, que procuram uma forma eficiente de resolvê-los.

Escolher a carreira acadêmica é escolher se dedicar aos estudos, fazer pesquisas, ensinar e também aprender com os alunos. Para os que gostam de pesquisar, mas não pensam em trabalhar em uma universidade/lecionar, há várias empresas que possuem centros de pesquisa, onde o pesquisador pode trabalhar com o desenvolvimento de novas tecnologias ou na busca por solução de determinados problemas.

É interessante começar a traçar os planos durante a graduação, escolhendo o que é mais adequado para o seu perfil. Conversar com alguns profissionais de diferentes áreas também pode ajudar na escolha. Seja carreira acadêmica, mercado de trabalho ou as duas juntas, o mais importante é fazer o que você gosta, se identifica e tem aptidão. O caminho pode ser árduo, mas alcançar os seus objetivos é mais que satisfatório.

Referências: MEC; Guia do Estudante; Galileu; CAPES.


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