Engenharia Civil, o mercado de trabalho começa a preocupar

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Temos descoberto uma nova realidade se aproximar para futuros e atuais Engenheiros, a saturação do mercado tem feito com que pessoas exijam ainda mais de si mesmo e não porque querem, mas porque precisamos pensar no que fazer para se destacar no atual cenário. Mudar com o mercado, ou mudar para o mercado? É tudo uma questão de perspectiva, e depende da sua ambição e objetivos. Eu prefiro não deixar com que o mercado me molde, mas sim, mudo para muda-lo.

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Um estudo feito pelo Ministério da Educação concluiu que hoje temos um crescimento de 50% de graduados em Engenharia Civil com relação a 2006, um crescimento grande e preocupante. Será que o mercado vai absorver todos esses profissionais? Vai aumentar a concorrência? E a qualificação desses futuros engenheiros? Para nós universitários, não é algo muito agradável de saber, por mais amplo que seja hoje o campo de trabalho para a Engenharia Civil, esse crescimento de graduados é maior do que o crescimento real da área, ou seja, está crescendo mais o número de graduados do que o numero de empregos (que hoje ainda é maior), e com isso a concorrência só tende a crescer. Quanto mais engenheiros no mercado, damos a liberdade das empresas selecionarem melhor seus candidatos, então o que fazer para se diferenciar dos demais graduados? Pesquisando mais a fundo, vi que empresários dizem que esse crescimento é importante, porem não satisfatório. Os mesmos ressaltam que entre as principais deficiências dos candidatos destacam-se a falta de conhecimentos em softwares específicos de cada área, como programa de simulação e planejamento, visão de viabilidade econômica de projetos e principalmente a especialização em negócios, e o mais básico e não menos importante, a falta de engenheiros lideres, com total domínio e fluência do inglês.

É fácil perceber que hoje precisamos de um pouco mais do que a graduação, não podemos nos acomodar, estar sempre em busca de aprimoramento e experiência é essencial. E você, o que faz para se diferenciar/destacar no mercado de trabalho? Em qual área pensa em se especializar? Pensa em abrir seu próprio negócio? Deixe sua opinião.

Marcelo Vinicius Morais Garcia

Estudante de Engenharia Civil, cursando seu 4º ano da faculdade, atuante da área, tem 20 anos, vive atualmente com seus pais, é Apaixonado por musica desde criança, seu estilo musical preferido é o Rock n' Roll, toca bateria desde os seus 13 anos de idade, em 2011 ganhou o prêmio de melhor baterista ativo da sua cidade com grande apoio de seus pais e sua namorada, que por sinal também ama musica e estuda canto. Tem grande apeteço em compartilhar suas novas ideias e conhecimentos, por isso impõe grande valor em redes sociais como, facebook, instagram (@marviingarcia) e principalmente no próprio Blog Da Engenharia. E carrega consigo acima de todas as coisas sua fé e amor em Deus do qual é a sua principal referência.

22 respostas para “Engenharia Civil, o mercado de trabalho começa a preocupar”

  1. Elisandra Costa

    Bom eu estou no 1° período da faculdade, e estou me apaixonando pelo universo da Engenharia Civil. Bom esse Post me fez pensar mais um pouquinho sobre o que vou fazer depois de terminar a faculdade, bom mas tenho 5 anos pela frente e eu vou aproveitar esse tempo para me especializar mais para me destacar entre os demais engenheiros!!!

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    • Eduardo Mikail

      Isso aí Elisandra! Apesar da tendência ser o aumento da concorrência no mercado de trabalho, isso é uma consequência natural do período de aquecimento pelo qual passamos nos últimos anos, onde tanto se falou sobre a falta de engenheiros. Em contrapartida, a oferta de mão-de-obra será grande, mas temos que pensar até que ponto isso será ameaçador, será que tais futuros engenheiros serão qualificados? Isso não posso te afirmar, mas só cabe a nós buscarmos sempre nos aperfeiçoar, constantemente.

      Um abraço e sucesso!

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  2. Flávia

    Senti muito isso, no primeiro ano de faculdade apareciam 3 a 4 ofertas de estágio por semana, nos últimos 2 anos aparecia 1 ou 2 por mês. Era uma média de 99% dos formandos no mercado de trabalho mas agora já ta na base de 70%. Me formei ano passado e tem muita gente da minha turma sem emprego, e como da para ver a tendencia é piorar mas os estudantes novos não enxergam assim e com qualquer pessoa que você encontra sempre fala que engenharia tem campo e tem vaga e que é esse curso que se tem que fazer.

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    • Eduardo Mikail

      Exatamente! Concordo com você Flávia, essa é a tendência, as vagas vão ser cada vez mais concorridas, e os mais capacitados e preparados conseguirão as melhores oportunidades.

      Um abraço! Obrigado por compartilhar sua opinião conosco.

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  3. Glauber Mendes Cardoso

    Estou no 2° ano de Engenharia Civil, possuo autocad 2D e 3D, estou cursando o 2° ano de inglês, como estou desempregado, apareceu uma oportunidade da prefeitura de minha cidade oferecendo cursos em parceria com o Senai, tinha Leitura e Interpretação de projetos de obras civis, por fim, busco desde o começo me especializar, pois quero entrar na área, mas infelizmente, vejo q o mercado quer graduandos ja com experiência, acho que a maior dificuldade será essa, conseguir uma oportunidade, pois não quero e sei que será muito ruim, estar no penultimo ou ultimo ano sem experiência alguma.

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    • Eduardo Mikail

      Olá Glauber! Chegar nos últimos anos sem experiência e vivência na prática com certeza irá prejudicar sua carreira, assim como de qualquer outro profissional, em qualquer área. O mercado absorve e dá preferência para os que já possuem mais experiência, mas todos estes tiveram que ter a primeira oportunidade, não é? Uma coisa lhe digo, acho muito importante ingressar cedo no mercado de trabalho e começar a estagiar, mesmo que não seja na empresa/estágio dos seus sonhos pois, para conseguir uma outra oportunidade é muito mais fácil quando já se está atuando!

      Não desista! Continue se aprimorando e procurando estágio, esteja sempre aberto para ouvir novas propostas. Não sei se saber, mas aqui no Blog da Engenharia temos uma área exclusiva de vagas, em parceria com o VAGAS.com.br, veja aqui > http://blogdaengenharia.com/vagas/

      Um abraço!

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  4. Jeferson Vilela

    A demanda por profissionais qualificados na área esta muito grande. A mídia em geral junto com o governo protagonizou “precisa de mais engenheiros” no Brasil. O número de graduados tem crescido e saturado. O mercado aquecido e cada vez mais competitivo faz busca por profissionais diferenciados. Há muita vaga, mas, á muita gente para supri-las elas hoje. A qualificação vai fazer a diferença!

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  5. Everton de Oliveira Lacerda

    Estou no 2º ano de engenharia civil, tenho 33 anos, precisei voltar aos estudos por conta do mercado, vejo de outra maneira isso tudo que esta acontecendo. Muitos se formam, mas na hora que aparece uma vaga no norte/ nordeste, pulam fora. Não querem sair de perto dos pais, da família.., é ai que muitos falam que o mercado esta saturado, sim esta, mas aqui em nossa região sul e sudeste. Tenho muitos amigos que se formaram e foram fazer sua carreira no norte/ nordeste, onde realmente precisam de engenheiros recém formado para trabalhar.

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  6. Jones Cunha

    Isso é uma realidade com a grande especulação da mídia com anúncio de falta de engenheiros no mercado recentemente, assim esse curso tornou-se um dos mais procurado, dando fundamento ao contexto à cima, número de graduados maior que o número de vagas no mercado. Sou estudante do 3º período de engenharia civil e acredito que para os novos engenheiro é primordial o conhecimento e manuseio das ferramentas de tecnologia aplicada a engenharia civil, como os softwares de planejamento e gestão, além da liderança. Por tanto, a dica é que durante a graduação se qualifiquem nos software aplicados a engenharia civil, invista nisso que vale apena, pois ao sair da acadêmia poderá não esta 100%, mais já estará familiarizado com as mesmas utilizadas no mercado. Quanto a experiência, eu preferi e recomendo deixar pra ir a campo quando estiver nas matérias especificas 5º ao 6º período em diante, pois assim terá um maior proveito do curso e prática, pois os primeiros períodos exigem muito do acadêmico e requer tempo para estudar matéria como por exemplo cálculos. Por fim, estude, qualifique-se e planeje-se para o mercado que lhe deseja preparado, não para prepará-lo.

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  7. Camila

    Estou no 3° período de Engenharia Civil, e já trabalho no ramo desde o 1° período. Tenho curso de AutoCAD desde quando passei no vestibular. As vezes recebo propostas para trabalho, pois já sou bem experiente em um pouco de cada área da Engenharia. Já estive em 2 empresas com especificações diferentes, e agora estou indo para a terceira empresa que me procurou. Estou muito feliz e muito apaixonada! Eu realmente acredito que é necessário se capacitar melhor.

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    • Engº Civil Eleu Eduardo Mehret Scorsin Filho

      Sou formado a exatamente 3 meses. Concordo quase totalmente com a reportagem, existe falta de profissionais na área, mas 90% é para cargos que requerem qualificação, o mercado esta ótimo para profissionais com experiência, os quais estão sendo disputados “a unha e carne” pelas empresas (isso que vejo aqui em Ponta Grossa). Estou montando escritório próprio, para ter tempo para me qualificar melhor na área de estruturas. Mas parte da minha turma não conseguiu emprego, outra parte que conseguiu bons estágios (que as quilificaram mais), conseguiram excelentes empregos. Em recente encontra na AEAPG (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ponta Grossa), foi avaliado que profissionais ligados a área de infraestrutura e transporte estarão com o futuro garantido (área que requer qualificação, pois nenhuma faculadade entrega profissionais totalmente aptos nessa área).

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  8. André Victor de Freitas

    Ola pessoal.
    Eu sou formado em Ciências Contábeis, atualmente estou no 1º semestre de Engenharia Civil e trabalho em uma multinacional do ramo, ainda estou no departamento fiscal, mas tentando conseguir uma vaga no canteiro de obras.
    Percebo nos estagiários de Engenharia e até mesmo em alguns Engenheiros com poucos anos de CREA uma falta de visão geral do negócio. São muito poucos aqueles que conseguem “ver” os empreendimentos com uma visão mais ampla.
    Creio que um dos grandes diferenciais para os próximos anos é justamente o posicionamento que o Engenheiro tem perante a obra que gerencia.
    Não basta mais saber ler o projeto é necessário lidera-lo de forma eficiente e eficaz.

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  9. Jorge Luís França

    Demorei um ano depois de formado para conseguir emprego, o que é um contraste meio diferente pois no período de curso eu sempre conseguir arrumar estágio fácil fácil, ou seja, durante o curso sempre haverá oportunidade, o problema é no final do curso, ai a situação já é outra. Uma dica: explore ao máximo as oportunidades que aparecerem, não fique preso apenas no primeiro emprego!

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  10. Fabio Sanches

    Sempre tive vontade de cursar Eng. Civil, desde os 18 anos, mas por alguns motivos e que precisava trabalhar, acabei deixando de lado. Hoje, com condições, tenho 30 anos, estou no 3º termo curso noturno. Não é um curso fácil, além do mais, conciliar com trabalho, não é uma tarefa nada fácil, porém estou ae na luta. O que eu vejo muito na sala de aula, desde que comecei, são maior parte dos alunos não levar o curso a sério, muitas vezes matando aulas. Metade da turma ja pegaram DP e alguns já até desistiram. Percebe-se que, a maioria entra com a ilusão que vai se formar, pegar o diploma, vai ganhar muito dinheiro e ficar rico, simplesmente… E é ae que está o erro. Penso que, o próprio curso já “afunila”, pois como disse, não é um curso fácil, e aqueles que levam muito na “seriedade” , estagiando, se qualificando, estarão na frente. Vagas sempre existiu e vai existir, mas tem que correr atrás.

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  11. Incorporador Investidor

    Vejo com bons olhos a competição: ela faz a galera “se mexer”, no sentido literal.
    Emprego sempre tem. Se você não consegue sobreviver, culpe você mesmo, não fatores exógenos.

    Vejo gente com altos conhecimentos técnicos (excelente), mas uns zeros no relacionamento com o pessoal (péssimo, pois acima de cálculo, física e química, o engenheiro tem que entender de gente), além da falta de visão estratégica/de mercado/econômica que qualquer agente da construção deve ter.

    O tempo é curto, galera. A qualificação é essencial, e quem não se dedicar ao extremo vai lamentavelmente (ou não) ficar para trás.

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  12. Estagiário

    É notável que a daqui a uns anos haverá mais engenheiros do que campo de trabalho. Mas não me assusto com isso nem me preocupo, mesmo sendo graduando do curso no 4ª semestre, pois aqueles que não se encaixam, não sabem usar softwares específicos vão optar por trabalhar em bancos e afins. Sou estagiário, e vejo muito isso…
    (http://estagioengenharia.blogspot.com.br , se alguém poder da uma ajudinha la no meu blog de alguma forma, eu agradeço, lá tem tudo o que faço e aprendo no meu estágio, aliás, quase tudo.)

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  13. vagner

    estou cursando o 4º de engenharia civil, e acho muito importante essa questão de cursos extracurriculares e inglês. Porém a faculdade que estudo tem geralmente tem aulas das 17:10 as 22:40 e nos sabados de 7:40 as 15:20, ou seja, trabalhando é impossivel fazer qualquer outra coisa. Sou graduado em logística e atualmente atuo em suprimentos em uma construtora de minha cidade. Acredito que nunca falta emprego para bons profissionais (pelo menos é o que puder observar nesses 14 anos que trabalho). Não precisa ninguém ficar com medo do mercado, basta observar seus colegas de classe, que matam aula pra ver jogo, que so passam colando. Lembre-se que um dia eles vão disputar as mesmas vagas que vocês, só que com uma diferença, você que levou vai ter conhecimento e esse seu amigo não, logo, a vaga é sua! Então é isso estude muito, e quando estiver cansado de mais uma lida e refaça mais alguns exercícios que no final da tudo certo!

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    • Matheus Macedo

      Estou no 3° ano do curso , e, recentemente consegui uma vaga de estagio , mas estou preocupado com o futuro da engenharia civil no Brasil, pois , vejo que cada vez mais esta difícil de conseguir uma posisao estável no mercado atual , principalmente nessa área , gostaria de saber se realmente falta vagas ou profissionais competentes. Agredaco a quem puder me ajudar com algumas dicas de como encarar essa realidade.

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  14. david lima

    Pretendo fazer engênharia mecânica
    É uma boa escolha?
    Se for, oque mais preciso pra garantir essa função no mercado de trabalho?

    David, anos 20
    São paulo sp

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    • Diego

      Ótima escolha David! Eu comecei fazendo Eng. Mecânica e depois mudei pra civil. Não me arrependo nenhum pouco pois a civil é que gostei e me identifiquei. Mas falando em mercado, a mecânica é muito mais abrangente. Vejo 10 vagas pra estágio em mecânica e pra 1 em civil. Engenharia elétrica e química também vejo um campo grande pois a pouquíssimos profissionais. Vejo na minha universidade, formam-se 100 de civil, para 25/30 de elétrica ou química.

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      • Fábio

        Diego, Será mesmo que se formam “100 engenheiros civis” contra 25/30 de elétrica ou quimica? Acho que independente de qual ramo a engenharia, todos são dificeis de se formar, aqui na minha universidade, entraram 100, estou indo pro 4º perido, ja caiu para 50 alunos, assim como outras turmas de engenharia, há muita desistência, por ser um curso dificil.

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  15. Adailton Silva Nascimento

    Acredito que houve uma ma compreensão quanto as demandas do mercado nacional; quando se fala que o Brasil precisa formar 60 mil engenheiros por ano para garantir o crecimento do país a gente tem que entender que nós temos cerca de 35 especialidades de engenharia e que necessitam de profissionais qualificados. A verdade e que onde quer se faça um vestibular de engenharia as salas ficam superlotadas.
    A meu ver o mercado caminha sim para uma saturação de engenheiros civis, na minha cidade por exemplo (Governador Valadares) que e pequena cerca 270 mil habitantes ha uma grande quantidade de escritórios de engenharia e arquitetura.
    O mercado tem exigido de nós uma visão mais global, saber se colocar e literalmente enxergar o mundo a partir de onde você esta pois nos vivemos num mundo sem fronteiras.

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