Estádio do Morumbi vai para o túnel de vento

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Engenheiros do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), começaram uma série de ensaios sobre esforços de vento em uma maquete do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi.
Os testes, feitos no túnel de vento do Instituto, irão fornecer os coeficientes de forma e de pressão que darão confiabilidade aos projetistas na concepção da nova cobertura de 30 mil metros quadrados de área total.
A estrutura metálica da cobertura empregará cerca de quatro mil toneladas de aço tratado, com oito grandes pilares.
O material a ser usado na própria cobertura em sistema de treliça espacial está em estudos: telha de aço e membrana tensionada são algumas das opções, e a escolha irá considerar também o desempenho da proteção acústica, a fim de minimizar o impacto sonoro dos eventos do estádio.

Estrutura

As sondagens para medir profundidade e detectar os materiais que podem ser encontrados no solo, procedimento necessário para escolha e cálculo das fundações de apoio à estrutura, já estão quase concluídas – a instalação dos pilares não será simétrica, para que eles não avancem para as ruas do entorno e respeitem as legislações vigentes.
Para o ensaio, os pesquisadores montaram 580 blocos retangulares, que representam o entorno do estádio, para reproduzir as diferentes condições de escoamento do vento.
Para a execução dos ensaios em um modelo rígido fabricado em PVC, papel couro e acrílico, os pesquisadores simularam primeiramente as características do vento do bairro do Morumbi, onde o estádio está localizado.
A base da simulação da camada limite atmosférica adotada pelos pesquisadores do IPT nos ensaios combina uma barreira castelada (que provoca um déficit de momento linear na parte inferior do escoamento logo à entrada do túnel), quatro geradores de vórtice e rugosidade distribuídos ao longo de 24 metros de piso do túnel de vento – foram necessários 580 blocos retangulares de 8 x 8 cm, instalados na configuração diamante, para representar o entorno do estádio.

Softwares livres

Com a posse do laudo final fornecido pelo CMF, os responsáveis pela obra irão cruzar os dados com as informações das rajadas de vento na região para projetarem a cobertura final.
Para os pesquisadores do túnel de vento do IPT, um dos principais benefícios com a execução dos ensaios nas maquetes dos estádios e de edificações está no aperfeiçoamento das técnicas de processamento de dados e fornecimento dos resultados em arquivos digitais para análise em softwares livres, como VisIt e Paraview, que refinam a qualidade dos relatórios.

“À medida que são feitos os testes, estamos aprimorando os recursos dos programas para que o cliente possa visualizar as informações de distribuição de forças e fazer qualquer seleção para análise”, afirma Gilder Nader, pesquisador do IPT e responsável pelo túnel de vento.

Via

Eduardo Cavalcanti

23 anos, blogueiro (quase) Engenheiro. Cursando o 9º Semestre de Engenharia Civil. Decidiu cursar engenharia após fazer um mochilão pela Europa, e após *quase* se matricular em administração de empresas aos 18 anos. Fundador e Editor-Chefe do BDE, adora trocar informações e experiências com todos estudantes e profissionais de engenharia! Acredita em um mundo onde todas as pessoas possam ter uma vida com mais sentido. Nas horas vagas e não vagas, nutre paixão por séries de tv, fotografia, viagens, redes sociais, música e tecnologia . Ah, e sinta-se a vontade em seguir o meu perfil particular no Instagram (@eduardocavalcanti)

Uma resposta para “Estádio do Morumbi vai para o túnel de vento”

  1. Clara Antonieta

    Fabiana Alves Chefa, olha que genial!!! :)

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