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Jogos Paralímpicos: atleta utiliza prótese feita em impressora 3D


A tecnologia das impressoras 3D é utilizada também em benefício da saúde. Aqui no BDE, inclusive, já falamos sobre os medicamentos que são criados por meio desse novo advento.

Com a chegada dos Jogos Paraolímpicos 2016 no Rio de Janeiro, essa temática ficou em evidência por conta dos atletas que usam próteses nas pernas para competir em diferentes provas, e um desses casos é o da campeã alemã de para-ciclismo Denise Schindler. Só que sua perna protética é muito diferente: foi projetada e impressa em 3D.

prótese 3D atleta - blog-da-engenharia

A iniciativa desse invento foi da empresa Autodesk, que em parceria com a atleta, resolveu demonstrar para todos a qualidade das impressoras 3D como uma nova alternativa de produção de peças que melhoram a acessibilidade desses atletas.

Denise está no Brasil para as Paraolimpíadas e utilizará o novo membro artificial, claro. Segundo a esportista, ela comprovou o alto desempenho da prótese em abril deste ano e disse que a qualidade é igual ao modelo convencional, porém, sua produção oferece muitas vantagens, pois é mais rápido e mais barato.

Como foi feita a prótese 3D

A prótese 3D foi modelada utilizando a ferramenta de design avançado “Fusion 360”. Com ela, pode ser realizado um trabalho colaborativo entre profissionais localizados em diversos lugares do mundo: Alemanha, Londres, São Francisco e Portland.

Ao todo, 52 versões digitais precisaram ser desenvolvidas para resultar no desenho final. O produto foi impresso em menos de cinco dias custando um quarto do preço do convencional, em San Francisco, no Pier 9 da Autodesk.

prótese 3D jogos paralímpicos blog da engenharia

Um dos benefícios dessa prótese 3D é que ela é muito mais leve, oferecendo mais conforto aos atletas que a utilizarem. “O ponto mais importante sobre qualquer prótese, especialmente uma prótese de esportes, é o conforto, em virtude do tempo gasto no treinamento e na competição. Ser capaz de desenvolver uma prótese bem ajustada que não comprometa o desempenho, em menos tempo e com menos custo do que os meios tradicionais, é um verdadeiro avanço”, diz Denise.

A para-ciclista perdeu a perna aos dois anos de idade após um acidente. Como atleta, ela já participou de inúmeras competições internacionais, sempre representando a Alemanha. Em 2012, ela conquistou a medalha de prata nas Paraolimpíadas de Londres, além de duas medalhas de prata e uma de bronze no Campeonato Mundial de Para-ciclismo.

prótese 3D atleta paralímpica - blog-da-engenharia
Seu sonho, hoje, é conquistar o pódio na Rio 2016, mas também “que essas próteses sejam acessíveis a todos”. Ela se diz muito animada com os resultados do projeto e acredita que os membros artificiais 3D vão melhorar  muito o desempenho e a autoestima de muitos atletas.

 

Como são as próteses sem a tecnologia 3D

Antes da tecnologia 3D aterrissarem no universo paralímpico, a prótese de Denise era fabricada quase que completamente à mão. Os técnicos responsáveis utilizavam um processo de fundição de gesso, para depois passar por refinação, que durava semanas.

O acabamento desse material é muito bom, contudo, as 10 semanas, em média, que são esperadas para ter o projeto concluído é uma grande desvantagem. Isso ocorre por que a fundição do gesso é demorada e, às vezes, imprecisa, necessitando ser refeita. O custo também é bem mais alto que as 3D.

 

prótese 3D - blog-da-engenharia
Denise apresentou a prótese para Barack Obama e Angela Merkel

Ainda não há expectativas de quando as próteses 3D serão comercializadas e produzidas em larga escala, nem qual será o seu preço final. O que achou da novidade?

Fontes e Fotos: Divulgação Autodesk Brasil


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