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Neuroengenheira desenvolve próteses e exoesqueletos destinados às classes C, D e E


O Brasil está cheio de engenheiras com visão empreendedora, sabia? Muitas investem em negócios de impacto social e às vezes nem ficamos sabendo. Hoje trouxemos a história da neuroengenheira Michele Salles de Souza, fundadora da Cycor.

Especializada em neuroprogramação, neuropróteses, biônica, cibernética, biorobótica e integração entre seres vivos e máquinas, ela desenvolve e distribui tecnologias nacionais de reabilitação – como próteses de membros, exoesqueleto e kit de motorização de cadeira de rodas, ou seja, produtos para pessoas amputadas ou que evitam a amputação.

Com o objetivo de popularizar esse tipo de tecnologia, Michele resolver criar equipamentos com custo mais baixo do que os existentes no mercado, justamente para atender a população das classes C, D e E. As tecnologias usadas até então são importadas e fora do alcance da população de baixa renda.

É importante saber que no Sistema Único de Saúde (SUS), cerca de 50 mil amputações são realizadas por ano, sendo que 80% dessas são de membros inferiores de pacientes com doença vascular periférica ou diabetes. A segunda maior causa das amputações está nos traumas causados por acidentes de trânsito e armas de fogo.

Michele conta que a empresa atua com dois produtos principais: a prótese de mão – a um custo de R$ 3,9 mil (a média do mercado é de R$ 6 mil) e o exoesqueleto, que custa em torno de R$ 30 mil (modelos similares custam R$ 200 mil). O preço reduzido não é uma mera vantagem competitiva; trata-se de um modelo de negócio. “Ao invés de colocar um preço alto na inovação, usamos a inovação para diminuir o preço”, defende.  

Sobre as possíveis dificuldades das empreendedoras, Michele revela que não acredita que seja mais difícil para mulheres. “O setor de negócios é mais ostensivo e por isso necessita de jogo de cintura com pulso firme, gentileza, perspicácia e audácia. Uma mulher é bem mais capaz de ter esses atributos todos reunidos por conta da sua paciência e capacidade de articulação”. Ela ainda conta que no setor no qual atua não conhece nenhuma mulher.

E então, o que achou da iniciativa da neuroengenheira brasileira? Concorda com ela a respeito das mulheres neste setor?

Fonte: Artemisia | Foto: Divulgação


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