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O que diferencia as faculdades e os engenheiros?


As faculdades são todas iguais? Definitivamente não. Engenheiros são todos iguais? Também não. Mas o que diferencia uma instituição e um profissional na hora de ocupar o mercado de trabalho? O texto a seguir esclarece.

+ Há vagas, mas não para qualquer engenheiro

Passado o pessimismo da crise, o fato é que o mercado precisa – sim – de engenheiros. Segundo o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea), o Brasil precisaria quitar um déficit de 20 mil profissionais para atender à demanda atual das empresas.

Porém, não é qualquer engenheiro que pode preencher essa lacuna. As indústrias estão atrás de um perfil diferenciado. Além do conhecimento técnico, elas procuram alguém que possa trabalhar em equipe, tenha veia de empreendedor e consiga se adaptar à dinâmica interna.

É justamente nesse ponto em que escolher a faculdade faz toda a diferença! A faculdade precisa formar os profissionais com as qualidades que o mercado procura!

Gabriel Goichman, estudante de engenharia mecânica no Insper

+Como?

A medida certa entre teoria e prática

“Se um aluno quiser estudar a teoria de determinado assunto, ele consegue comprar online um livro e, eventualmente, no dia seguinte o produto estará em sua casa. É claro que um bom curso e um professor qualificado podem agilizar esse processo de aprendizado. Porém, na parte prática, se ele não tiver um contato mínimo com o ferramental básico da engenharia e os processos básicos na faculdade, ele ficará perdido. Isso não dá para aprender sozinho”. Concorda? Essa é a frase de um dos alunos de engenharia do Insper. A instituição investiu em uma grade que misturasse na medida certa a parte prática com a teórica.

Para isso, o Insper foi a Olin College, uma faculdade em Needham, Massachusetts (EUA) que tem o MIT (Massachusetts Institute of Technology) como um dos concorrentes. Tanto a Olin College quanto o Insper partem de um princípio básico: o “mão na massa”.

E a razão para isso é óbvia: é difícil absorver o conteúdo tendo em mãos apenas a teoria. Até porque, na hora de usá-la, você pode não saber o que fazer, seja porque aprendeu há muito tempo ou porque simplesmente não ensinaram a tirá-la do papel.

A importância dos laboratórios

Se for para aprender na prática, é preciso ter (bons) laboratórios, certo? E não apenas laboratórios em que o aluno vai assistir passivamente ao que o professor ou técnico está fazendo, mas também efetivamente fazer.

Quem visita o prédio do Insper tem a chance de conhecer os laboratórios construídos em containers coloridos, dotados de alta tecnologia e com equipamentos reais, não desenvolvidos apenas para ensino. Entre eles, há o FabLab, que permite experiências em fabricação com componentes mecânicos e eletrônicos; e o TechLab, um laboratório high-tech de manufatura.

Alex Camilli Bottene, professor de engenharia mecânica e mecatrônica no Insper

 

Portas abertas para o mercado

Com um conselho de engenharia formado por pessoas do meio acadêmico e industrial, o Insper analisa o mercado para construir um curso adequado ao que as empresas procuram. Conhecimentos técnicos e práticos balanceados e uma graduação recheada de experiências é a fórmula que a faculdade usa para criar a nova engenheira e o profissional que construirá o futuro. Além disso, a instituição tem parceria com empresas que oferecem estágios de férias aos estudantes e o feedback tem sido muito bom.

Uma destas empresas é a Cummins, fabricante de motores a diesel e geradores. “Passamos da etapa em que o estagiário era um suporte. Hoje, todo mundo tem um papel para executar”, diz Mirelle Braghini, supervisora de recrutamento e seleção da companhia para a América Latina. “O Insper tem essa sede de que o aluno tenha um lado prático e oferece a chance de entrar no mercado um pouco mais experimentado, o que é ótimo para nós”.

Mirelle Braghini, supervisora de recrutamento e seleção da companhia para a América Latina

Diferenciais

O curso da instituição aposta em quatro grandes diferenciais:

  • Aprender a aprender: o engenheiro não deve parar de estudar após sair da faculdade e precisa acompanhar as mudanças de mercado e tecnologia para evoluir continuamente.
  • Foco em design: a instituição acredita que o profissional deve entender às necessidades da sociedade para entregar o que ela realmente precisa.
  • Empreendedorismo: mesmo que o aluno não pretenda fundar uma empresa, é importante entender a viabilidade econômica dos produtos da companhia para qual ele está trabalhando.
  • Consciência de contexto: entender que pontos de vista envolvem um projeto para poder avaliar qual a melhor forma de entregá-lo.
Fabio Roberto de Miranda, professor de engenharia de computação no Insper

+ Sobre o curso

 

O Insper oferece cursos para três áreas: mecânica, mecatrônica e computação. “O primeiro é voltado para a parte de projeto e elaboração de produtos mecânicos. O segundo, por sua vez, traz um pouco de eletrônica e informática. Ele tem conhecimentos voltados para automação, instrumentação, sensores. São cursos que andam juntos até o final do segundo ano, quando se passa a ter projetos específicos para cada um”, conta Alex Camilli Bottene, professor de engenharia mecânica e mecatrônica no Insper.

Em engenharia de computação, o foco está no desenvolvimento de sistemas. A proposta é criar softwares que vão desde um simples aplicativo para celular até programas complexos que controlam equipamentos industriais.

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