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Pesquisadores do MIT tentam criar circuitos que se constroem sozinhos


Microchips são fabricados por meio de processos de litografia, isto é, camadas de silício, metal e outros materiais são expostas à luz, formando o desenho das estruturas internas de um processador. Entretanto, essa técnica não é muito vantajosa para criar circuitos com transistores inferiores a 10 nanômetros, que são usados nos equipamentos de última geração.

Para solucionar esse problema, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) pretende criar uma tecnologia que permite aos circuitos eletrônicos se formarem sozinhos. Com isso, as estruturas microscópicas devem atender a designs pré-determinados e se organizar automaticamente em padrões funcionais (automontagem).

Caso a pesquisa seja bem sucedida, será possível romper a barreira dos 7 nanômetros, tornando-se uma alternativa para manter o avanço tecnológico da indústria de semicondutores. Além de microchips, a tecnologia seria aplicada a processadores e GPUs.

A tecnologia do MIT possibilitaria que circuitos eletrônicos se construam sozinhos (Imagem: Getty Images)

Miniaturização da tecnologia

Você já deve ter reparado que a indústria exige, cada vez mais, a miniaturização de tecnologias. Processadores precisam ser mais rápidos, econômicos e menores. O nanômetro é uma unidade de medida que, em um chip, equivale à distância entre os terminais de um transistor.

Em um processador, quanto menor for a distância entre os terminais de cada transistor, menor será o tempo que a energia leva para percorrê-la. Por isso a miniaturização é fundamental para o avanço tecnológico, pois impacta no desempenho do chip, que será melhor.

A miniaturização depende da distância cada vez menor dos terminais de um transistor (Imagem: The Manufacturer)

Por outro lado, se a distância entre os terminais de um transitor para o outro for maior, a resistência elétrica também será maior, assim como o calor e o consumo. Isso acontece porque será preciso uma quantidade maior de eletricidade para superar essa resistência.

Chips menores têm, ainda, uma vantagem econômica: é mais barato produzi-los do que os modelos maiores. Assim, caso os cientistas do MIT consigam criar os circuitos eletrônicos que se constróem sozinhos, a arquitetura do processador será menor e mais eficiente, tanto no gasto de energia como na capacidade de processamento de dados.

Fonte: TechTudo e Inovação Tecnológica.


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