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Engenharia é algo presente na vida de todos nós, às vezes mais nítido, às vezes mais implícito.

Contudo, a engenharia é uma área composta em sua maioria por homens, porém hoje essa porcentagem diminui a cada ano. Logo, mais mulheres ingressam na engenharia e em alguns cursos são maioria nas universidades.

Entretanto, este artigo será voltado para mulheres importantes da engenharia, trazendo 3 engenheiras que fizeram/fazem um trabalho excepcional na área, liderando grandes empresas, ou com feitos relevantes para humanidade.

Emily Warren Roebling

A famosa ponte do Brooklin tem uma história de tragédias e perseverança por trás de sua construção. Iniciada pelo engenheiro John Augustus Roeblin (1806-1869), que se acidentou gravemente em estudos do local onde seria construída a ponte.

Porém, essa fatalidade lhe custou a vida, devido ao tétano adquirido posteriormente.

A obra continuou com seu filho, Washington Augustus Roebling, engenheiro, casado com Emily. Entretanto, a vida lhe trouxe mais uma tragédia, em 1872, Washington teve uma paralisia parcial, que limitou seus movimentos e fala, devido a uma doença chamada “Mal dos mergulhadores”.

Logo, Emily viu-se como a responsável por tocar o projeto em frente. Ingressou na escola superior Georgetown Visitation Convent e posteriormente veio a comandar a construção da ponte.

Seu marido acompanhava de casa a obra através de um telescópio, contudo Emily era quem negociava com representantes, liderava os colaboradores e os prestadores de serviço.

Através desse feito Emily tornou-se conhecida e se tornou a primeira mulher a dirigir a Sociedade Americana de Engenheiros Civis.

mulheres na engenharia

Imagem de Emily Roebling. Fonte: engenharia-civil-virtual.blogspot.com

Aprille Ericsson

Nascida no Brooklyn em 1963, Aprille sempre foi uma aluna exemplar na escola. Foi segundo lugar na feira de ciências na oitava série e no ensino médio participou de um programa de ciências para minorias no MIT (Massachusetts Institute Technology), no qual teve seu primeiro contato com foguetes.

Esses acontecimentos aliados ao fascínio que a missão da Apollo 11 trouxe a Aprille, foram o pontapé para a escolha da carreira brilhante. Formou-se em engenharia mecânica em 1986 e em 1992, tornou-se mestre em engenharia.

Há mais de 25 anos é engenheira da NASA com grandes honrarias. Foi a primeira mulher a conquistar o título de PhD em engenharia mecânica pela Howard University e também, tornou-se a primeira mulher negra a ter o título de PhD em engenharia mecânica pela NASA GSC.

Muito premiada em toda sua carreira, chegou a ficar em oitava colocada em uma lista das 23 engenheiras mais poderosas do mundo pela Business Inside, em 2015.

Hoje, é uma grande apoiadora de mulheres e minorias, participando de palestras em academias e eventos nos EUA e África do Sul.

Contudo, também é uma grande estimuladora de crianças negras ao estudo das áreas de exatas (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Imagem de Aprille Jackson. Fonte: GEN exatas

Ginni Rometty

Nascida em 1957, na cidade de Chicago, Ginni Rometty graduou-se em engenharia elétrica pela Northwestern University em 1979. Mas, sua história de sucesso iniciou-se mesmo no ano de 1981 quando entrou na gigante IBM.

Em um processo evolutivo na empresa, iniciado como engenheira de sistemas, chegando ao cargo de CEO da empresa, cargo que ocupou desde o ano de 2012. Foi a primeira mulher a ocupar o cargo na empresa e permaneceu até o ano passado.

Contudo, sua carreira de sucesso foi sempre reconhecida, sendo figura carimbada de revistas como estando entre as mulheres mais poderosas do mundo.

Chegou a ser eleita no ano de 2012 a mulher mais importante do mundo dos negócios pela revista Fortune, coincidindo com sua ascensão a presidência da IBM.

Ginni Rometty, CEO of IBM, at the company’s headquarters in Armonk, NY, September 2014. fonte: Veja

Essas histórias só mostram o quanto as mulheres são incríveis e deixam suas marcas na história da engenharia e da humanidade. Portanto, que esses exemplos sirvam de inspiração para mais mulheres entrarem na engenharia e contribuírem para o mundo.

João Carlos Batista de Oliveira
Pernambucano, 28 anos, estudante de Engenharia Elétrica de Telecomunicações, pela Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco - POLI/UPE, sempre a procura de evolução. Adora escrever, entusiasta do conhecimento, sempre disposto a ajudar, criativo, cheio de objetivos na vida, amante do cinema e de viajar. Instagram: @joaocbatistaa

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