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Antes de entrarmos de cabeça, vamos nos situar sobre o tema. A soja e o milho são commodities muito importantes na exportação brasileira (ao lado de outros grãos e carnes por exemplo) e que tiveram altas expressivas em 2021, em relação ao ano passado, segundo análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Fonte: FreePick, 2021.

Segundo o Ipea, os preços da soja e do milho subiram mais de 70% no primeiro semestre de 2020. E ai começamos a pensar: Quais são os motivos para esses aumentos? Vamos lá então a 3 motivos que mais impactam os preços:

  1. A desvalorização do real, o que torna nossos produtos mais baratos lá fora;
  2. As condições climáticas — estiagem e geadas, por exemplo que causam altas perdas, danos e diminuição da qualidade do produto;
  3. Oferta e Demanda: A forte demanda do exterior, que reduz a oferta no mercado interno. E pense comigo, se temos baixa ofertas pelas perdas e quebras na produção, mas a demanda continua muito alta (todos querem) o produto (soja e milho) se torna mais raro e mais desejado (preço aumenta).

E como isso me impacta afinal Gui?

Vamos lá, soja e milho são grãos que compõem a maior parte da ração (alimento) dos animais zootécnicos de forma geral, por suas característica proteicas e energéticas. Servindo então de alimento para bovinos, suínos e aves, se há alta nos custos da pecuária (ração), o preço das carnes tende a subir.

E quais os números?

Se formos ranquear a alta dos produtos temos o seguinte:

  1. soja (78%);
  2. milho (77%);
  3. algodão (75%);
  4. Arroz (55%) e;
  5. trigo (40%).

As altas de preços agropecuários no Brasil resultaram de uma combinação de fatores como a crise hidrológica, as significativas altas de preços internacionais e desvalorização cambial, avaliou o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo Castro de Souza Júnior.

Você tem noção do quanto isso é perigoso em meio a uma pandemia mundial? Você está vendo o conhecido PF (prato feito) com altos aumentos.

Fonte: Clique aqui.

O arroz aumentou 37%, a carne bovina ficou 32% mais cara e o feijão preto avançou 18,46%, no período. A cesta do prato feito (composta por 10 itens) apresenta variação média de 22,57%.

Mais da metade da população do Brasil (125 milhões de pessoas) vive a insegurança alimentar. O que é isso? É não ter certeza de que terá comida na mesa. Isso é o mesmo que dizer que a cada 10 famílias brasileiras, 6 vivem nessa situação. 

Contudo, não, os produtores rurais não estão lucrando com essas altas, a quebra de produção diminui o que ele tem a ofertar para venda. Além disso, os custos aumentaram com maiores taxações sobre a base para produção e alta dos combustíveis. Os produtores não são vilões, alias quem será o vilão?

Guilherme Matos de Carvalho
Catarinense, 22 anos, formado em Técnico em Agropecuária (2016) e graduando em Engenharia Agronômica no Instituto Federal Catarinense Campus Santa Rosa do Sul- SC. Membro dirigente no CREAjr-SC na regional de Araranguá-SC, e Vice presidente no Centro Acadêmico de Agronomia em 2020. Ama o agro, ama escrever e ama se rodear de boas pessoas. Sonhador, fã de games e louco por conhecimento.

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