Mercado livre de energia

Nesta quarta-feira (07/10/2020), o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que impossibilita a ratificação do acordo UE-Mercosul (livre comércio União Europeia-Mercosul), responsabilizando o atual governo brasileiro de Jair Bolsonaro.

O Parlamento Europeu aponta “profunda inquietação” com a politica para o meio ambiente do governo brasileiro, as quais não estão seguindo o Acordo de Paris.

Foram cerca 696 votos sobre a resolução , dos quais 345 votos a favor da não ratificação, 295 votos contra a resolução e 56 abstenções. O acordo será analisado pelo plenário da Casa, e pelos parlamentos nacionais tanto do bloco UE quanto do Mercosul. Mas, os Europeus já deixaram claro que não será ratificado do “jeito que as coisas estão sendo levadas” atualmente.

UE Mercosul, União Europeia, Mercosul

Explicando

Mercosul

O Mercado Comum do Sul (Mercosul) é integração da América do Sul, fundado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. É uma área de livre comércio sem ou com baixas tarifas em muitos produtos comercializado entre os países do bloco.

Atualmente é composta pelos países Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, e com a saída da Venezuela em 2017. São vários países associados como Colômbia, Peru, Chile entre outros, os quais não tem poder nas decisões.

União Europeia

Formado por cerca de 28 países europeus, destaco Alemanha e França entre os principais. É um Mercado comum, com livre circulação de pessoas, serviços e produtos, com o euro como moeda para 19 países que a compõem, com um órgão legislativo, o  Parlamento Europeu, citado anteriormente.

UE-MERCOSUL

Foram cerca de 20 anos para chegar perto desse acordo que movimentaria muito dinheiro, por lidar com uma boa parte da população mundial, que será benéfico pelas duas partes.

Falando da relação do últimos governos brasileiros com esse acordo, vale ressaltar alguns pontos. Dilma Rousself manteve postura defensiva dos produtores brasileiros e de incentivo ao desenvolvimento local, os quais entravam em conflito com ambições dos europeus, ou seja,  tinham certo “medo” de sair perdendo sendo seus investimentos sempre muito altos para produção, quando comparada com a brasileira, considerando até como uma competição desleal.

Já no governo Temer não se teve grandes mudanças, e não se teve preocupação com o acordo, alguns diálogos, mas nada de grande importância. O governo atual de Jair Bolsonaro deu grande importância para o acordo, o qual foi levado com forte política externa como objetivo de seu governo.

E o “AGRO”

Sendo a maior parte dos produtos de origem agropecuária (soja, milho, carne e café por exemplo)  os mais exportados da Mercosul para a União Europeia, nosso agro pode sofrer algumas consequências como redução da credibilidade, perspectivas externas e exportações. No ano de 2019 foram movimentados cerca de US$ 160 bilhões entre os dois blocos (UE-Mercosul).

Como falado antes, alguns dos países europeus tem certo receio com o acordo, considerando uma competição desleal entre a produção agrícola dos blocos, sendo grande produção com investimentos mais baixos no Mercosul. Sendo que os europeus exigem as adequações da produção ao nível europeu.

 

 

 

 

 

Guilherme Matos
Catarinense, 21 anos, formado em Técnico em Agropecuária (2016) e graduando em Engenharia Agronômica no Instituto Federal Catarinense Campus Santa Rosa do Sul- SC. Membro dirigente no CREAjr-SC na regional de Araranguá-SC, e Vice presidente no Centro Acadêmico de Agronomia em 2020. Ama o agro, ama escrever e ama se rodear de boas pessoas. Sonhador, fã de games e louco por conhecimento.

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