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BDE Review: o que achamos do Peugeot 208


É possível perceber a sofisticação crescente dos veículos, seja em seus atributos técnicos ou estéticos. As linhas de design e a leveza ao dirigir seduzem os usuários a quererem ter seu próprio carro, afinal, apesar da discussão crescente sobre ter ou não um automóvel, é indiscutível o quanto ele facilita a vida. Dentre as diversas opções disponíveis, a Peugeot conciliou beleza e desempenho no seu modelo 208, que o Blog da Engenharia recebeu para testes e conta a seguir o que achou.

 

Peugeot 208 2018. (Créditos: carros.peugeot.com.br).
Peugeot 208 2018. (Créditos: carros.peugeot.com.br).

As principais mudanças do modelo

Bonito, bom de guiar e com um pacote de equipamentos atraente, o Peugeot 208 nunca foi o sucesso de vendas esperado no Brasil. Como isso, a marca francesa decidiu realizar algumas modificações.

Novo câmbio com transmissão automática. (Créditos: revistaautoesporte.globo.com).
Novo câmbio com transmissão automática. (Créditos: revistaautoesporte.globo.com).

A principal delas talvez seja a mais atraente para os consumidores: a troca da transmissão automática de quatro marchas por uma caixa mais moderna, de seis – a mesma usada pelo novo 3008 e presente nos primos Citroën C3 e Aircross. Mas, assim como o Peugeot 2008 – que o Blog da Engenharia também testou (caso você não tenha visto, clique aqui) – a alavanca de piloto automático fica em um lugar ruim e de difícil visualização.

Além do novo câmbio, o Peugeot 208 ganhou uma central multimídia mais funcional e compatível com Google Android Auto, Apple CarPlay e já habilitada para espelhar o aplicativo Waze. A tela sensível ao toque tem sete polegadas e reúne desde as funções do sistema de som e telefone até informações do carro (consumo e autonomia).

Central multimídia. (Créditos: carros.peugeot.com.br).
Central multimídia. (Créditos: carros.peugeot.com.br).

Características gerais

O design do hatch é com certeza um de seus pontos fortes, mas a dirigibilidade também está na lista de qualidades. A direção elétrica é leve e o pequeno volante ajustável em altura e profundidade continua a oferecer ótima empunhadura. Possui um acabamento interior muito bem feito, com detalhes em cromado e preto brilhante em diversas peças da cabine.

Acabamento interno. (Créditos: revistaautoesporte.globo.com).
Acabamento interno. (Créditos: revistaautoesporte.globo.com).

Desempenho satisfatório, consumo nem tanto

O motor 1.6 16V continua a oferecer um desempenho satisfatório, tanto na cidade quanto na estrada, mostrando que o casamento com o novo câmbio Aisin é bem sucedido. As trocas de marchas são suaves e estão mais rápidas. Mas o quatro cilindros perdeu um pouco de rendimento ao ser recalibrado: agora são 118 cv e 16,1 kgfm de torque – antes eram 122 cv e 16,4 kgfm.

Talvez seja uma característica nem tanto positiva seja o consumo. Com a atualização do câmbio, era esperada uma redução considerável no gasto de combustível. Mas não foi o que aconteceu. Na cidade, os números até pioram, mesmo com o modo Eco acionado. Segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro, o 208 registrou uma média 7,7 km/l, contra 8,1 km/ de antes. As marchas adicionais ao menos beneficiaram o consumo na estrada, que agora é de 9,3 km/l, uma melhoria pequena em relação aos 9,1 km/l aferidos pelo 208 com a caixa de quatro marchas.

Airbags. (Créditos: carros.peugeot.com.br).
Airbags. (Créditos: carros.peugeot.com.br).

Desde a versão Allure, de R$ 65.990, o hatch vem equipado com quatro airbags (dianteiros e laterais), ar-condicionado digital de duas zonas, controlador de velocidade e teto solar panorâmico.

Mas vale a pena adquirir?

O carro entrega bom desempenho e o nível de conforto elevado, mas as médias de consumo na cidade pesam contra o hatch, assim como o valor das manutenções, um pouco mais caros que o da concorrência – as três primeiras revisões saem por R$ 1.546.

O pacote de equipamentos, no entanto, é atrativo e tem diferenciais como o ar-condicionado digital e o teto solar panorâmico. Mas não é preciso desembolsar R$ 70 mil pela versão topo de linha. Por R$ 65 mil, a configuração intermediária Allure possui o mesmo conjunto mecânico e entrega quase o mesmo recheio do modelo mais completo. Diante de tudo isso, acreditamos que sim, vale a pena comprar. Suas qualidades e sofisticações superam todos os pequenos “defeitos”.

Peugeot 208 2018. (Créditos: carros.peugeot.com.br).
Peugeot 208 2018. (Créditos: carros.peugeot.com.br).


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