BrasilDestaqueDestaque + Editor's PickDestaque + PopularesEngenharia ElétricaSustentabilidade

Brasil: o risco de apagões ainda em 2021!

4

Em 2001 os brasileiros enfrentaram as consequências de uma grande crise hídrica, a qual provocou apagões em diferentes regiões do país. O interrompimento do fornecimento de energia elétrica era programado pelo governo, a fim de evitar um colapso no sistema elétrico do país.

Infelizmente hoje o Brasil vive um cenário sob condições similares à crise de 2001, visto que há uma crise hídrica vigente, e em contramão o consumo de energia por parte dos brasileiros é ascendente. 

Dessa forma, há projeções que apontam as chances de termos apagões em 2021. No entanto, outras projeções descartam essa possibilidade, mas acreditam que ocorra em 2022.

(Fonte: Pixabay | Reprodução)

Por conta disso, é importante se contextualizar sob a situação, acreditando que enquanto indivíduos somos capazes de promover pequenas mudanças em prol de melhorar o cenário no futuro. 

Continue a leitura e entenda o que nos fez chegar a esse cenário, e confira quais medidas possuem grande potencial para impedir que uma crise hídrica afete tanto o fornecimento de energia elétrica. 

O que nos fez chegar a esse cenário?

Conforme o artigo “Falta d´água. Logo, falta eletricidade – Bandeira tarifária aponta, que hoje 64,9% da matriz elétrica do país conta com a participação das hidrelétricas para realizar o fornecimento de energia elétrica no país.

No entanto, o Brasil vive nos últimos anos alguns episódios de crise hídrica, mas a situação se agravou em 2021, ao ponto de hoje estarmos vivendo a pior crise hídrica desde 1930, visto que nos últimos 7 anos a média do volume de chuvas tem sido inferior à média histórica .

(Fonte: Jornal USP | Reprodução)

Levando em consideração que a participação das hidrelétricas é significativa na geração de energia elétrica do país, as consequências da crise hídrica vigente atinge de forma expressiva o setor elétrico. 

Além disso, o país ainda enfrenta uma crise sanitária e econômica. Tais circunstâncias fez com que a ANEEL em 2020 anunciasse que iria manter a bandeira tarifária verde até 31 de dezembro deste mesmo ano, no entanto, no dia 30 de novembro a agência anunciou que iria reativar o mecanismo das bandeiras tarifárias, em razão de uma queda nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas. 

Desde então, a crise hídrica tem-se agravado, de modo que, hoje a bandeira tarifária vigente é  a “escassez hídrica” criada em setembro de 2021. A mesma impõe o acréscimo de 14,21 reais a cada 100kWh.

O risco do fornecimento de energia ser interrompido

Apesar das termelétricas já terem sido acionadas na tentativa de suprir a demanda de energia no país, os níveis dos reservatórios seguem sendo críticos.

(Fonte: Pixabay | Reprodução)

Contudo, é necessário considerar um nível mínimo nos reservatórios e bacias para que seja possível manter as operações nas usinas, sem danificar as turbinas. Em virtude desse fato, o risco do fornecimento de energia ser racionado, ou interrompido é real.

Para acompanhar as atualizações em relação aos níveis dos reservatórios, basta acessar a página o site Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) (Clique aqui)

Medidas capazes de impedir que uma crise hídrica afete tanto o setor elétrico

Parafraseando a canção de Jorge Ben Jor, moramos em um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, e este aspecto faz com que o Brasil tenha potencial para explorar muitas fontes renováveis para obtenção de energia elétrica.

Ao ter uma matriz elétrica diversificada não sofreríamos tanto com as consequências de uma crise hídrica. Além disso, a busca por inserir mais alternativas sustentáveis em nossa matriz elétrica colabora para mitigar algumas das consequências do aquecimento global. 

(Fonte: Pixabay | Reprodução)

Então, encerro o artigo indicando uma série de conteúdo sobre Fontes Renováveis, produzida pelo Engenheiro e Mestre em Energias Renováveis Charles. É importante alavancar a diversificação da matriz elétrica do Brasil  e nós, como o futuro da engenharia, e engenheiros, precisamos refletir, conhecer sobre, e dedicar esforços atuando em prol de mobilizar tais mudanças buscando um futuro mais sustentável. Acesse a série de conteúdos a seguir: Um olhar sobre as Energias Renováveis ; Energia Eólica ;Energia da Biomassa ; e Energia Solar.

Gabriely da Silva Pinto
Gabriely da Silva Pinto, cursa Engenharia Elétrica no CEFET/RJ campus Nova Friburgo. É natural de Cantagalo, Rio de Janeiro, tem 20 anos. A vontade de se aventurar na engenharia a acompanhou por anos, mas o amor por elétrica nasceu dentro do SENAI. Atualmente é membro de uma pesquisa de projeto de extensão sobre obtenção de biogás proveniente de resíduos sólidos urbano (RSU) para geração de energia elétrica. Faz parte do diretório acadêmico do curso de engenharia elétrica em seu campus, o DAEL, tendo como atual cargo a presidência. Vegetariana, apaixonada pela natureza, e como uma boa estudante de engenharia é amante de café.

    Dassault Systèmes lança SOLIDWORKS 2022 com aprimoramentos direcionados ao usuário para acelerar o desenvolvimento de produtos

    Previous article

    20 de setembro: o dia é nacional mas a engenharia química é universal

    Next article

    You may also like

    4 Comments

    1. Tema extremamente relevante.
      Precisamos buscar meios sustentáveis para aumentar nossa produção energética!
      Isto deve ser mais discutido e entendido pela população e não só pelos técnicos da área. A educação gera consciência também na utilização.

      1. Exatamente Lucas!! É necessário mudar este quadro e buscar inserir cada vez mais fontes renováveis em nossa matriz elétrica. Apesar do Brasil ser um excelente local para explorar distintas fontes de energia, ainda precisamos avançar muito nesse processo de diversificar a matriz elétrica. Obrigada pelo comentário!! 🙂

    2. O futuro precisa ser renovável e sustentável, esse tema precisa ser levado a todos! Artigo muito bem escrito, parabéns.

      1. Obrigada pelo feedback!! 🙂

    Leave a reply

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    More in Brasil