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Buraco negro 100 mil vezes mais maciço que o Sol é descoberto


Um buraco negro é de fato muito difícil de ser localizado, uma vez que eles não emitem luz. Mesmo assim, astrônomos foram capazes de descobrir um buraco negro 100.000 vezes mais maciço do que o Sol, “escondido” dentro de uma nuvem de gás, bem próximo ao centro da Via Láctea.

No ano passado, uma equipe de pesquisadores liderada por Tomoharu Oka, da Universidade de Keio, no Japão, descobriu “uma nuvem molecular peculiar” que estava localizada a 200 anos-luz do centro da Via Láctea. A nuvem tinha o que a equipe chamava de “largura de velocidade extremamente ampla”, o que para nós leigos, significa que  estava se movendo a velocidades tão altas ​​que os cientistas sequer sabiam explicar qual era a razão para isso.

Crédito: The Guardian

“Com base na análise cuidadosa da cinemática de gás, concluímos que um objeto compacto com uma massa de cerca de 100 mil vezes a massa do Sol está dentro dessa nuvem”, revelou Oka e sua equipe.

“As observações são bastante convincentes”, disse o estudioso de buracos negros Kevin Schawinski, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Zurique, que não estava envolvido no estudo atual.

+Buraco Negro: conheça um pouco mais

Enquanto os astrônomos entendem como os buracos negros da massa estelar se formam, as origens dos buracos negros supermassivos permanecem desconhecidas. Um buraco negro se forma quando uma estrela maciça vira a chamada “supernova”.

Ocorre então uma explosão, que pode ultrapassar toda uma galáxia de estrelas por um curto período de tempo, e deixa o núcleo pequeno e pesado de uma estrela. Se esse núcleo for suficientemente grande, ele entrará em colapso e formará um buraco negro.

Os pesquisadores pensam que os buracos negros de massa intermediária, como é o caso, podem ser um elo perdido que ajude a explicar a forma como os buracos negros supermassivos são formados.

Crédito: BBC

O motivo de serem incrivelmente maciços não é bem compreendido ainda, mas os astrônomos pensam que pode se formar contra o colapso de gigantescas nuvens de gás durante os primeiros estágios da formação de uma galáxia. E uma vez que muitas galáxias colidem repetidamente durante suas longas vidas, os buracos negros supermassivos colidem e se acumulam em buracos negros ainda mais pesados ​​e supermassivos.

Isso coincide com dados que sugerem que grandes galáxias e seus buracos negros supermassivos crescem “engolindo” seus vizinhos menores. Acredita-se que a Via Láctea esteja absorvendo várias galáxias anãs menores, por exemplo.

Saber que a natureza tem uma maneira de fazer buracos negros com uma massa de cem mil massas solares pode conter pistas importantes para a formação de todos os buracos negros maciços. Impressionante, não é?

Fonte: The Guardian


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