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Cientistas registram com mais detalhes buraco negro milhões de vezes maior que a terra

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Em 2019 um marco da ciência e astronomia aconteceu: o primeiro registro de imagem de um buraco negro. Entretanto, a imagem não nos permitia entender com detalhes as movimentações que acontecem em um buraco negro.

Mas, a EHT (Event Horizon Telescope) publicou em seu site uma nova imagem de um buraco negro, agora com mais detalhes. A imagem mostra o vórtice das ondas de luz geradas pelo campo magnético ao redor do buraco.

De onde foi registrada essa nova imagem?

A resposta é galáxia Messier 87 (também chamada de MS 87), localizada a 55 milhões de anos-luz de distância da Terra, visível na constelação de Virgem. Contudo, essa galáxia foi descoberta em 1781 por Charles Messier, porém não identificada como galáxia até o século XX.

Essa galáxia intriga os cientistas por um aspecto: ao ser registrada em suas primeiras imagens, um jato de energia e matéria estava sendo lançado a uma distância de 5000 anos-luz, algo próximo a 50 quadrilhões de quilômetros de distância.

Isso é algo incomum, visto que a grande maioria da matéria ao redor do buraco negro é engolida para seu interior.

A EHT, responsável pela imagem, é uma parceria entre 300 pesquisadores, que uniram 11 telescópios ao redor do mundo para observar esse buraco negro. Por essa mobilização grandiosa, já temos a noção do quão extraordinário é esse evento.

O buraco negro

De dimensões gigantescas, não podemos imaginar algo tão grande para compararmos, pra termos noção sua massa é equivalente a 6,5 bilhões de sóis e seu diâmetro a dezenas de sistemas solares.

Este é o mesmo buraco negro que há dois anos atrás teve seu registro divulgado ao mundo. Contudo, hoje com esse novo registro conseguimos entender mais o que acontece em um buraco negro.

O que foi registrado na imagem?

O registro mostra o comportamento do campo magnético, as linhas que remetem a uma espiral mostram que a luz tem movimento polarizado, ou seja, em apenas uma direção.

O campo magnético atua como um grande filtro polarizador, que nos permite identificar os acontecimentos ao redor do buraco negro.

Foto registrada com mais detalhes de um buraco negro

Foto: G1

Esse campo é formado pela enorme quantidade de gás quente que circula ao redor do buraco negro. Contudo, o gás não arrasta o campo magnético, pois as partículas em seus movimentos fortalecem-no.

Estamos vendo agora a próxima peça de evidência crucial para entender como campos tão compacta do espaço pode lançar poderosos jatos que se estendem para muito além da galáxia. magnéticos se comportam em torno de buracos negros, e como sua atividade em uma região – Monika Moscibrodzka, coordenadora do grupo de trabalho de polimetria do EHT.

Como funcionam os radiotelescópios que registraram a imagem?

Radiotelescópios são antenas de rádio equipadas com receptores de sinais muito sensíveis, que apontados a direção que desejada, registram os sinais recebidos do espaço.

São capazes também de mapear ruídos de rádio distribuídos pelo espaço, identificando algumas atividades cósmicas. São ferramentas de pesquisa muito eficazes e usadas por astrônomos em seus estudos.

Têm formações diferentes os radiotelescópios, entretanto podemos apontar dois componentes básicos: uma grande antena de rádio e um receiver sensível.

Estes registros são possíveis porque estrelas e outros astros produzem radiação em forma de ondas eletromagnéticas que viajam o espaço, superando o vácuo, viajando a altas velocidades.

Radiotelescópios se diferem de telescópios principalmente no seu método de captação dos seus registros. Radiotelescópios registram ondas de rádio dos corpos celestes, enquanto telescópios produzem imagens a partir da luz visível gerada por um astro.

O aspecto mais fraco de um radiotelescópio é a sua baixa resolução das imagens, contudo com a ampliação do diâmetro do equipamento, essa deficiência é otimizada.

Uma imagem de um radiotelescópio e de um telescópio óptico – Techtudo

Com os estudos de buracos negros, muitas dúvidas a respeito de gravidade, perigos do espaço e da relatividade geral são solucionadas. Portanto, é imprescindível a continuidade desse trabalho que traz tantos avanços na área astronômica para humanidade.

João Carlos Batista de Oliveira
Pernambucano, 28 anos, estudante de Engenharia Elétrica de Telecomunicações, pela Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco - POLI/UPE, sempre a procura de evolução. Adora escrever, entusiasta do conhecimento, sempre disposto a ajudar, criativo, cheio de objetivos na vida, amante do cinema e de viajar. Instagram: @joaocbatistaa

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    1 Comment

    1. […] deve estar ligando tudo isso a espaço, estrelas, planetas, buraco negro, meteoros e já deve estar no mundo da lua… Mas deixa eu te dizer, errado você não […]

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