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Cinco projetos incríveis que provam que é possível gerar energia limpa e renovável no dia a dia


Listamos cinco projetos que provam que é possível gerar energia limpa e renovável no dia a dia, seja para acender uma luz por meio de alguns pulos ou carregar o celular a base de caminhadas.

Ideias como essas podem trazer benefícios para a cidade e o cotidiano, reduzindo o impacto da produção de energia no meio ambiente, além de poder melhorar a qualidade de vida de parte da população que não possui eletricidade.

De acordo com a ONU, cerca de 1,5 bilhão de pessoas ainda vivem se energia elétrica no mundo. No Brasil são 190 mil famílias.

Com base nesses problemas, as startups Gravitylight, MotionECO, Bio-Bean, Capture Mobility e Pavegen, apoiadas pela Shell, apresentam soluções para gerar energia mais limpa e renovável e fazem parte da campanha #MakeTheFuture. Conheça abaixo os projetos:

  • GravityLight

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Imaginar a vida sem geladeira, microondas, banho quente ou televisão é difícil, mas essa é a realidade da maior parte da população do Quênia, onde 80% das famílias não possuem esse privilégio e a sua única fonte de combustível é o querosene, que é extremamente caro e que faz com que boa parte das comunidades locais vivam no escuro.

A startup londrina GravityLight tem como objetivo mudar esta realidade de forma simples e barata. A ideia é uma lâmpada alimentada pela força da gravidade; a polia e o peso geram a eletricidade.

O sistema possui um saco para se colocar pedra ou areia e o peso do material é puxado manualmente para cima por uma corda. À medida que o saco vai descendo, o movimento gera uma corrente que acende uma lâmpada de LED. A trajetória termina cerca de 30 minutos e o usuário deve recomeçar o processo.

A diretora comercial da startup, Caroline Angus, fala que o dispositivo é eficaz e seguro comparado com as lâmpadas de querosene, que podem provocar incêndios, além de fumaça tóxica.

O dispositivo custa por volta de US$ 25,00. O preço é um pouco alto para as comunidades mais carentes, mas como ele é alimentado manualmente, a geração de energia tem custo zero, o que torna vantajoso ao longo do tempo.

A empresa pretende levar luz para as casas do Quênia e usar as fábricas das regiões para produzir o produto, gerando trabalho e renda para as famílias.

  • MotionECO

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Na China existe um problema muito grave que é o reuso de óleo de cozinha. Há um comércio ilegal que recicla toneladas de óleo de cozinha e o repõe ao sistema alimentício, prejudicando a saúde da população.

A MotionECO está tentando mudar esta situação, transformando o óleo usado em biocombustíveis sustentáveis capazes de reduzir até 85% os gases do efeito estufa emitidos.

A empresa entrou em contato com coletores de óleo usado e produtores de biocombustível para propor a ideia. Para o fundador da startup, Shutong Liu, o desafio é conscientizar a população, já que na China é comum reutilizar o óleo de cozinha e comprá-los em empresas clandestinas.

  • Bio-Bean

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A Bio-Bean é uma empresa londrina que coleta e recicla mais de 50 mil toneladas de borra de café e transforma em produtos de biomassa neutros em carbono, que pode substituir o carvão e a madeira. O processo economiza 6,8 toneladas de emissões de CO² por tonelada reciclada.

Em parceria com a Shell, a empresa converte as borras de café de fábricas, cafeterias e escritórios em biodiesel versátil, fabricado em larga escala pode ser utilizado nos transportes. Cada tonelada gera cerca de 200 litros de combustível.

O maior desafio da empresa é produzir em uma escala industrial e expandir para outros países da Europa e EUA. O próximo passo é transformar outros produtos orgânicos em combustível.

  • Capture Mobility

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O paquistanês Sanwall Muneer, de 22 anos, criou a startup Capture Mobility que transforma em energia a turbulência gerada dos carros e caminhões na beira das estradas.

Muneer é formado em engenharia elétrica e construiu o projeto como uma espécie de turbina eólica que capta o vento e a turbulência gerada pelos carros e caminhões que passam em alta velocidade nas estradas, além de um painel solar, que ajuda a captar energia solar.

A tecnologia é simples, barata e pode ser usada facilmente em estradas de todo o mundo. Atualmente, a Capture Mobility está na Escócia, mas o plano é replicar em outros países produzindo equipamento em larga escala.

  • Pavegen

O inglês Laurence Kemball-Cook teve uma ideia ousada: criar um chão capaz de capturar energia através dos passos. A startup inventou placas cinéticas que geram energia limpa e renovável por meio de algo que todos fazem: andar, dançar, correr ou pular.

Em 2015, a Pavegen instalou o projeto no Morro da Mineira, no Rio de Janeiro, transformando um campo de futebol capaz de gerar a própria energia. Toda a correria de quem passava e jogava pelo campo de futebol era transformada em energia.

Laurence quer levar as placas não apenas para campos em comunidades, mas também para estações de trens e metrôs, pontos de ônibus, escolas e outros locais públicos.


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