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Redes sociais de sucesso tem seus momentos de boom no mercado, como o já não existente Orkut há anos teve, ou o Facebook. Elas geralmente trazem algo diferente que aguça as pessoas há aderirem-nas.

Entretanto, essa febre chamada Clubhouse tem algo totalmente diferente das outras: a interação exclusiva por áudio. Nada de likes, nada de textos, a rede social do momento é apenas para conversas por áudio.

Foto do app Clubhouse

Foto: Uol

Mas porque esse “hype” todo?

Imaginem uma rede social em que Elon Musk, Mark Zuckerberg, dentre outras pessoas de relevância mundial já fizeram reuniões. Sim, essa é a Clubhouse, a rede do aprendizado e networking.

Lançada em abril de 2020, a rede social hoje é avaliada em US$1 bilhão e já tem cerca de 6 milhões de usuários. Porém, ela é uma rede em que sua adesão é feita por convite, ou seja, uma rede de público restrito.

Nessas duas primeiras semanas de fevereiro o índice de buscas no Google sobre o app subiu cerca de 4900%, em relação a todo o mês de janeiro. Só mais um indicador do quanto ela vem crescendo.

Até o momento, a rede é exclusiva para iOs, contudo, segundo os criadores, está em desenvolvimento uma versão para Android, porém sem previsão de lançamento.

celebridades no Clubhouse

Foto: CNN – Celebridades no Clubhouse

Como funciona o Clubhouse?

Existem três tipos de salas de conversa: as públicas, as sociais e as privadas. As públicas são abertas a todos os membros, as sociais exclusiva aos membros que o criador da sala segue e as privadas, que são apenas para quem o criador permitir entrar.

São duas formas em que o membro pode participar da sala: como listener, apenas ouve a roda de conversa e o speaker, esse sim interage ativamente.

Contudo, você pode entrar como listener e com um chamado, através de um toque na mão do menu inferior da tela pedir para falar. Entretanto, a sua participação ativa depende da autorização do moderador da sala.

As rodas de conversa são todas ao vivo, sem a possibilidade de gravação do seu conteúdo. Além de não haver a possibilidade de compartilhamento de fotos ou outros arquivos.

Um grande diferencial da rede é que de certa forma ela aproxima pessoas, mesmo que por meio digital. Pelo fato das conversas serem em tempo real e por áudio, as trocas de conhecimento são espontâneas.

Deixam de lado aquelas interações engessadas, como acontece em outras redes sociais. O Clubhouse une o digital e o pessoal

Engenharia e o Clubhouse

A engenharia se faz presente nesse app de duas formas: A primeira é na esfera técnica, pois as telecomunicações permitem a comunicação em tempo real que o Clubhouse oferece. A segunda é no networking.

Existem salas na rede que são focadas em debates sobre engenharia e mercado. Diversos profissionais trocando experiências em tempo real, diversas áreas da engenharia e muito conhecimento absorvido.

Portanto, esse é o ponto de maior relevância para o profissional e estudante de engenharia. A troca de conhecimento, o aprendizado e a formação de uma rede de contatos.

O retorno da era do áudio

Vocês já pararam pra pensar o quanto a comunicação por áudio está crescendo nesses últimos anos? O número de procura por podcasts crescendo, uma rede social de interação por áudio.

Tudo isso são indicadores que esse tipo de comunicação vem crescendo. Entretanto, não podemos garantir que vamos viver outro auge do áudio como foi a era do rádio e do telefone, há décadas atrás.

Segundo especialistas, ainda é uma incógnita saber se o Clubhouse vai se solidificar no mercado das redes sociais. Para eles, ainda é cedo cravar que o aplicativo veio pra ficar.

O primeiro obstáculo é a inclusão do Clubhouse ao sistema Android e quando isso for resolvido, muito em breve, ainda haverá o processo de adesão ao aplicativo.

“Há estudos que mostram que usuários da Apple têm mais o perfil de early adotpters, ou seja, têm mais predisposição a usar uma nova tecnologia que os usuários Android. A partir disso, é preciso fazer os testes técnicos. Você precisa validar o seu produto com um grupo menor de pessoas antes de expandir muito rapidamente”, explica Luísa Barwinski, professora do curso de Marketing da PUC-PR.

E você já é usuário do aplicativo? Está gostando da plataforma? Usada da maneira correta, ela promete ser uma grande ferramenta para desenvolvimento pessoal e profissional. Aguardemos os próximos meses para vermos até onde vai esse “boom” do Clubhouse.

 

 

João Carlos Batista de Oliveira
Pernambucano, 28 anos, estudante de Engenharia Elétrica de Telecomunicações, pela Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco - POLI/UPE, sempre a procura de evolução. Adora escrever, entusiasta do conhecimento, sempre disposto a ajudar, criativo, cheio de objetivos na vida, amante do cinema e de viajar. Instagram: @joaocbatistaa

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