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Comandar o próprio negócio é novo caminho dos engenheiros


O pensamento lógico e a capacidade de resolver problemas têm levado muitos engenheiros a trilhar o caminho do empreendedorismo. Em parte, isso é reflexo das crises política e econômica no país, que prejudicaram fortemente diversos campos da engenharia, como civil, mecânica, naval e química. Mas também é fruto do desejo dos novos profissionais da área de experimentar outros caminhos.

“As engenharias que trabalham com informática, como computação, elétrica e mecatrônica, são as mais propícias para atividades empreendedoras, em especial, no desenvolvimento de softwares e aplicativos”, afirma Vinícius Licks, coordenador do curso de engenharia mecatrônica do Insper.

A instituição lançou em 2015 três graduações de engenharia –mecânica, mecatrônica e de computação– que têm entre suas atividades complementares temas como a criação e o desenvolvimento de novos negócios, empresas sociais, inovação e economia criativa. 

“A gente quer formar um engenheiro antenado com as tendências de um mercado que não se restringe mais às grandes indústrias e tem visto surgir muitas empresas de pequeno porte”, diz Licks.

Warlen César Rodrigues Filho, aluno de engenharia mecânica no Insper.

Exemplo

Warlen César Rodrigues Filho, de 19 anos, está no segundo ano de engenharia mecânica no Insper e já começou a empreender: no ano passado, ele criou com um amigo a TechEdu, uma ONG que ensina noções básicas de programação, empreendedorismo e design de serviço para alunos da rede pública do ensino médio. “Eles trazem problemas que identificam no entorno de onde vivem e estudam e a gente auxilia na resolução das questões”, diz.


Veja também: Ecossistema empreendedor: como entender este conceito na prática


Como é o engenheiro empreendedor

O que faz: analisa necessidades dos usuários, seleciona pessoas, gerencia equipes de criação, atua na captação de recursos, desenvolve e vende softwares ou aplicativos.

Perfil desejado pelas empresas: capacidade de resolver problemas, ter visão de futuro, saber identificar oportunidades, construir uma solução técnica e economicamente viável, ser colaborativo.

Onde há vagas: agências desenvolvedoras de softwares e aplicativos, empresas que lidam com internet das coisas e big data, pequenas e médias empresas que trabalham como produtos complexos, como material aviônico, entre outros.

Visão de quem faz: “o profissional autônomo que faz acontecer e entrega o melhor produto ou serviço é muito valorizado. Empreender é um caminho para o formando entrar no mercado de trabalho”, completa Warlen.

Como as instituições estão contribuindo para o empreendedorismo

As instituições já estão de olho nessa tendência. Além do Insper, o Instituto Mauá de Tecnologia passou a destinar 15% da carga horária dos cursos de engenharia a projetos especiais. “O aluno se aprofunda em temas de seu interesse, é desafiado com problemas práticos, trabalha em equipes multidisciplinares e assim desenvolve competências que vão muito além das técnicas”, explica o pró-reitor do instituto, Marcello Nitz.

Já na Unesp, uma parceria com o Sebrae estimula os estudantes a criar start-ups e outros negócios próprios. “As características identificadas nos empreendedores são valiosas também para quem quer trabalhar nas organizações modernas”, afirma Fernando Bernardi de Souza, coordenador do curso de engenharia de produção da Unesp.

Em tempo: as inscrições para o vestibular de Engenharia Mecânica, Mecatrônica e de Computação do Insper estão abertas e vão até o dia 12 de outubro. Inscreva-se aqui


Fonte: Folha de São Paulo