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Conheça a anatomia de um foguete!

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Antes de mais nada, para começarmos, precisamos entender que um foguete moderno, por exemplo, é composto por dois estágios. Podem ter até quatro, dependendo do modelo. Esses estágios são as partes que, quando encaixadas, dão forma ao foguete. Em uma determinada hora do voo, são descartados ou retornam à Terra.

Por outro lado, diferente do que muitos pensam, apenas uma pequena parte desse gigante veículo é usada para o transporte de astronautas e/ou cargas. O resto é combustível, tanto em forma líquida quanto em forma sólida. Nesse vídeo, você pode entender melhor esse processo.

Ainda assim, são quatro sistemas principais: estrutural, ogiva, orientação e propulsão.

Estrutura

Similar a estrutura de um avião, é feita, muitas vezes, de materiais com resistência elevada, como por exemplo, alumínio e titânio. É projetada para suportar as altíssimas trocas de temperaturas nas diferentes altitudes.

Foguete Saturno V.

Ogiva

Basicamente, é o bico do foguete. É onde se transportam as cargas das missões. Representa, talvez, menos de 10% do volume do veículo.

Aqui vão as cápsulas (usadas para alojar os astronautas), módulos, satélites, suprimentos e etc.

Além disso, o sistema de ogiva também acomoda o sistema de orientação.

Sistema de Ogivas.

Orientação

A engenharia por trás de um foguete é fabulosa. Imagine você: fazer o transporte de pessoas para além do nosso planeta não é nada fácil. Pensado de forma hiperbólica, pode até ser considerado algo de outro mundo.

A manobra de um veículo desse porte é feita a partir de computadores de bordo, radares, sensores e equipamentos de comunicação até a chegada no espaço.

Desse momento em diante, os controles passam a ser feito defletindo-se o jato de escape, através de abas móveis, ou seja, pequenos jatos de gases são expelidos, mudando a trajetória da nave até a Estação Espacial Internacional ou até outra direção desejada.

Interior de diferentes veículos espaciais. Fonte: UNISINUS

Propulsão

Por fim, propulsão é a parte que fica responsável por tirar aqueles milhares de quilos do chão e continuar a movimentação até o destino. Um dado interessante: ocupa cerca de 85% da massa total do foguete.

Propulsores de um foguete.

Cayo César Nascimento Santos
Graduado em Engenharia Civil com ênfase em estruturas de concreto. Pretende fazer mestrado em Engenharia Aeronáutica. Atua na área de construção civil geral. Possui cursos de Matemática Aplicada, Orçamento de Obra, AutoCAD, Eberick, QIBuilder, Revit e Sketchup, desenvolvendo projetos em BIM.

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