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Brasil: Crise hídrica e a contratação da energia mais cara das termoelétricas

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Devido a piora da estiagem em diferentes regiões do Brasil e, consequentemente, o registro dos baixos níveis nos reservatórios, o governo federal buscou a contratação da energia mais cara das termoelétricas.

Confira todas as informações a seguir sobre a Crise hídrica e a contratação da energia mais cara das termoelétricas!


Crise hídrica e a situação na Bacia do Paraná

O Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) emitiu pela primeira vez o alerta de emergência hídrica para a região da Bacia do Paraná, região mais afetada. Lugar esse que abarca cinco estados, sendo eles: Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Goiás. A situação de alerta se destina ao período de junho até setembro, dado que o setor sofreu o pior regime de chuvas ao longo dos últimos 91 anos, entre setembro e maio.

A Bacia do Paraná é uma região que abrange vários rios primordiais para o sistema elétrico. Essa localidade tem a principal capacidade de regularização de reservatórios de todo o sistema por conter as usinas hidrelétricas com os principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Portanto, a situação atual é vista como preocupante na Bacia do Paraná. Isso se configura porque a água depositada pela chuva é uma quantidade inferior da necessidade do seu uso abrangente, incluindo irrigação e navegabilidade.

Bacia do Paraná

Fonte: Educa Mais Brasil

Convocação de reunião extraordinária

O comitê de monitoramento do setor elétrico, em reunião extraordinária, indicou à Agência Nacional de Águas (ANA) a adoção de medidas para o aumento de águas nos reservatórios. Assim sendo, tal adoção tem o objetivo de evitar a diminuição da geração de energia em sete usinas e reduzir a crise hídrica. A respeito do pedido, a ANA estuda a possibilidade.

As mudanças afetam áreas além das contidas na Bacia do Paraná, em virtude de outras áreas também fazerem uso das águas desses rios. A vista disso, contexto da crise vem tomando forma desde outubro de 2020, no momento em que o governo iniciou o acionamento das termoelétricas. 

Conta de energia mais cara para o consumidor

Ao fazer uso das termoelétricas, a conta de energia se torna mais cara para o consumidor. Em vista desta crise hídrica, a ANEEL informou que a bandeira tarifária do mês de junho será vermelha patamar 2. A bandeira tarifária é o sistema de sinalização aos consumidores sobre os custos da geração de energia elétrica.

Tal bandeira vermelha patamar 2, adotada pela ANEEL, indica as condições de geração menos favoráveis e sua tarifa de energia terá acréscimo de R$ 0,06243 cada quilowatt-hora (kWh) consumido.

Ainda, a perspectiva é que a conta de energia se mantenha em patamar alto por um tempo porque o Ministério de Minas e Energia (MNE) vai autorizar a contratação de novas usinas térmicas. As mesmas, atualmente, estão fora de produção.

Ainda, o ministro Bento Albuquerque, em entrevista ao Jornal Nacional, informou que não é capaz ainda de saber quantas termoelétricas serão necessárias para serem acionadas neste período, além do custo da operação.

Bandeira vermelha patamar 2

Fonte: Grid Energia

Necessidade de investir em diversificação da matriz energética e Geração Distribuída

Para que o Brasil amplie a segurança energética em tempos de crises hídricas e até mesmo evitá-las, é necessário o investimento em outras fontes renováveis. Assim, o investimento no modelo de Geração Distribuída é a forma mais dirigida de diversificar a matriz energética que hoje. No Brasil, hoje, tem a predominância da hidrelétrica.

Portanto, a Geração Distribuída possibilita a geração de energia própria pelos consumidores e reduz a necessidade de desfrutar da rede de energia da concessionária local. Além, de reduzir o uso de energia proveniente das hidrelétricas.


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Confira aqui a reportagem completa do Jornal Nacional! 

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Thays Marques Ferreira
Discente de Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrotécnica na Universidade de Pernambuco; Administradora do canal no Instagram @eletrizandoo; Colunista do Blog da Engenharia; Membro e Coordenadora do projeto de extensão PROJETO PADRINHOS - NAPSI POLI/UPE. Tem interesse na área acadêmica, além do setor elétrico voltado as Energias Renováveis.

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