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Olá meus amigos do Agro ou meus agro dependentes! Como vocês estão hoje? Eu estou muito bem obrigado, apesar das adversidades seguimos. Estava com saudade de conversar com vocês por aqui. No bate papo de hoje que tal eu e você conversamos sobre as Deficiências Nutricionais em Plantas? Amplo né, então bora falar do nosso queria e amado Nutriente mais conhecido como  Nitrogênio (N). Vamos juntos então!

Fonte: Pixabay, 2021.

Nutrição Mineral

Antes de tudo, o que você sabe sobre a nutrição mineral? Vamos então lembrar um pouco sobre ela. A nutrição mineral, em poucas palavras são os alimentos da plantas, é a forma de como ela adquire os nutrientes necessários para seu desenvolvimento, ou seja, sua sobrevivência.

Convenhamos, sabemos que atualmente muito tem se debatido sobre nutrição, e que cada vez mais sabemos sobre alguma nova tecnologia no ramo, que tem uma importância imensurável. Discussões acadêmicas, privadas e sociais são geradas sobre os elementos, por isso meu caro amigo do agro é nossa parte falar como profissionais sobre eles.

Nitrogênio

Primeiramente, ele é um elemento essencial (Saussure, 1804), ou seja, é aquele que:

  1. Sua deficiência impede que a planta complete seu ciclo;
  2. Que não pode ser substituído por outro elemento com características químicas próximas e;
  3. Que participa diretamente no metabolismo da planta.

Ele é classificado como um macronutriente (planta necessita em quantidades elevadas), sendo deles um dos mais importantes pelas funções que desempenha na planta.

O N é um elemento estrutural de proteínas, lipídeos, nucleotídeos e até alguns sacarídeos. É um elemento regulatório (Íons nitrato e amônio regulam várias reações metabólicas nas plantas segundo Kerbauy, 2008.

Continuando então, é importante saber como ele é encontrado. Em grande parte é encontrado de uma forma que não pode ser utilizado pela  planta, o N2 atmosférico. Sendo assim, para que o N seja absorvido é necessário que ele se encontre no solo na forma de NO3- e NH4+ (nitrato e amônio), que são as principais formas no solo, onde as os transportadores presente nas raízes fazem sua absorção.

Porém, nem sempre essas forma estão presentes em quantidades necessárias para o desenvolvimento da planta. Por isso, agora que sabemos um pouco mais sobre esse elemento e um pouquinho de sua dinâmica, vamos então falar da sua deficiência nas plantas.

Planta com vigor. Fonte: Pixabay, 2021.

Deficiência de Nitrogênio

Quando em baixa quantidade no solo, podemos ver alguns sintomas que são mais abrangentes, que são mais comuns de ver a campo. E agora vem você me perguntar: Gui, beleza, você pode me deixar falar agora? Tu falou, falou e não me disse os sintomas, quais são eles?

Vamos lá então, entre os sintomas mais comuns estão:

Perda de vigor (planta fica mais “fraca”, sem aquele brilho, aquele verde lindo sabe? Sua avó diria “murchinha tadinha”) pela diminuição do crescimento das partes aéreas, folhas e flores. Assim, um dos mais comuns são o amarelecimento generalizado dos tecidos clorofilados (folhas por exemplo), como também até necrose das bordas das folhas. Até pelo acumulo de antocianinas, podemos ver áreas mais púrpuras.

Observação: Esses sintomas vão das folhas mais velhas para as folhas mais novas, tendo em vista que o N é um elemento móvel na planta. A deficiência de enxofre pode causar clorose parecida, mas começa nas folhas mais jovens, enquanto que o amarelecimento devido à deficiência de N é detectável primeiramente nas folhas mais velhas.

Segue alguns exemplos visuais:

Descoloração do limbo foliar, folha apresenta coloração amarelado-esverdeado. Fonte: Yara https://www.yarabrasil.com.br/nutricao-de-plantas/soja/deficiencias-soybean/deficiencia-de-nitrogenio-soybean/.

Clorose internerval nas folhas. Fonte: Yara https://www.yarabrasil.com.br/nutricao-de-plantas/soja/deficiencias-soybean/deficiencia-de-nitrogenio-soybean/.

Necrose em “V” invertido, iniciando em folhas mais felhas, pela ponta seguido de necrose, e amarelecimento progressivo no limbo foliar. Deficiencias em milho, fonte: https://storage.googleapis.com/portalfruticola/2018/05/3dff3d95-ficha-11-remehue-1-1024×559.jpg

Contudo, fechamos por aqui este artigo meu amigo agro ou meu amigo agro dependente. Espero que tenha gostado e que tenha aprendido um pouco mais aqui nessa nossa conversa. Tentei trazer em um tom mais claro e descontraído, para entender mais a fundo sobre o assunto, procure artigos acadêmicos, e valorize a ciência.

Abraço virtual, deixe sua contribuição nos comentários!

Saiba mais sobre as mulheres do agro aqui!

Guilherme Matos de Carvalho
Catarinense, 22 anos, formado em Técnico em Agropecuária (2016) e graduando em Engenharia Agronômica no Instituto Federal Catarinense Campus Santa Rosa do Sul- SC. Membro dirigente no CREAjr-SC na regional de Araranguá-SC, e Vice presidente no Centro Acadêmico de Agronomia em 2020. Ama o agro, ama escrever e ama se rodear de boas pessoas. Sonhador, fã de games e louco por conhecimento.

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