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Redes Sociais: o dilema que a nossa geração enfrenta

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Baseado no documentário estadunidense “O dilema das redes” dirigido por Jeff Orlowski e escrito por Orlowski, Davis Coombe e Vickie Curtis e disponível na Netflix, hoje vou falar mais sobre as redes sociais no impacto da vida de estudantes e profissionais de engenharia.

Redes socias

Documentário

Antes de mais nada, preciso explicar sobre o que o documentário trata. É um misto de drama com documentário que tem como objetivo apontar os impactos e os perigos das redes sociais sobre seus usuários.

Então, o drama trata de uma pequena história base de um estudante e seu convívio com as redes sociais. Chamado de “Ben” na série o adolescente acaba sendo viciado em seu smartphone. Por exemplo, se tem uma equipe (engenheiros + IA) que controla o seu psicológico através de “opções” para Ben, ou seja, ele acaba não tento controle sobre sua vida.

Agora, a parte documentário se trata de pessoas reais que trabalhavam em diversas empresas de tecnologia como: Google, Facebook, Twitter, Pinterest e Gmail, os quais são especialistas explicam como funcionam essa manipulação dos usuários sobre suas escolhas e seus dados pessoais.

Percepção

Atualmente, somos o produto das redes e não o contrário. Fica nítido ao assistir o documentário, que somos negociados e programados sem perceber. É possível notar a fragilidade, vulnerabilidade e a manipulação que sofremos com simples exemplos que nos passam despercebidos.

Os algoritmos (códigos com informação) aliados com a Inteligência Artificial, são capazes de aprender e melhorar com o nosso comportamento individual. Agem sobre a nossa inconsciência, sobre a nossa natural necessidade de conexão natural entre todos, e sobre a nossa recompensa corporal “dopamina”.

Então, a tecnologia é ruim? Não. Ela traz consigo diversos benefícios e facilidades para nós estudantes e profissionais, mas consequências de seu exagero vem junto.

redes sociais

Contudo, a necessidade de aprovação social a cada segundo nas redes está nos tornando extremamente superficiais e medrosos. O network desde a faculdade é importante para atuação e crescimento pessoal, e atualmente estamos perdendo isso, já não sabemos conversar e fazer network de verdade.

O documentário aponta a baixa capacidade dos usuários de assumir riscos, a geração das redes sociais perderam a coragem e recorremos para a nossa “chupeta digital particular” que sempre está perto de nós. Os índices de depressão e ansiedade estão batendo recordes, com aumento de 151% na idade de 10-14 anos.

Desde cedo estamos nos reprimindo e nos inundando de dopamina fácil, nos afastando de conversas e ideias opostas. Em certa parte do documentário Ben apostou que ficaria sem celular por 7 dias, em troca ganharia o conserto de sua tela quebrada.

Então a equipe (engenheiros + IA) tentam por todo custo ressuscitar sua vontade através de notificações, e que conseguem pegar Ben facilmente. E ele acaba entrando em sua bolha, e é totalmente manipulado com vídeos, pessoas e demais pensamentos extremos.

manipulação

Danos

Isso acontece sem percebemos, barra de pesquisa do google muda conforme  onde você está, conforme o que você vê com intuito de prender e o saciar com o que você quer e gosta de ver/ler e etc. Cada um tem um feed diferente no Instagram, personalizado para sí, nos prendemos a poucos post limitados a nossa opinião e pessoas.

E com isso vêm a polarização e os danos na sociedade. Afinal, como tal pessoa não vê a mesma informação que eu li e tem opinião oposta? Não, não é ela que é burra é que cada um tem seu feed perfeito. Exemplos atuais são as fakenews, afinal a verdade é chata e o falso é 6 vezes mais compartilhado que o verdadeiro.

A IA não vem com proxy ou algo programado que faz ela saber o que é verdadeiro ou falso em informação, não existe um proxy da verdade. E você muitas vezes acaba consumindo achando que está tendo opções enquanto você está preso ao que é recomendado para você.ia social

Estudantes e Profissionais

Enfim, não largue as redes sociais mas sim as dose. Faça preferencia por network de verdade, use as ferramentas para isso. Estude, procure mais de uma opinião se mantenha atento as noticias atuais e não escolha um lado e sim ouça a todos para formar opinião própria.

Contudo, saia da sua bolha e procure conhecer pessoas. Isso vale para os estudos, trabalhos opostos e opiniões opostas fazem alguém desenvolver projetos e assim surgem inovações. Abra a cabeça, use a tecnologia a seu favor, sem ser um zumbi e cobaia ambulante.

Jejum de dopamina, é um caminho para te ajudar a ter mais alto controle sobre vícios e compulsões. As redes querem te prender máximo possível e não lhe fazer bem, afinal você é o produto vendido para os anunciantes.

Reconheça o que está te prejudicando, determine um tempo para uso e consumo. É um passo inicial para uma vida organizada, que o ajudará nos estudos ou no seu trabalho. Aumente seu rendimentos em atividades essenciais e priorize a vida de verdade.

Continue usando as redes sociais para continuar tento seus benefícios, usufrua dessa experiência, mas com controle para seguir em frente com escolhas e não com likes, esse é o dilema!

smarthphone

 

Guilherme Matos
Catarinense, 21 anos, formado em Técnico em Agropecuária (2016) e graduando em Engenharia Agronômica no Instituto Federal Catarinense Campus Santa Rosa do Sul- SC. Membro dirigente no CREAjr-SC na regional de Araranguá-SC, e Vice presidente no Centro Acadêmico de Agronomia em 2020. Ama o agro, ama escrever e ama se rodear de boas pessoas. Sonhador, fã de games e louco por conhecimento.

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