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Engenharia genética: como ela atua na prevenção de doenças

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À medida que a tecnologia avança, os humanos se tornam cada vez mais inovadores na busca por maneiras de resolver problemas, sendo a engenharia genética uma dessas soluções.

Por exemplo, os cientistas estão indo cada vez mais fundo no mundo das modificações genéticas, além de criarem e aperfeiçoarem exames importantes, como o teste de DNA, por exemplo.

Todo esse aperfeiçoamento afetará as gerações futuras. Pesquisadores estão estudando como a modificação genética pode alterar genes em embriões humanos para que riscos de doenças transmitidas pela hereditariedade sejam eliminados.  

A esperança é que, quando aperfeiçoada, essa alteração consiga impedir que desordens genéticas passem de uma geração para a outra, ou seja, fazendo a modificação genética no DNA do embrião.

Mas o que realmente é a Engenharia Genética e quais doenças ela poderá prevenir e tratar? 

Continue a leitura para saber mais!

O que é a Engenharia Genética? 

Há várias formas de analisar o DNA, o sangue é uma delas.

De forma resumida, a Engenharia genética, também conhecida como modificação genética, faz a manipulação direta de DNA e RNA com o objetivo de alterar as características de um organismo (fenótipo) de uma forma particular. 

Ela pode ser utilizada pelos cientistas para aprimorar ou modificar características de um organismo individual utilizando a biotecnologia. Suas tecnologias já foram utilizadas em pesquisa, agricultura, indústria e medicina. 

Muitos cientistas focam em desenvolver a engenharia genética para que seja possível utilizá-la para combater e até mesmo prevenir possíveis doenças, tudo feito com muitas expectativas positivas, mas também com muita cautela. 

A análise dos genes requer equipamentos cada vez mais precisos.

Quais doenças a Engenharia Genética pode ou poderá prevenir? 

Uma doença pode ser definida como um estado biológico anormal que afeta de forma negativa a estrutura ou função de parte ou todo o organismo. Algumas doenças são desencadeadas ou agravadas devido a distúrbios genéticos. 

Em humanos, esse distúrbio pode ser causado por fatores externos, como moléculas ou radiações cancerígenas, ou pode ser uma questão de hereditariedade – herdado de família, como doenças raras, por exemplo.  

Um distúrbio genético pode ser o resultado de uma anomalia cromossómica, como a síndrome de Down, por exemplo, ou o resultado de uma ou várias mutações em genes específicos. 

Quando mutações são detectadas em pacientes e identificadas como possíveis causadoras de uma doença, há uma oportunidade de tratá-la no nível genético, com o objetivo de curá-la e até mesmo prevenir que ela seja desencadeada. 

Veja a seguir algumas das doenças que estão sendo estudadas para que sejam prevenidas e/ou tratadas com a Engenharia Genética:

HIV

Os cientistas podem editar as células imunológicas de um paciente para excluir o gene CCR5, aumentando a resistência ao vírus.

Cegueira

Alguns tipos de cegueira genética podem ser tratadas com a inativação de uma certa variante de gene nas células da retina do olho, impedindo que alguns tipos de cegueiras progressivas e hereditárias sejam desencadeadas. 

Hipercolesterolemia familiar

Essa é uma condição herdada que pode levar a níveis extremamente altos de colesterol ruim e ataques cardíacos em uma idade jovem. A edição de células hepáticas pode corrigir esse distúrbio hereditário. 

Anemia falciforme

A alteração de células-tronco do sangue poderia curar a doença, que também é passada de uma geração para outra. A anemia falciforme provoca dor ao longo de toda a vida e pode promover danos a órgãos. 

Hemofilia

Outro distúrbio sanguíneo que pode ser curado através da edição de células-tronco é a hemofilia. A doença causa hematomas frequentes, dor e sangramento excessivo por causa de níveis baixos ou inexistentes de proteínas necessárias para criar coágulos. 

Doença de Parkinson

Cientistas descobriram mecanismos que parecem desencadear e agravar o desenvolvimento da doença de Parkinson. Em quase 10% dos casos, a doença é geneticamente predeterminada. 

Câncer

Segundo alguns cientistas, ainda com muitos estudos e desenvolvimento, um dia será possível prevenir que uma pessoa tenha câncer.

Isso porque, quando ela ainda estiver no estágio de um ovo (quando o óvulo já está fertilizado) será possível introduzir um gene com capacidade de interromper o crescimento de qualquer tipo de tumor. 

Um dos grandes paradigmas que a engenharia genética sofreu nos últimos anos é sobre a clonagem.

Os riscos da Engenharia genética 

Por mais que a Engenharia genética seja promissora, ela também gera muitas controvérsias e até mesmo criticas.

Algumas pessoas são contra a modificação genética porque existe o risco de alguém tentar criar uma “raça diferente e superior”, com características que podem ser consideradas melhores do que as dos seres humanos possuem. 

Também afirmam que sabemos pouco sobre a modificação de genes e, por esse motivo, ela poderia provocar consequências que seriam imprevisíveis para a humanidade. 

No entanto, é importante deixar claro que, até hoje, todos os estudos são realizados com o objetivo de curar e prevenir doenças e não para criar aprimoramento de características nos seres humanos. 

Além disso, primeiramente, todos as modificações de gene são realizadas exaustivamente em animais justamente para ter certeza de que não fará mal para a humanidade. 

Outra grande controvérsia da Engenharia genética é a questão de consentimento.

Por exemplo, se alguma pessoa com HIV pudesse sofrer alteração genética para remover o gene CCR5, com o objetivo de ganhar resistência ao vírus, essa modificação não seria transmitida aos seus filhos, já que envolve células que não são herdadas. 

Portanto, esse processo impactaria apenas aquele indivíduo, que está dando o seu consentimento.

por outro lado…

Por outro lado, em outras situações, células que são modificadas e transmitidas impactam pessoas que nunca deram consentimento (no caso de embriões, por exemplo). 

O consentimento também leva em consideração a decisão de introduzir mosquitos resistentes à malária no meio ambiente, por exemplo.

Embora isso possa ser uma solução óbvia para uma doença grave, os riscos de introduzir algo novo em ecossistemas compartilhados não é uma preocupação pequena. 

A liberação de mosquitos manipulados na natureza pode ser feita de forma controlada e em estágios e, de fato ,pode até ser desfeita, caso seja necessário, mas ainda exige adesão de todas as partes envolvidas. 

Com tantos benefícios, riscos e controvérsias, a Engenharia genética é sem dúvida um dos assuntos que ainda será muito debatido e que conseguirá obter grandes mudanças no que diz respeito a medicina. 

Esperamos que você tenha gostado do conteúdo e que agora saiba melhor o que é esse tipo de engenharia e como ela funciona! 

Aproveite o nosso embalo de conhecimento, e que tal ler este nosso post sobre algumas gambiarras criadas por um engenheiro que podem salvar vidas?

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