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Engenheiros brasileiros conquistam título mundial de corrida de aviões

Brasileiros projetaram avião de japonês que subiu no lugar mais alto do pódio

O piloto japonês Yoshihide Muroya conquistou seu primeiro título do Red Bull Air Race, o campeonato mundial de corridas aéreas. Ok, mas o que isso tem de novidade? Quatro dos mais importantes profissionais da equipe que projetou o avião são engenheiros brasileiros!

Três deles são formados em Engenharia MecânicaAeronáutica e um em Engenharia Elétrica, todos pela UFMG. O conhecimento e abordagens dos profissionais foi fundamental para que a aeronave tivesse melhor desempenho da disputa.

engenheiros brasileiros
Crédito: Divulgação

Logo no primeiro protótipo desenvolvido com a ajuda dos brasileiros, o resultado já surpreendeu, indo além das expectativas de todos, inclusive dos próprios engenheiros. A maior parte das melhorias sugeridas englobam segmentos relacionados ao design e aerodinâmica. Além disso, alguns detalhes técnicos incrementados também foram considerados cruciais para a vitória.

Engenheiros Brasileiros na vitória do ensino público

Um dos engenheiros brasileiros, Igor Malaquias comemorou a oportunidade  reforçando que a educação do Brasil pode sim se igualar com o que é tido com referência em países estrangeiros. “Isto mostra que podemos ter educação pública de qualidade neste país, que apesar das adversidades, somos um povo capaz de produzir e exportar tecnologia.  Mas precisamos de mais iniciativas como esta, precisamos promover em nossos jovens o gosto pela ciência”.

Com apenas cinco ou seis pessoas em cada equipe, é necessário escolher a dedo os integrantes, o que faz o trabalho dos brasileiros ainda mais impressionante. É importante que eles exerçam funções multidisciplinares, indo além da sua área de especialidade.

Eles gostaram muito da nossa mão de obra porque damos sangue no que fazemos. Eles ficaram impressionados, na  época, com nossa competitividade e com a vontade de querer fazer a diferença a todo momento. O Yoshi sempre brincava com a gente, falava pra gente relaxar um pouco e tomar um saquê com ele. Mas tínhamos data agendada para voltar e fizemos tudo que era possível para aproveitar bem o período do outro lado do mundo“, conta.

O resultado alcançado também teve uma peça chave mais que fundamental: a dedicação do piloto.

No começo foi preciso se adaptar, porque os erros apareceram em virtude da maior velocidade da aeronave. Ele treinou muito, durante horas seguidas, em um trabalho desgastante e intenso. Ele saía do avião tendo dificuldades para caminhar tamanho cansaço que sentia. Foi uma via de mão dupla essa entrega nossa e também dele. Nossa meta era fazer com que ele sempre estivesse entre os três melhores tempos, sempre focados no que poderia ser melhorado“, contou o engenheiro.

Fonte: AeroFlap


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