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Inovação em tempos de crise: Um novo olhar para engenharia – PARTE 3

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Apesar de ser algo que pode ser estressante a crise também pode trazer benefícios. Muitos saíram fortalecidos da crise e com muita inovação. Dando continuidade ao tema, mais histórias inspiradoras de empreendedores que se fortaleceram no meio da tempestade!

A construtora FS Rocha é um exemplo admirável de uma empresa que superou a crise! Construtora de pequeno porte, cujas as principais obras normalmente tinham em torno de 1.000 m² cada. Atua principalmente no ramo da construção de novas edificações residenciais e comerciais.

Com a chegada do corona vírus, os proprietários, Firmínio, Edilene e Franklyn, respectivamente pais e filho, se viram em uma situação complicada. A empresa normalmente costumava trabalhar com grupos de 20 funcionários em cada obra.

Ao ter as obras paralisadas por conta da pandemia e sem querer demitir funcionários precisou traçar uma nova estratégia de engenharia para superar a crise.

Mas o que fazer para superar a crise?

Assim, a família, que trabalha com muito profissionalismo, alterou as equipes de trabalho de 20 para 2 ou 3 colaboradores por obra. Passou a aceitar obras de pequeno porte, tais como: reformas de apartamentos, trocas de revestimento etc.

Obras que em tempos normais, seriam por eles recusadas, pois, não eram compatíveis com a estrutura da empresa. Porém, nesse momento de crise, estas pequenas obras se mostraram como a luz no fim do túnel.

Mesmo não tendo a mesma lucratividade, conseguiram manter a empresa com uma redução de apenas 20% na equipe.

crise

A construção da nova sede também foi uma forma de empregar os colaboradores. Outra grande vantagem é que, após terem se mudado para a sede própria, tiveram economia mensal no pagamento de aluguel.

Era um plano para o futuro que foi antecipado para ajudar a superar a crise. Além disso, durante o período de pandemia, tiveram apenas 5 afastamentos por Covid 19 e todos se recuperaram e seguem saudáveis.

Crise = Nova estratégia!

O Cláudio e o Benedito, proprietários da B&C Construtora, também de pequeno porte com foco em construções residenciais multifamiliares com 1.000 m² de área total, aproximadamente.

Analogamente, mudaram sua estratégia de engenharia para poder atravessar a crise. Nesse sentido, eles decidiram por agregar valor aos imóveis para se manterem no mercado. Em outras palavras, incluíram a infraestrutura de ar condicionado nas unidades autônomas.

Sob o mesmo ponto de vista, passaram a oferecer três opções de revestimentos de pisos. Anteriormente as áreas sociais eram entregues no contra piso, agora passaram a serem entregues acabadas. Uma forma de encher os olhos dos compradores.

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Como resultado: o fato de ter agregado valor ao imóvel, somado com uma estratégia de vendas, resultou em um tempo recorde de vendas de todas a unidades de um empreendimento! Em conclusão, todo o empreendimento foi vendido em 45 dias após o lançamento!

Exemplo de superação!

A KBB Pinturas, empresa de recuperação de fachadas, também passou pelo seu momento crítico. Com várias obras em andamento em condomínios residenciais, as quais, todas elas foram paralisadas com a chegada da crise. Num primeiro momento, Ricardo Botine, sócio proprietário da empresa se viu desesperado.

Aos poucos, no entanto, foi entrando em contato com os condomínios e estipulando estratégias para poder voltar ao trabalho. Então, propôs reduzir as equipes em cada condomínio, isolar um elevador para seus funcionários e, por se tratar de um trabalho externo, conseguiu manter os serviços em andamento.

Num ritmo menor, mas melhor do que parar!

Processo Seletivo

Por outro lado, para conseguir manter os contratados, fez uso do auxílio do governo para manter os funcionários em regime CLT, Consolidação das Leis de Trabalho, afastados por dois meses.

Não tendo ainda uma melhora significativa, renovou por mais dois meses. Aos trabalhadores que eram contratados como MEI, Micro Empreendedor Individual, propôs uma redução de 20% nos pagamentos mensais, condição que seria regularizada gradativamente até o final de 2020, e assim foi feito!

Com essas providências a KBB não fez nenhuma demissão e saiu mais fortalecida da crise. Aos poucos foram surgindo novos clientes, conseguiu retornar com os CLTs ao trabalho e acabou a ano contratando o dobro de funcionários que tinha no início da crise.

Estes exemplos são inspiradores e merecem nossa admiração e respeito! Aguardem o próximo e último artigo da série! Até lá!

 

Cristiana Furlan
Cristiana Furlan Caporrino é Engenheira Civil pelo Instituto Mauá de Tecnologia, Mestre em Engenharia de Estruturas pela Universidade de São Paulo (USP) e atualmente doutoranda na mesma área e instituição. Sócia-diretora da Furlan Engenharia e Arquitetura, empresa especializada em projetos e obras. Professora de pós-graduação no Instituto Mauá de Tecnologia, nas disciplinas Gerência de Projetos de Engenharia e Logística de Canteiros de Obras, e, na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), das disciplinas de graduação Concreto Armado II, Concreto Protendido e Alvenaria Estrutural e da disciplina de pós-graduação Patologias em Alvenarias e Revestimentos Argamassados. Na pós-graduação da Funorte, ministra as disciplinas Estruturas Metálicas I e II e Análise de Estruturas de Concreto por meio de Software. Autora do Livro Patologia em Alvenarias, 2ª Edição, Editora Oficina de Textos. Administra um blog acadêmico no qual divulga novas tecnologias, além de discutir temas teóricos de várias áreas da engenharia. É perita judicial, ministra palestras e cursos e possui vasta experiência em projetos estruturais, tendo participado de projetos de barragens, indústrias, refinarias de petróleo, hospitais e empreendimentos corporativos, além de projetos em mineração, aviação civil, comércio e infraestrutura.

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