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Na última sexta-feira (02 de julho), 2021 nos surpreendeu com mais uma cena inusitada: o mar no Golfo do México em chamas!

Como é possível o mar pegar fogo?

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Sobretudo, não é possível atear fogo em água. Entretanto, se houver outra substância inflamável na água, é possível que o fogo se estabeça.

O Golfo do México é o maior golfo do mundo em extensão geográfica e está localizado entre a América do Norte e a América Central. Esta região é conhecida pela vasta riqueza em petróleo.

Devido a presença de petróleo nessa região, há grandes plataformas de petróleo responsáveis pela extração desde hidrocarboneto. Um vazamento em um dos gasodutos que interliga duas plataformas da estatal PEMEX foi o grande responsável por esse evento inédito. Em comunicado, a empresa responsável pela plataforma, informou que irá investigar a fundo a real origem do vazamento. Durante o vazamento de gás, ocorreu uma tempestade com descarga elétrica, dando origem há um inusitado incêndio.

A plataforma faz parte de um complexo de plataformas chamado Complexo KMZ. Este complexo é responsável por mais de 40% do processamento de petróleo da Pemex. No momento em que o incêndio de estabeleceu, estavam sendo processado 726 mil barris de petróleo. A média diária é de 1.7 milhões de barris.

É com água que se apaga fogo no oceano?

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Para controlar o fogo, foram utilizadas três embarcações de suporte offshore. Este tipo de embarcação é construída com um sistema chamado Fire-Fighting (Combate à incêndio), dotada com potentes bombas e canhões de água. Este sistema é capaz de captar água do mar e jorrar através dos canhões, sendo possível jorrar até nove milhões de litros de água por hora. Porém, para controlar o grande foco de incêndio, foi necessário mais do que água. Utilizou-se nitrogênio líquido para combater as chamas. O nitrogênio é um gás inerte que pode agir como supressor, reduzindo a quantidade de oxigênio no ambiente, dessa forma extinguindo o fogo.

O combate a este incêndio durou cerca de 5 horas e de acordo com a companhia, nenhuma pessoa se feriu durante o incidente.

Letícia Martins Bodanese
Engenheira Naval pela Universidade Federal de Santa Catarina, onde durante a graduação desenvolveu pesquisas na área da soldagem e participou por 3 anos na equipe Hydra Nautidesign, competindo no Desafio Universitário Internacional de Nautidesign (DUNA). Atualmente trabalha no departamento de planejamento da thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul e é pós-graduanda no curso de Engenharia de Estruturas pela Universidade Unyleya. Catarinense, apaixonada pela área naval, Letícia acredita que com dedicação e persistência tudo pode ser aprendido e alcançado.

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    1. […] Complementarmente aos sistemas de combate a bordo, embarcações podem contar com o auxílio de outros navios para combater o incêndio, como por exemplo os navios com sistema fire-fighting, como você pode conferir no artigo Mar em chamas – Como explicar esse incidente?. […]

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