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Mineração: faturamento deste ano já supera o ano inteiro de 2020

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Em comparação com o mesmo período do ano passado, de janeiro a agosto deste ano, a produção mineral brasileira aumentou cerca de 9%. A produção foi de 833 milhões de toneladas, ante 760 milhões de toneladas no mesmo período em 2020. Os dados do setor foram divulgados de forma virtual pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) durante a Exposibram desta quarta-feira (06/10).

De acordo com dados divulgados pelo Instituto, a receita das mineradoras brasileiras foi de R$ 219,9 bilhões de janeiro a agosto deste ano, um aumento de 112% em relação ao mesmo período do ano passado. Em oito meses, a receita desse setor superou toda a receita de 2020 (R$ 103,7 bilhões).

Segundo o Ibram, o resultado reflete a valorização dos principais minerais ao longo do ano. O preço de transação do minério de ferro em julho de 2021 foi superior a US$ 220. Apesar da queda acentuada nos últimos meses, o preço de transação em outubro ficou próximo do mesmo período do ano passado, na faixa de US$ 120 a tonelada. Além da cotação, a alta do dólar também ajudou no faturamento.

Do faturamento total do setor, o minério de ferro responde por R$ 162 bilhões. O segundo maior produto é o ouro com receita total de R$ 18 bilhões, seguido pelo cobre com vendas de R$ 11 bilhões.

O Ibram avaliou que a redução nos preços do minério de ferro não afetou o desempenho do setor nos últimos meses. O Instituto avaliou em nota: “A demanda global por produtos minerais deve continuar em expansão, ou pelo menos estável”. Portanto, a entidade acredita que a produção deve continuar crescendo e contribuir para a recuperação da economia brasileira.

Projeções

O Ibram informou que as mineradoras que atuam no país vão investir US$ 41 bilhões entre 2021 e 2025, dos quais 47% já estão em fase de implantação (US$ 19,4 bilhões). Em julho, o Ibram divulgou projeção de investimentos menores, de US$ 38 bilhões.

De acordo com o Ibram, o investimento planejado é dividido em minério de ferro (US$ 13 bilhões); bauxita e fertilizante (US$ 6,43 bilhões cada); cobre (US$ 1,7 bilhão); e ouro (US$ 1,4 bilhões). Do total estimado, Minas Gerais detém a maior participação: R$ 10,2 bilhões (25%). A seguir estão os estados da Bahia e do Pará, que receberão cada um cerca de US$ 7,3 bilhões em investimentos.

A agenda ESG (Aspectos ambientais, Social e Governança) tem estimulado o investimento.

Agora, mais de US$ 6 bilhões de investimento são usados ​​para implementar projetos sociais e ambientais, principalmente para reduzir as emissões, disse o instituto.

São investimentos em projetos ESG de grande porte e complementam os projetos socioambientais que as mineradoras já realizaram.

Na avaliação do Ibram, a queda no preço do minério de ferro (principal item da produção e da exportação mineral) não afetou o desempenho do setor. De acordo com a entidade, a demanda global por produtos minerais deve continuar se expandindo, ou pelo menos permanecer estável. Por isso, o instituto afirmou em nota que a produção deve “continuar crescendo e contribuir para a recuperação da economia”.

Helberte Braz
Baiano, acadêmico do curso de Engenharia de Minas na Universidade Federal de Mato Grosso(UFMT) e atualmente faz estágio na Brasil Gold Mineração (empresa pertencente ao Grupo Dias) atuando na parte da confecção de mapas, requerimentos de mudança de regime, relatório parcial de pesquisa, visitando as plantas de beneficiamento da empresa e participando da coleta de amostras para pesquisa mineral. Já fez mobilidade internacional em Engenharia Industrial na Universidad Antonio Nariño(UAN), já atuou como monitor da disciplina de geologia geral e também colaborou em organizações de eventos em projetos de extensão. Está sempre disposto a agregar e a aprender mais sobre o mundo profissional. Gosta sempre de refletir sobre ações do cotidiano e o impacto que isso tem sobre a sociedade. Tem Deus como alicerce de sua vida e quando quer algo, desistir não é uma opção.

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