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Nanotecnologia: um pequeno mundo de avanços gigantes


Minúsculo em tamanho, enorme em complexidade. A nanotecnologia é o estudo e a manipulação de matérias minúsculas, em escala atômica e molecular, e o seu uso em outras ciências como a química, a biologia, a física e, inclusive, a engenharia. É difícil imaginar o quão pequena é a nanoescala: um nanômetro é correspondente a um bilionésimo do metro. Para se ter uma ideia, em uma escala comparativa feita pela Iniciativa Nacional de Nanotecnologia americana (National Nanotechnology Initiative), se uma bola de gude fosse um nanômetro, então um metro teria o tamanhoda Terra!

Absolutamente tudo no nosso planeta é feito de átomos, mas para enxergá-los e ser possível trabalhar com estas partículas extremamente pequenas é necessário o uso de um microscópio especial de varredura de tunelamento ou de força atômica, criado há aproximadamente 30 anos. A nanotecnologia é uma ciência relativamente nova, que se tornou popular apenas em 1980. Seu objetivo principal é a manipulação dos átomos com a intenção de criar novas estruturas que possam, de alguma maneira, melhorar a vida humana. Você se surpreenderia com a quantia de produtos do nosso dia-a-dia que já possuem nanopartículas, entre eletrônicos, de limpeza, de beleza, roupas… Que usufruem das vantagens que a nanotecnologia pode proporcionar ao resultado final. Novos usos e criações são descobertas diariamente. É uma área bastante promissora, saiba onde estudar nanotecnologia no exterior.

Recentemente, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação publicou sobre a criação do Centro Brasil-China de Pesquisa e Inovação em Nanotecnologia, o CBC-Nano, que tem como objetivo, entre outros, “coordenar as atividades envolvendo a cooperação entre os dois países em áreas de nanotecnologia no âmbito do Ministério” e de “promover o avanço científico e tecnológico da investigação e aplicações de materiais nanoestruturados”, como publicado no Diário Oficial da União. Não há ainda, no entanto, nenhuma informação específica sobre as pesquisas que serão realizadas pelo CBC-Nano.

A China é uma das maiores forças no estudo da nanotecnologia. Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, o Brasil ocupa o 25º lugar no ranking internacional. Algumas potências mundiais ainda tentam firmar seus avanços na área e na forma com que ela possa influenciar na economia do país. Os Estados Unidos, por exemplo, criaram a Iniciativa Nacional de Nanotecnologia (National Nanotechnology Initiative) com o intuito de “avançar em pesquisas e desenvolvimento da área; promover a transferência de novas tecnologias em produtos para benefício comercial e público; e desenvolver recursos educativos, profissionais qualificados, infra-estrutura e ferramentas que ajudem nos avanços na área”. Em suma, o objetivo é transformar as descobertas na nanotecnologia em produtos comerciais e de benefício público e encorajar mais estudantes e professores a se engajarem no estudo da área.

Prova desta intenção norte-americana é a permissão cedida aos estudantes estrangeiros que completam cursos de bacharelado em, entre outros, nanotecnologia, de permanecer no país por um ano extra após o término dos estudos. Desta forma, eles podem passar por treinamento adicional e por experiências práticas em cargos reais. O Departamento de Segurança Interna dos EUA vem lutando para que o sistema de imigração seja mais flexível com estudantes estrangeiros que são bem sucedidos nos estudos em cursos americanos. Mantê-los no país visa aumentar o número de profissionais promissores nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

O esforço brasileiro e norte-americano em progredir no estudo da nanotecnologia é exemplo de como ela pode significar benefícios econômicos para o país e melhorias para a humanidade. Os estudos ainda nos reserva muito há ser descoberto na nanotecnologia.

*Matéria escrita especialmente para o Blog da Engenharia pelo Portal Hotcourses Brasil, por Brenda Bellani


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  • Alice

    Estudo extremamente importante para benefício público, uma área nova e com grandes chances de ser promissora, pelo déficit de conhecedores e interessados.