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Os passos lentos da humanidade à conscientização ambiental

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A relação homem-meio ambiente ainda nos dias de hoje funciona muito mais por comando/controle (via a imposição de Leis, decretos e resoluções) do que pela consciência ambiental.
Por muito tempo no mundo, existiu uma crença de que uma nação desenvolvida era uma nação que usava suas matérias primas de forma predatória a ponto de gerar poluição e muitas vezes criando risco saúde humana e as outras espécies.
O primeiro impacto ambiental a causar preocupação em proporções mundiais foi a poluição do ar, na Inglaterra por exemplos, podemos encontrar vários episódios críticos de poluição atmosférica que impossibilitava a população de sair de casa, os relatos de poluição atmosféricos na Inglaterra precedem o século XX, mas em 1952 em Londres houve o episódio de poluição atmosférico com altas concentrações de fumaça, SO2 que levou a morte de 12 mil Londrinos de acordo com a BBC History ( 22nd December 2015).

November 1953: A couple walking in London wearing smog masks on a foggy day. (Photo by Monty Fresco/Topical Press Agency/Getty Images)


Em outros continentes também foi sentido o impacto da poluição atmosférica, nos Estados Unidos por exemplo, em Donora na Pensilvânia em 1948, uma nuvem espessa de poluição se formou sobre a cidade industrial (fundição de zinco – poeira e SO2). A nuvem que permaneceu por cinco dias matou 20 pessoas e causou doenças em seis mil das 14 mil pessoas da cidade (Poluição do ar: aspectos históricos, Adalgiza Fornaro, USP).
A partir desses eventos, as primeiras Leis ambientais começaram a surgir no mundo (a “The Clean Air Act, criado pelo parlamento Britânico em 1956 e a Clean Air Act, nos Estados Unidos em 1970) como uma forma de limitar ou suprimir o impacto das atividades humanas sobre os recursos naturais ou sobre o meio ambiente.
A consciência de que o meio ambiente equilibrado está diretamente ligado ao bem estar da população e consequentemente a saúde pública não foi um despertar coletivo e instantâneo de todas as nações, mas podemos ver pelo menos, um esforço por parte das Nações Unidas (ONU),a qual convocou a participação de todas as nações à Conferência Mundial de Estocolmo sobre o Meio Ambiente, na Suíça em 1972.
Durante essa Conferência ficou claro a preocupação com o futuro diante das terríveis mudanças climáticas e sobre os desastres ambientais que vinham ocorrendo com mais frequências dia após dia em todos os continentes do mundo. A preocupação com a extinção das espécies animais e as doenças causadas pela expulsão dos organismos das florestas por causa dos desmatamentos. Essas mudanças começaram a ter consequências como o surgimento da H1N1, os coronavirus, os esvaziamentos de reservatórios de água potável, a contaminação do solo e de corpos hídricos pelos descartes de substâncias tóxicas, à má qualidade de vida nas grandes cidades causada pela poluição, o aquecimento global entre tantos outros impactos.
Garantir um mundo melhor e qualidade ambiental para as futuras gerações é responsabilidade pública, coletiva e individual. Mas não esperar somente ações internacionais, ou políticas públicas para mudar algo é fundamental, comece a fazer um mundo melhor da sua casa! Como por exemplo: use sacolas reutilizáveis, compre somente o que for necessário, seja vegetariano, não compre animais silvestre clandestinos, ajude ONG´s que cuidam de animais abandonados, doe suas roupas usadas, recicle o seu lixo, não jogue óleo usado nas pias, não jogue lixo nas ruas. Não espere pela ação dos outros faça você a sua parte por um mundo melhor!
Autora:
Msc. Engenheira Química
Bruna Cibelle de Queiroz


BrunaEQUILIBRIUM
Formada pela UFRN em Engenharia Química em 2009 EM 2009 engessou no Mestrado Sanduíche Nacional pela UFRN e USP na área de meio ambiente. Morou na Inglaterra de 2012 a 2013 ( participou do encontro dos EWB UK em Londres em 2013) e foi Aluna na escola de Inglês na English Language House em Milton keynes UK. Voltando para o Brasil ingressou no doutorado, passou em um concurso como professora temporária de ensino superior e ao final do seu contrato abriu a EQUILIBRIUM soluções Ambientais. Atualmente atua como coordenadora de projetos ambientais tendo participado e sido responsável técnica por mais de 100 projetos na área de meio ambiente. Também chegou a se classificar no concurso da Petrobras de 2014 para o cargo de engenheiro de Meio Ambiente Junior em 16 colocada.

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