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Exploramos o Peru, país repleto de cultura e da fascinante engenharia Inca


O Peru é um dos destinos mais procurados por brasileiros na América do Sul. Obviamente, Machu Picchu não pode ficar de fora da lista, principalmente para os engenheiros. E foi exatamente isso que decidimos antes de partir em um mochilão. Nosso primeiro destino foi Cusco, um local recheado de cultura e história que nos fascinou.

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Machu Picchu. Imagem: @eduardomikail

+ Cusco

Cusco é uma cidade que foi colonizada e conquistada pela Espanha no século 16. Atualmente, a cidade conta a história da civilização Inca e o turismo é uma das principais fontes de renda por lá. Para perceber isso, é fácil: você encontra guias pelas ruas que oferecem pacotes de turismo.

No dia em que chegamos à cidade, fizemos uma visita rápida ao centro histórico e paramos para comer algo. Antes de viajar, nós fizemos nossos planos e fechamos nosso roteiro com uma agência de turismo (o que é importante quando você não conhece nada). Felizmente, nossa experiência foi ótima. Nós fizemos com a Peru Grand Travel, que prestou um serviço excelente. Quando chegamos em Cusco, eles já estavam no aeroporto nos esperando para fazer o transporte até o hotel. Lá, nós revisamos o roteiro junto com o guia e nos preparamos para a aventura que viria.

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Praça das Armas, Cusco. Imagem: @eduardomikail

Antes de falar da nossa viagem, temos que contar a primeira dica: você precisa comprar um bilhete e essas atrações são marcadas de acordo com os locais que você visita em Cusco. É possível comprá-lo com a agência que você contratar ou em sites de turismo.

1° dia: City tour (passeio por Qoricancha, Sacayhuaman, Qenqo e Tambomachay)

Um dia depois que chegamos a Cusco, partimos para nossa primeira exploração oficial. Nós nos encontramos com o guia, Will, que arranha muito bem no português (o que tornou a comunicação bem fácil). Nosso ponto de encontro foi na Catedral de Cusco, localizada na Plaza de Armas.

Catedral de Cusco

A Catedral de Cusco é, além de famosa, belíssima. Ela foi construída pelos espanhóis sobre antigas fundações Incas. O estilo é europeu e ela possui três naves e doze capelas. Há muitos detalhes, altares, pinturas, salas e materiais elaborados em madeira talhada e revestida em ouro. Para preservação do patrimônio, não é permitido filmar ou fotografar dentro da Catedral. Porém, por fora, é liberado.

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Catedral de Cusco. Imagem: @eduardomikail

Depois de conhecer a Catedral de Cusco, partimos para nossa primeira experiência gastronômica de comida típica peruana. Will nos apresentou ao Tamal, que é feito com milho. Ele existe nas versões doce e salgado e é muito saboroso em ambas. Não deixe de fora da sua lista!

Qoricancha

O Qoricancha também e conhecido como Templo do Sol, um local sagrado e o mais importante tempo dos Incas. Ele foi construído pelo imperador Pachacuti. Por dentro, os muros eram cobertas de lâminas de ouro, mas elas foram levadas para a Europa pelos espanhóis. No templo, identificamos a perfeição da típica arquitetura Inca, caracteriza com pedras polidas e encaixes harmoniosos que formam trapézios.

Essas construções intrigam engenheiros, visto que como as pedras foram levadas e empilhadas de modo que permanecem de pé até hoje ainda é algo meio misterioso. Ela resistiu, inclusive, a um terremoto em 1650 e, embora tenha sido um pouco abalada, as formas e alinhamentos ainda permanecem.

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Um dos templos dentro do Qoricancha, Cusco. Imagem: @eduardomikail

Por fora, há jardins que costumavam ser decorados com grandes objetos de ouro em forma de animais (como a lhama). Porém, esses objetos foram roubados por espanhóis.

Sacsayhuaman

Nossa segunda parada foi para conhecer as ruínas do que um dia foi a fortaleza Sacsayhuaman. Acredita-se que ela foi construída para ser um ponto de defesa do império contra inimigos e tribos invasoras. Foi possível perceber os traços da arquitetura militar dos Incas.

Os muros são formados por grandes pedras (chegam a pesar 35 toneladas), o que torna muito difícil erguê-las e encaixá-las (principalmente sem guindaste). Supõe-se que a técnica usada consistia e usar troncos e cordas de fibra vegetal para fazer o transporte. Atualmente, o local está em ruínas porque os espanhóis destruíram grande parte para erguer suas próprias construções.

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Sacsayhuaman. Imagem: @eduardomikail

É curioso que Cusco possui a forma de um puma, quando visto de cima. Sacsayhuaman representa a cabeça e as muralhas são os dentes. Ainda, o fato da construção ser em zigue-zague nos lembra um raio/relâmpago. O restante da cidade forma o corpo do animal. Ela foi erguida sob a liderança de Pachacútec.

Com isso, ficamos bem impressionados e podemos perceber que os Incas eram verdadeiros engenheiros, já que faziam coisas surpreendentes sem qualquer tecnologia que conhecemos atualmente. Suas técnicas construtivas, além de misteriosas, eram eficientes e perfeccionistas.

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Sacsayhuaman. Imagem: @eduardomikail

Qenqo

Qenqo é um tempo sagrado com construções incas e dedicado à Mãe Terra (Pacha Mama). Supõe-se que neste lugar eram feitos sacrifícios, como o de lhamas, e mumificações. O nome, (kenko, em quíchua), significa labirinto torcido e é basicamente isso que os caminhos que existem por lá parecem.

Tambomachay

Certamente Tambomachay é um dos melhores exemplos que comprovam que os Incas eram engenheiros brilhantes. O local consiste em um tempo de adoração à água. Ela é captada no alto da montanha e passa por canais que a levam para as fontes. Todas as fontes possuem a mesma vazão e o mesmo nível. Já foram feitos testes com garrafas que comprovam que elas encheram com a mesma vazão. Isso sim é que é entender de hidráulica!

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Tambomachay. Imagem: @eduardomikail

Mercado San Pedro e Centro Cuzco de Arte Nativa

Para fechar o primeiro dia de aventuras, fomos conhecer o Mercado San Pedro. Lá é possível comprar vários souvenirs e ele até lembra o Mercadão de São Paulo. Há barracas de frutas, pães, chocolates e alimentos típicos da região. Finalizamos no Centro Cuzco de Arte Nativa, onde aproveitamos um show com danças típicas e folclóricas que mostram um pouco da cultura da cidade.

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Centro Cuzco de Arte Nativa. Imagem: @eduardomikail

2º dia (Awanacancha, Vale Sagrado, Pisac, Ollantaytambo)

Awanacancha

No segundo dia, nós pulamos da cama cedo. A primeira parada foi na Awanacancha (ou fazendinha das lhamas, como minha esposa apelidou). Lá nós vimos as cholas (mulheres peruanas que usam uma traje colorido tradicional) trabalhando na produção de tecido. Aprendemos a tingir lã de forma natural e também conhecemos vários tipos de batata e milho, que fazem parte da agricultura da região.

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Produção de lã de lhama em Awanacancha. Imagem: @eduardomikail

Ainda, tivemos contato com as lhamas, animais que todo mundo acha que são fofas e amigáveis. Porém, nossa dica aqui é preciosa: mantenha distância delas. Minha esposa estava feliz dando carinho e comida quando uma delas cuspiu em sua cara. A cena é engraçada, mas você precisa saber que cheirinho do cuspe é simplesmente horrível.

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Lhamas que alimentamos em Awanacancha. Imagem: @eduardomikail

Vale Sagrado

No roteiro, um dos passeios mais procurados é o Vale Sagrado, que inclui paradas em Pisac, Ollantaytambo e Chinchero. O lugar foi estrategicamente escolhido pelos Incas, visto que nas montanhas a sensação de estar próxima dos deuses é maior, além de contar com terreno fértil. A paisagem do Vale Sagrado é de tirar o fôlego.

Há vários rios que descem por vales, incluindo o Urubamba, principal deles. O nome é devido ao fato de que, na época de chuvas, a água escoava pelos rios, levando minerais para o rio principal e deixando a terra fértil. Isso favorecia o plantio do milho (alimento sagrado). Foi pelo Vale Sagrado que iniciamos nosso passeio pelos sítios arqueológicos.

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Vale Sagrado dos Incas. Imagem: @eduardomikail

Pisac

As ruínas de Pisac contam muita história sobre o que foi o local. Além da religião, o local servia para um laboratório agrícola onde se plantava um tipo de alimento em cada terraço. Ali, eram feitas simulações de diferentes microclimas para encontrar qual as condições adequadas para cada produto. Cada local contava com um sistema de drenagem de deixar qualquer engenheiro embasbacado. Havia todo o cuidado para evitar a erosão dos platôs.

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Terraças de Pisac vistas de cima. Imagem: @eduardomikail

Pisac também foi um observatório astronômico. Assim, também é possível concluir algo sobre a civilização Inca: além de engenheiros incríveis, eles eram verdadeiros cientistas. Já pensou como seria se eles não tivessem sido destruídos pelos espanhóis? Quantas técnicas novas de engenharia, agronomia, astronomia e ciência de modo geral não seriam adicionadas às que conhecemos?

Claro que não poderíamos deixar de encher as barriguinhas provando outra comida típica. Afinal, precisávamos de muita energia para encarar as montanhas. Dessa vez provamos o Choclo com queso, um milho gigante (e diferente do que conhecemos) com um belo pedaço de queijo (que parece nosso queijo minas) e sal. Certamente, você pode colocá-lo na lista de comidas típicas para experimentar.

Ollantaytambo

Depois, partimos para Ollantaytambo. Mas não sem antes fazer uma parada para o almoço, onde fomos contemplados com um rico buffet de comidas típicas e a bebida Chicha Morada, que é comum na região.

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Ollantaytambo. Imagem: @eduardomikail

Ollantaytambo fica entre Cusco e Machu Picchu e é conhecida como “cidade Inca viva”. Isso acontece porque vários moradores são descendentes dos Incas originais. O sítio arqueológico é incrível e é possível ver a história do local, erguido em 1438, e do império de Pachacútec. Além de ter a finalidade agrícola, administrativa e religiosa, ela tinha objetivo militar. Era mais uma fortaleza, composta por muros enormes, e com uma posição estratégica para a dominação do Vale Sagrado dos Incas.

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Ollantaytambo. Imagem: @eduardomikail

Por último, paramos em uma barraca na estrada para provar a Frutillada. É uma bebida típica feita à base de maiz morado (milho roxo) que fica alguns dias em fermentação, depois é fervido com especiarias, frutas e, por último, é adoçado. Vale a pena degustar, mas eu confesso que esse não me agradou muito.

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Um brinde com os amigos da Peru Grand Travel. Imagem: @eduardomikail

3º e 4° dia (Machu Picchu)

Depois dos vários passeios recheados de cultura, história e gastronomia por Cusco, nós fomos finalmente explorar Machu Picchu. Para chegar lá, o acesso é feito por trem. Nós escolhemos a Inca Rail e desfrutamos de uma viagem encantadora, com paisagens maravilhosas, até Machu Picchu Pueblo (Águas Calientes). Tivemos um atendimento excepcional viajando a bordo do Inca Rail 1ª classe.

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Imagem: @eduardomikail

Já em Águas Calientes, ficamos hospedados no Hotel Sumaq, aos pés do rio Urubamba. Lá, desfrutamos de uma vista maravilhosa para as montanhas e aproveitamos para descansar o resto do dia.

No dia seguinte, para chegar a Machu Picchu, poderíamos ter escolhido um caminho fácil para chegar até Machu Picchu, que consistia em uma subida de ônibus, em 30 minutos. Porém, como bons exploradores, escolhemos o jeito mais difícil: a trilha curta original para entrar em na cidade perdida pela Porta do Sol.

Em busca da cidade perdida

A aventura começou às 5 da manhã, depois de tomarmos um café da manhã bem reforçado. Pegamos a trilha e, depois do quilômetro 106, encaramos várias subidas e degraus infinitos (gastamos todas as calorias que consumimos com comidas típicas!). Foram 20 quilômetros de caminhada em “apenas” 8 horas (um tempo não tão mau para quem encara a trilha). Foi difícil e cansativo, mas tudo isso foi compensado quando tivemos a vista, ainda mais quando chegamos na Porta do Sol (Intipunku).

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Início da trilha rumo ao Machu Picchu. Imagem: @eduardomikail

Chegar no topo daquela montanha foi uma sensação sem igual. Ficamos bastante emocionados ao ver uma das maravilhas do mundo. A energia que o local emana é indescritível, é tudo tão incrível quanto imaginamos.

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Machu Picchu. Imagem: @eduardomikail
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Imagem: @eduardomikail

No dia seguinte, voltamos a Machu Picchu. Dessa vez, fizemos o percurso de ônibus. Descansados e com mais energia, exploramos as ruínas da cidade perdida e conhecemos a história do lugar.

Machi Picchu significa “velha montanha”. O lugar foi descoberto em 1911, por meio da expedição do arqueólogo americano Hiram Bingham. Como bons engenheiros que eram, os Incas construíram tudo com uma inclinação que resistiria aos abalos sísmicos que acometem a região.

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Inclinação das construções contra abalos sísmicos em Machu Picchu. Imagem: @eduardomikail
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Construções em Machu Picchu. Imagem: @eduardomikail
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Encerrando a visita e apreciando a vista com nosso guia Will. Imagem: @eduardomikail

Na hora de despedir de Machu Picchu e voltar para Cusco, pegamos novamente o trem da Inca Rail, no vagão The 360°, que oferecia uma vista panorâmica durante toda a viagem.

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Rio Urubamba, Machu Picchu. Imagem: @eduardomikail

Lima, capital do Peru

De Cusco, nós fomos para Lima. Era nosso último destino antes de voltarmos para casa. Lá, ficamos hospedados no Hotel JW Marriott Lima, que fica no bairro Miraflores. Desfrutamos de uma vista incrível, de frente para o mar. Aproveitamos para recuperar nossas energias, descansamos, curtimos as exclusividades do hotel e visitamos parques e restaurantes.

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Vista da suite do hotel JW Marriott Lima, Peru. Imagem: @eduardomikail

Depois de explorar a América do Sul e conhecer alguns dos seus lugares mais maravilhosos, voltamos para casa cheios de memórias e experiências novas. Guardaremos todas as lembranças para o resto da vida.

Assim, agradecemos aos parceiros que contribuíram para uma viagem sensacional (recomendamos que conheçam!):

GoPro Brasil – Camera Hero 6 Black
Nordweg – Mochila e acessórios
Marriott – Hospedagem em Lima, Peru
Sumaq Hotel – Hospedagem em Machu Picchu, Peru
SanDisk – Cartões SD para câmera e dispositivos de armazenamento
Western Digital – HD externo para backups de conteúdo
Peru Grand Travel – Agência de turismo especializada, Peru
Inca Rail – Transporte de trem para ida e volta de Machu Picchu, Peru
Easysim4u – Chip para celular com internet ilimitada


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