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Tomadas e Plugues: Por que não são padronizados pelo mundo?

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Esta é uma discussão técnica política que se arrasta por mais de 100 anos e não está nem perto de acabar. Em Julho deste ano, o Governo Federal anunciou a provável extinção da polêmica tomada de 3 pinos da mão dos brasileiros. Mas por que existe esse vai e vem das tomadas e plugues no nosso país?

Se o padrão está funcionando, qual ou quais motivos para isso mudar? Vamos falar destes motivos!

Problema de padronização é antigo no mundo

A questão da padronização dos plugues e tomadas é um problema que está no nosso mundo há muito tempo. Por volta da década de 30 do século passado, a Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC) começa a realizar congressos na Europa para tentar chegar num acordo para tão sonhada padronização.

Contudo, a questão acabou caindo no esquecimento por conta de um fato que abalou o planeta: O início da 2° guerra mundial; assim, deixando essa discussão para “outra oportunidade”.

Ao término da guerra as ideias foram colocadas na mesa da IEC novamente, porém com a evolução no período de conflito, cada país desenvolveu seus próprios padrões com normas locais.

Todavia, seria um alto investimento para os países pós guerra alterarem seus plugues. O resultado final foi deixar este problema para que se tente resolver mais tarde.

Já na década de 80, a IEC finalmente entra em acordo mundial e padroniza o plugue tipo N (que por sinal é o padrão adotado desde 2007 no Brasil). Porém com um detalhe: Atualmente o Brasil é o único país que adota esse tipo de plugue.

Plugue e tomada: Padronização de 1986 pela IEC – Tipo N

Inconveniente para os viajantes

Nesse sentido, para quem já viajou à outro país que diga! Problemas com as tomadas é um mal que atormenta a população mundial. A tomada do local muito provavelmente não é compatível com o plugue do carregador do seu celular. Então por que as tomadas e plugues não são padronizados no mundo?

Atualmente, no mundo existem aproximadamente 15 modelos distintos de tomadas e plugues para as mesmas classes de tensão (o convencional de residência 127V/10A, 127V/20A, 220V/10A e 220V/20A).

Mas afinal, quantos tipos de tomadas existem?

Os plugues e tomadas são classificados e normatizados pela IEC com as letras: A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L, M, N e O. Cada tipo listado tem um formato e quantidade de pinos específicos.

Nos Estados Unidos o mais comum é o tipo A ou B, na Europa C e F. No Brasil, o N que todos nós conhecemos muito bem. A dica é: saiba muito bem qual padrão utilizado para o país destino e providencie o adaptador compatível.

A seguir, confira os modelos de plugues e tomadas utilizados ao redor do mundo:  As tomadas e plugues não são padronizados no mundo.

Tomadas e plugues do mundo

Mas se já está funcionando um padrão, por que o governo sugere a mudança novamente?

O Governo Federal está estudando a substituição do padrão brasileiro de plugues e tomadas do tipo N, que foi oficialmente implementado em 2011. Ainda que o projeto nem alcançou 1 década de uso, uma mudança que obrigou investimentos, muitas polêmicas no setor elétrico do país, temos fortes indícios de um novo processo de atualização.

O principal motivo da nova substituição é de que o Brasil (e o mundo) não tem legislações específicas que garantem 100% a proteção dos usuários de equipamentos elétricos.

Assim, outro argumento do Governo Federal é de que, segundo a IEC, cada país pode adotar o seu próprio padrão. Onde portanto, o padrão tipo N tem uma versatilidade por que acaba sendo retro compatível com alguns padrões utilizados nas tomadas europeias

Será que um dia teremos os padrões de tomadas universais?

Tomadas e puglues

Padrão de tomadas e plugues utilizados no Brasil antes do ano de 2007.

Lucas Henrique
Bacharel em Engenharia Elétrica e Pós graduado em perícia técnica judicial. Especialista em Termografia por NEC SAN-EI em Kitamoto - Japão. Especialista em sistemas de proteção elétrica por MEGGER AB em Danderyd - Suécia. Ampla e sólida experiência profissional, com mais de 10 anos em eletrônica e eletrotécnica. Experiência como eletricista em de manutenção na Ferrovia de São Paulo. Atualmente trabalha como Gerente de projetos em uma empresa do setor de energia, em paralelo administra a própria empresa de engenharia: LHX Engenharia. Músico por Hobby, adora tocar trompete nas horas vagas. Apaixonado por viagens (especialmente lugares frios!).

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