1

Atualmente o setor siderúrgico tem passado por uma das maiores crises de fornecimento de aço da história. Hoje nossos estoques se encontram nos níveis mais baixos em anos de produção. Quem trabalha na indústria tem percebido tal dificuldade em abastecer as linhas de produção e manter curtos prazos de entrega.

O Instituto Aço Brasil, informa que a produção de aço deste último ano foi 4,9% inferior à produção de 2019. Esta produção totalizou 31 milhões de toneladas. Assim, a primeira resposta percebida devido aos impactos da crise enfrentada no país devido à pandemia do COVID 19.

Com isso, interrupções na produção, devido às restrições tragas pela pandemia, refletem hoje em escassez do produto no mercado. Como resposta imediata, o custo desta matéria-prima disparou. Ações de grandes companhias siderúrgicas também tiveram grande valorização em nossa bolsa de valores.

Apesar de existir uma previsão de que o mercado se reestabeleça e retome os níveis de normalidade na fabricação de aço no mês de março deste ano. Porém, alguns impactos já são percebidos na economia do país e alguns outros ainda podem ser sentidos.

A maior preocupação traga por esta falta de matéria-prima no setor é o desempenho da indústria metal-mecânica, esta passa por recuperação de um período de recessão. É quando a indústria começa a se erguer de um período conturbado, que algumas dificuldades em conseguir matéria-prima surgem para dificultar a tão esperada recuperação.

Dificuldades a serem encontradas no mercado metal-mecânico

Não surpreendentemente, tal situação impacta em alguns pilares da economia e mercado para estas empresas. É, portanto, neste momento que a inovação e busca por novas alternativas é fundamental para manter a competitividade destas empresas. Além de mantê-las em seus seguimentos de atuação. Dentre as maiores dificuldades e obstáculos se encontram:

Competitividade na busca por aço

Com a dificuldade de obter matéria-prima para os serviços/produtos, a competitividade por valor de produto ainda é grande. Com isto surge um outro fator que prejudica as negociações em nosso mercado: a competitividade começa a ser avaliada mais pelo quesito prazo de entrega, que o valor do produto em si.

Assim, muitas empresas acabam por substituir fornecedores tradicionais por novos, visto que os primeiros, têm dificuldades em cumprir os já curtos prazos estabelecidos.

Valor do produto derivado do aço

Dentro da grande guerra por se adquirir matéria-prima, existe uma supervalorização do produto ou até mesmo inflação nos preços. Conforme dito no parágrafo anterior, os prazos de entrega por algumas vezes passam a ser mais impactantes que o próprio custo de mercado, onde as empresas procuram pelas melhores condições de valor para procurar cobrir também os gastos para adquirir material, conforme as altas no valor do aço têm sido constantes e consideráveis.

Cumprir prazos de entrega

Contudo, o fato de a demanda ser superior à disponibilidade do produto no mercado, compromete gravemente a produção o que faz com que os prazos de entrega estejam comprometidos por longos períodos. É muito comum no mercado industrial um fornecedor solicitar prazos de entrega superiores a 90 dias. Tais solicitações podem ser destrutivas para empresas de pequeno porte, que possuem pequenas margens de negociação com seus clientes.

O melhor caminho para ultrapassar alguma crise, é inovar, planejar e poupar

Então, diante das dificuldades apresentadas acima, é possível se entender que muitos são os problemas a serem enfrentados pela indústria metal-mecânica, quando sua principal matéria de trabalho não está com disponibilidade no mercado. Perante todos os problemas relatados e muitos outros que ainda possam ser apresentados, é muito importante que a indústria esteja organizada para sobreviver a mais um obstáculo em sua trajetória.

Afinal, não é só papel dos gestores, mas também de nós engenheiros procurar por alternativas para contornar esta crise. Por muitas vezes, procuramos empregar matérias-primas alternativas para substituir o aço, buscando por melhores resultados em custo e peso.

Agora nosso principal objetivo, engenheiros, será contornar o uso de aço em nossos projetos, justamente pela ausência desta matéria-prima no mercado comercial. Certamente, o desejo é que com esta crise, inovações surjam e que nosso mercado do aço volte aos níveis normais de fornecimento dentro dos próximos meses.


 

Robson José Santos
Natural de Belo Horizonte, 31 anos. Graduado em Engenharia Mecânica, pela Universidade de Itaúna, formação técnica em Mecânica pelo CEFETMG - CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS. Atualmente morando em Campo Grande - MS; trabalhando em empresa onde desenvolve projetos mecânicos de implementos do setor florestal (preparo de solo e plantio de florestas). Executa serviços de projeto mecânico e detalhamento mecânico. Sendo o detalhamento mecânico a fase de projeto onde apresenta maior dedicação, acreditando ser a primeira forma de materializar o projeto e apresentá-lo aos próximos setores que darão continuidade à fabricação.

Pandemia: Anvisa concede o registro definitivo para vacina Pfizer em todo o Brasil

Previous article

Importância da avaliação de telhado e instalação de placas Fotovoltaicas

Next article

You may also like

1 Comment

  1. […] de escoamento corresponde ao desempenho do material, então comparando desempenho x preço do aço com o de outros materiais, nota-se que o aço, qualquer que seja ele, oferece o mais baixo custo […]

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

More in Colunistas