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Grandes empresas se unem na fabricação de garrafas plásticas sustentáveis

A proposta prevê que até 95% de uma garrafa seja fabricada com materiais de base sustentável

No Brasil, quase metade das embalagens PET utilizadas não são reaproveitadas. A diminuição do consumo deste material é a solução mais eficiente, mas também é importante o estímulo à reciclagem, que no caso do PET apresenta índices que giram em torno de 51% do total de material descartado, de acordo os dados da Associação Brasileira da Indústria PET (Abipet), sendo boa parte possibilitada pelo trabalho dos catadores de materiais recicláveis. Mas outras soluções vão surgindo, com o objetivo de mudar o cenário de descarte sem qualquer tratamento das embalagens. Uma delas é a criação de garradas PET com material sustentável, ou seja, garrafas ecológicas.

Imagem de garrafas lado a lado, apenas a parte do gargalo - garrafas ecológicas
Imagem: Hoje em Dia

A Pepsico é mais nova integrante do projeto que prevê a produção de até 18 mil toneladas de garrafas ecológicas até 2020. O objetivo é criar garrafas de plástico 100% biodegradável, a partir de material vegetal sustentável, formado por fibras de celulose, como papelão usado e serragem.

Imagens de diferentes garrafas plásticas, de diferentes tamanhos e formato, todas lado a lado - garrafas ecológicas
Imagem: OS Consult

No ano passado foi possível criar amostras PET com 80% de sua base em material ecológico, e espera-se que até 2020 ao menos 75% de uma garrafa seja constituída por matéria biológica. O objetivo é aumentar esse índice posteriormente para 95%.

O projeto e o PET – Garrafas ecológicas

Inicialmente, as empresas europeias Danone e Nestlé Waters se uniram à empresa norte-americana Origin Materials na criação das garrafas ecológicas. Agora, é a Pepsico que também faz parte do projeto, o chamado Naturall Garrafa Alliance. A produção das garrafas será em uma fábrica construída com essa finalidade no Canadá.

Atualmente, 99% do PET produzido em todo o mundo tem origem da indústria petroquímica. São 20 milhões de toneladas produzidos no mundo todo. O PET, inicialmente, era utilizado pela indústria têxtil. No Brasil, a partir da década de 90 ganhou espaço no mercado das embalagens, substituindo às de vidro retornáveis, por exemplo.

 

imagem de homem segurando à frente do corpo uma garrafa plástica - garrafas ecológicas
Imagem: notícias.sapo

O PET é uma das maiores ameaças ao meio ambiente, pois é dos principais detritos encontrados nos oceanos, prejudicando a vida marinha e até mesmo a saúde dos humanos. Além do PET em si, são também lançadas nos mares as pequenas partículas de plástico, que além de serem ingeridas pelos animais marinhos, têm a capacidade de absorver compostos químicos que levam à intoxicação destes animais, passando de espécie a espécie na cadeia alimentar.

imagem de embalagens plásticas e lixo na praia - garrafas ecológicas
Imagem: Portal Negócios Já

Por isso a diminuição do consumo, a reutilização do PET e soluções atreladas à tecnologia e inovação são tão importantes. A reutilização, aliás, pode ser feita a partir de simples ações, como confecção de vasinhos e jardim vertical a partir das garrafas utilizadas, assim como de enfeites, brinquedos e até lustres, tudo isso feito em casa mesmo – além de direcionar os materiais utilizados aos catadores de materiais recicláveis e cooperativas, o que permite também a geração de renda aos mesmos.

Aliás, exemplos não faltam, alguns já trazidos aqui no BDE, como as garrafas PET que servem de insumo para a construção civil e o concreto que é fabricado a partir das garrafas de plástico. Vale a pena conhecer e divulgar!

Referências: UOL, Folha de S. Paulo, Ecycle, HypeScience

 


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