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A revolução da computação em nuvem certamente trouxe uma série de novidades e diferentes modelos de negócios. Tipicamente definida como uma forma de computação que depende de recursos sob demanda – servidores, rede, armazenamento, serviço – ao invés de servidores locais, a computação em nuvem visa maximizar a eficácia para o usuário, ao mesmo tempo em que reduz custos – como o de suporte técnico – às empresas.

Assim, temos diversas soluções em nuvem que geralmente são agrupadas em categorias de serviço conforme os recursos que apresentam aos consumidores e usuários finais. Portanto, hoje, descreveremos algumas delas!

serviço em nuvem

SaaS – Software as a Service

O Software as a Service, ou simplesmente SaaS, trata-se de um modelo de negócios e serviço no qual os softwares são licenciados e entregues por demanda aos usuários. Dessa forma, como o próprio nome sugere, os softwares são entregues como serviço e não como produto.

Muitas startups adotaram esse modelo de negócio nos últimos anos e é bem provável que você já tenha esbarrado com algumas delas por aí. É o caso, por exemplo, da Slack, RunRun.it e o próprio Google com muitos de seus aplicativos disponibilizados em SaaS.

IaaS – Infrastructure as a Service

A IaaS é um tipo de serviço online que oferece possibilidade de gerenciamento de infraestruturas fundamentais na computação. Assim, os usuários podem usufruir de recursos como processamento, memória, armazenamento, maquinas virtuais, banco de dados e servidores online, pois estes estão todos hospedados em provedores na nuvem.

Grandes empresas de tecnologia como Microsoft (Azure), Oracle (OCI), IBM (IBM Cloud Infrastructure), além da Amazon (AWS) trabalham com esse tipo de serviço em nuvem.

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FaaS – Function as a Service

O Function as a Service é um modelo de serviço em nuvem focado em abater algumas necessidades de desenvolvedores. Ele permite desenvolver, executar e gerenciar as partes modulares de um código sem a necessidade de um servidor.

Dessa forma, reduz-se a complexidade de construir e manter a infraestrutura que envolver a criação de uma aplicação ou software. Além disso, outras grandes vantagens que o FaaS proporciona é o custo-benefício para os usuários desenvolvedores e a escalabilidade, já que os desenvolvedores não necessitam se preocupar com o pesado uso e intensa contingências de tráfego.

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PaaS – Plataform as a Service

O Plataform as a Service – às vezes chamado de Application Platform as a Service – é um modelo de serviço em nuvem que fica entre o SaaS e o IaaS. Logo, é um ambiente de desenvolvimento no qual os usuários podem gerenciar dados e aplicações, enquanto adquirem os recursos essenciais através do provedor do serviço.

Para as empresas esse modelo é bem interessante, pois cessa a necessidade de equipes de operações para monitorar a infraestrutura. Algumas das melhores PaaS atualmente são o Heroku, Google App Engine, IBM Bluemix, OpenShift e SalesForce.

BaaS – Backend as a Service

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O Backend as a Service funciona como uma ponte entre o backend e frontend de uma aplicação. Os principais objetivos de uma plataforma BaaS incluem desenvolver o backend, cuidar da infraestrutura de nuvem e automatizar tarefas repetitivas.

Assim, o Backend as a Service ajuda e auxilia os desenvolvedores a acelerar a criação de aplicações web e mobile – fazendo-os economizar semanas de trabalho – e também facilitam a produção das APIs.

Entre os principais provedores encontramos Back4App, Firebase, Azure Mobile Apps, Backendless. Contudo, o mercado é bem maduro e há muitos fornecedores confiáveis desse modelo de serviço para todo tipo de necessidade.

Haas – Hardware as a Service

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O HaaS ou Hardware as a Service permite com que os usuários possam utilizar recursos de hardware como espaço de armazenamento, capacidade de processamento e impressão, como um serviço na nuvem.

Assim, mesmo aqueles usuários com equipamentos simples e baratos podem ter acesso a melhores componentes de hardware através de um navegador, já que os recursos principais serão executados no provedor do serviço.

Muitas startups preverem utilizar esta modalidade de serviço, pois assim não precisam investir tanto em equipamentos de hardware que necessitarão de manutenções operacionais recorrentes e que ainda podem se tornar obsoletos com o passar do tempo.


Afinal, qual o futuro da computação em nuvem?

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A utilização da computação em nuvem cresceu bastante no último ano, especialmente por conta da pandemia e da adoção do modelo de trabalho remoto. Nesse aspecto, um exemplo bastante evidente disso foi o crescimento em 40,7% da utilização de IaaS em 2020.

O que podemos esperar para os próximos anos é que o mercado se torne ainda mais acessível, prático e comum às empresas, principalmente os modelos de serviço em nuvem que fornecem infraestrutura como o IaaS, SaaS e HaaS devido aos benefícios que trazem ao reduzir gastos operacionais e aumentar a competitividade, produtividade e resultado.


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Paulo César Santos
Paulo César é um ludovicense de 23 anos que atualmente cursa Engenharia de Produção na PUC Minas. Foi coordenador de uma ONG de voluntariado, cofundador e web designer da Virgo em 2019 e trabalhou como monitor em 2020, auxiliando outros estudantes de engenharia com algoritmos e programação. Adora tudo que envolve engenharia, gestão de projetos e tecnologia e acreditou que valia a pena compartilhar com mais pessoas um pouco do que anda aprendendo. Sabe escrever em linhas de código, mas há quem diga que pena pra escrever autodescrições.

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