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Supply Chain e a Indústria 4.0 o que esperar?

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Ao longo dos últimos anos, a Indústria 4.0 na cadeia de suprimento proporcionou enormes mudanças.

Com o início da Revolução Industrial 4.0, as indústrias aderiram a inovações tecnológicas . E muitas ferramentas como internet das Coisas (Internet of Things, ou IOT), Inteligência artificial, Computação em nuvem, Machine Learning, entre outros, começaram a ter aplicações adaptadas a cadeia de suprimentos.

Nesse contexto onde o maior ativo é a informação, tornou-se impossível gerenciar grandes sistemas de movimentação de materiais, produtos ao mesmo tempo sem uso de tecnologias. O maior desafio das grandes organizações tem sido incorporar as inovações tecnológicas que possibilitem atender o mercado com o tempo de resposta esperado pelo consumidor, com eficácia necessária e sem onerar a cadeia de valor.

Informações em tempo real é a base da Indústria 4.0.

Abrangência da Cadeia de Suprimentos

Supply Chain antes puramente operacional, prestando contas a Vendas ou Produção, assegurava abastecimento das linhas de produção e a entrega para clientes.

Atualmente um departamento com função gerencial, em muitas empresas liderada por um CSO – chief supply-chain officer.

A Cadeia de Suprimento mudou e muitos já terceirizam a função operacional da logística de armazenamento. E concentram processos avançados de planejamento, demanda, planejamento integrado de vendas e operações (S&OP).

Outras realizam a gestão do todo, garantindo operações sejam bem integradas, dos fornecedores aos clientes.

Cadeia de Suprimento no Futuro

Em outras palavras, espera-se uma cadeia mais rápida e flexível de ponta a ponta. Capazes de reagir a novos requisitos ou limitações, informações internas em tempo real sobre oscilações na capacidade de produção etc.

Em breve veremos a difusão das “remessas preditivas”, um sistema de expedição para o qual a Amazon detém uma patente: os produtos são enviados antes que o cliente faça o pedido. O pedido mais tarde associado a uma remessa que já entrou na rede de logística, será redirecionada para o local de entrega.

Portanto, o produto já transitava antes de ser vendido. Isso só é possível com uma análise massiva de dados, velocidade e direcionamento, buscando assertividade nas decisões a partir dos padrões de compra.

A internet das coisas e as tendências de consumo já impactam na cadeia de suprimento.

Dessa forma, surgem uma série de desafios o setor. Dentre elas máquinas com grande capacidade computacional.

Este cenário irá demandar profissionais capacitados a interagir com estas tecnologias, de realizar inputs e análises, tomadas de decisões frequentes e precisas. Lidar com automação de máquinas, veículos, soluções imediatas em impressora 3D, etc.

Todo este avanço já leva empresas a trabalharem quase sem estoques, a monitorarem 100% de suas frotas de veículos para atingir máxima eficiência.

Um movimento que não se faz sozinho, é preciso saber customizar a cadeia de fornecedores na mesma direção.

Em conclusão, essa mudança de panorama irá ajustar a cadeia à precisão sobre as necessidades dos consumidores. Reforçando o impacto do supply chain para crescimento da indústria.

Certamente teremos consumidores mais satisfeitos.

Carolina Palma
Baiana, mãe do Bento de 4 anos. Graduada em Engenharia de Produção pela ÁREA 1 - DeVry, Especialista em Engenharia de Planejamento pela UFBA em parceria com o PROMIMP/Petrobrás. Cursando Pós-Graduação em Engenharia da Climatização da FAPRO/ABRAVA. Carreira construída em grandes empresas, como BRF, Siemens Gamesa, Ferbasa e JBS, sempre atuando com implantações ou Gestão de perações na Cadeia de Suprimentos. Coach pela Sociedade LatinoAmericana - SLAC, área que lhe desperta muito interesse. Apaixonada por livros, adora compartilhar conhecimento através de cursos, palestras e também nas rede sociais no seu instagram @eng.carolpalma.

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