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	<title>EPU Archives | Blog da Engenharia</title>
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	<description>Conhecimento Técnico que Transforma</description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Jun 2022 12:16:40 +0000</lastBuildDate>
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	<title>EPU Archives | Blog da Engenharia</title>
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		<title>Por que as cerâmicas das fachadas dos edifícios caem?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Henrique Veronese Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jun 2022 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Patologias]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda porque o descolamento de peças cerâmicas podem causar danos às pessoas e prejuízos a condomínios e construtoras</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Você já olhou para um prédio e percebeu algo estranho no revestimento cerâmico da sua fachada? Normalmente são regiões da fachada que apresentam coloração mais escurecida, manchas esbranquiçadas “escorrendo” palas paredes, trincas grandes nos rejuntes entre as placas cerâmicas e até mesmo alguns lugares onde as cerâmicas caíram. Isso não é apenas um fator que prejudica a estética do prédio, mas também pode representar um risco para quem circula ali por perto.</p>



<p>Apesar de não ouvirmos falar com frequência sobre quedas de placas cerâmicas de prédios, elas acontecem! Na verdade são noticiados apenas os casos em que há vítimas das peças que caem da fachada. Pastilhas cerâmicas que caem sobre calçadas, blocos inteiros de revestimento que desabam sobre carros e até fragmentos de peças quebradas que atingem pessoas, são fatos que necessitam de maior atenção devido ao seu potencial de destruir bens materiais, causar ferimentos e gerar desavenças entre condomínios e construtoras.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/image1.jpg" alt="cerâmicas" class="wp-image-82154" width="487" height="340" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/image1.jpg 405w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/image1-300x210.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/image1-18x12.jpg 18w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/image1-380x266.jpg 380w" sizes="(max-width: 487px) 100vw, 487px" /><figcaption>Fonte: ReMaster Engenharia e Construção (2020).</figcaption></figure></div>



<h3 id="por-que-os-revestimentos-ceramicos-caem" class="wp-block-heading"><strong>Por que os revestimentos cerâmicos caem?</strong></h3>



<p>No estudo das patologias das construções inúmeros são os tipos de manifestações patológicas em revestimentos cerâmicos. Entretanto, o que iremos abordar aqui é o chamado <strong>descolamento</strong> ou <strong>desplacamento cerâmico</strong>. Geralmente são quatros os principais fatores que causam esta manifestação patológica:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Expansão por umidade <a href="https://blogdaengenharia.com/secoes/colunistas-blog-da-engenharia/epu-em-fachada-decidir-tecnicamente/">(EPU)</a></li><li>Baixa resistência do emboço</li><li>Falha no assentamento</li><li>Ineficiência das juntas de movimentação</li></ul>



<h6 id="mas-por-que-isso-acontece-vem-que-eu-explico" class="wp-block-heading">Mas por que isso acontece? Vem que eu explico:</h6>



<p>A <strong>expansão por umidade (EPU)</strong> é um índice que diz o quanto uma peça cerâmica vai expandir (deformar) quando estiver em contato com água ou vapor. Assim, quanto maior for o seu EPU, maior será sua deformação. O problema não é a peça cerâmica expandir, mas sim ela estar em um espaço confinado – como quando estão assentadas em uma parede. Quando o rejunte utilizado entre essas peças é muito rígido as cerâmicas não conseguem se expandir, causando o descolamento.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="http://lawtonparente.blogspot.com/2017/04/de-repente-ceramica-do-piso-levantou.html"><img decoding="async" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/133.png" alt="carâmica" class="wp-image-82158" width="634" height="270" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/133.png 1003w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/133-300x128.png 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/133-768x327.png 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/133-18x8.png 18w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/133-380x162.png 380w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/133-800x341.png 800w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/133-600x255.png 600w" sizes="(max-width: 634px) 100vw, 634px" /></a><figcaption>Fonte: Eng. Lawton Parente (2017).</figcaption></figure></div>



<p>A <strong>baixa resistência do emboço</strong> acontece durante a etapa de construção da obra e geralmente é causada por erro no seu traço ou pela falta de hidratação durante a cura da argamassa. Assim, o emboço se torna “fraco” e quando são assentadas as placas cerâmicas ele não tem capacidade de suportar seu carregamento, possibilitando a queda das cerâmicas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="371" height="436" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/15.jpg" alt="cerâmica" class="wp-image-82161" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/15.jpg 371w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/15-255x300.jpg 255w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/15-10x12.jpg 10w" sizes="(max-width: 371px) 100vw, 371px" /><figcaption>Tensões atuantes no revestimento. </figcaption></figure></div>



<p><strong>Falhas no assentamento</strong> das placas cerâmicas também acontecem durante a fase de execução por erros da mão-de-obra. Apesar de ser uma técnica errada, e o profissional que coloca as placas cerâmicas aplica a argamassa de assentamento fazendo “desenhos” circulares com a desempenadeira dentada, ou até mesmo não respeitando o tempo em aberto da argamassa colante.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/14-1-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-82160" width="587" height="391" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/14-1-1024x683.jpg 1024w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/14-1-300x200.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/14-1-768x512.jpg 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/14-1-1536x1024.jpg 1536w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/14-1-2048x1365.jpg 2048w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/14-1-18x12.jpg 18w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/14-1-380x253.jpg 380w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/14-1-800x533.jpg 800w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/14-1-1160x773.jpg 1160w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/14-1-600x400.jpg 600w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/14-1-scaled.jpg 2560w" sizes="(max-width: 587px) 100vw, 587px" /><figcaption>Fonte: Mapa da Obra (2017).</figcaption></figure></div>



<p>As <strong>juntas de movimentação</strong> são diferentes das juntas de assentamento. As de assentamento são aqueles espaços entre as peças cerâmicas que são preenchidos com rejunte, já as de movimentação são juntas maiores, podendo ser horizontais ou verticais, que dividem as fachadas em panos menores. Com a incidência solar, os panos das fachadas dilatam e essas juntas permitem a movimentação sem que haja o surgimento de patologias. Entretanto, quando as juntas de movimentação são ineficientes, o risco de desplacamento é alto.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/16.jpg" alt="juntas" class="wp-image-82162" width="428" height="378" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/16.jpg 469w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/16-300x265.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/16-14x12.jpg 14w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/16-380x335.jpg 380w" sizes="(max-width: 428px) 100vw, 428px" /><figcaption>Fonte: EPEC &#8211; UFSC (2021).</figcaption></figure></div>



<h3 id="como-prevenir-que-os-desplacamentos-das-ceramicas-acontecam" class="wp-block-heading"><strong>Como prevenir que os desplacamentos das cerâmicas aconteçam?</strong></h3>



<p>Problemas com descolamentos de placas cerâmicas em prédios podem prejudicar tanto os síndicos que administram os condomínios quanto as construtoras que executaram as fachadas. O síndico responde judicialmente pelo seu condomínio e qualquer problema que cause prejuízos materiais ou físicos devido a queda de objetos pode resultar em processos com indenizações às vítimas. Entretanto, se o prédio ainda estiver dentro do período de garantia legal, a responsabilidade por quedas de peças cerâmicas pode recair sobre quem executou a fachada.</p>



<p>Para evitar que ocorram quedas de cerâmicas é necessária a inspeção periódica das fachadas, onde <a href="https://blogdaengenharia.com/engenharia/engenharia-civil/o-que-faz-o-engenheiro-patologista/">profissionais habilitados</a> irão mapear as regiões que apresentam manifestações patológicas. Através de inspeção visual, com imagens de drones e até mesmo com ensaios de percussão na fachada realizado por alpinista, é possível identificar se existem problemas com a aderência das cerâmicas ao corpo do edifício e se há risco iminente de quedas.</p>



<p>Em suma, intervenções podem ser executadas para evitar desplacamento e até mesmo um projeto de fachada pode ser elaborado em casos de manifestações patológicas generalizadas. O que não se pode admitir é a negligência com um assunto tão sério e que pode causar graves acidentes sendo que é algo evitável.</p>
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		<title>EPU em fachada &#8211; Decidir tecnicamente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lawton Parente]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2020 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Civil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que fazer ao se deparar com uma fachada na situação abaixo? A grande maioria das pessoas, sem&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h4 id="o-que-fazer-ao-se-deparar-com-uma-fachada-na-situacao-abaixo" class="wp-block-heading">O que fazer ao se deparar com uma fachada na situação abaixo?</h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-8m2eHgNbd5c/WBOZTG-2rAI/AAAAAAAAA0s/gmZMVGY2Fyk3GXGGeiuEG_SAo-BHkT52QCLcB/s400/768568.jpg" alt="" width="284" height="504"/><figcaption>Revestimento cerâmico com excesso de Expansão Por Umidade &#8211; EPU</figcaption></figure></div>



<p>A grande maioria das pessoas, sem conhecimento técnico e envolvidas com o problema, diria que o certo seria verificar toda área revestida com cerâmica, identificando os pontos &#8220;soltos&#8221; para que fossem extraídos e substituídos. Essa é a decisão correta? Vamos analisar.<br>Uma das razões mais recorrentes para a ocorrência de desplacamento de peças cerâmicas em fachada de edificações é o excesso da EPU. </p>



<h2 id="mas-o-que-e-epu" class="wp-block-heading">Mas o que é EPU?</h2>



<p>EPU é a sigla para a expressão&nbsp;Expansão Por Umidade. Atua individualmente nas placas cerâmicas, fazendo com que estas peças aumentem suas dimensões (altura, largura e espessura), ou seja, aumentem seu volume.&nbsp;Toda peça de revestimento cerâmico passa por um processo de Expansão Por Umidade, de forma simplificada explicaremos. Durante os ciclos industriais da produção do setor ceramista ocorrem etapas de queima e secagem em forno que podem chegar a altas temperaturas . Esses elevados índices térmicos extraem praticamente toda água contida no corpo cerâmico; isso ocorre de forma facilitada dada a esbeltez das peças &#8211; em modelos de 10x10cm a espessura normal é de 6mm.&nbsp;Ao ser recolocada de volta ao meio para o uso da Construção Civil, essas peças tendem a reabsorver e reter a umidade perdida logo após a saída do forno, deixando evidente o início de um processo de adsorção¹. O processo de adsorção, além de mudar algumas características do material, favorece o surgimento de esforços solicitantes oriundos do aumento&nbsp;volumétrico da peça cerâmica, eis que&nbsp;aí está o fato gerador do desprendimento do revestimento.&nbsp;Processos de má queima das placas cerâmicas também contribuem para o surgimento posterior de <strong>EPU excessiva</strong>.</p>



<p><br>¹ Adsorção<em>P</em>rocesso pelo qual átomos, moléculas ou íons são retidos na superfície de sólidos através de interações de natureza química ou física.</p>



<p>O processo expansivo é finito, mas pode durar anos (5, 10, 15 anos), normalmente a maior parte dessa expansão acontece já com o revestimento aplicado na edificação. <br><br>O que pode-se perceber é que o <strong>excesso de EPU</strong> é a <strong>causa do surgimento de tensões </strong>formando um &#8220;jogo de empurra-empurra&#8221;, todas as peças expandem com pequenas variações de intensidade e geram uma trama de tensões.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-qgIax3hJs7U/WBORmU3SZMI/AAAAAAAAA0M/Y25qYN1wWbYU5hcCqedN4zZdcnKQlZXbwCLcB/s320/1.png" alt=""/><figcaption>A expansão ocorre volumetricamente &#8211; Largura, comprimento e espessura</figcaption></figure></div>



<p>Como na parte posterior das peças (tardoz) se encontra o substrato base de assentamento (revestimento argamassado e a alvenaria de vedação ou concreto), só resta uma opção: deslocar-se para frente. Estes deslocamentos geram as famosas &#8220;barrigas&#8221; que são formações abauladas ao longo do sistema de revestimento cerâmico, são extremamente frágeis, pois normalmente as peças estão unidas somente pela argamassa de rejuntamento e a tendência é o colapso pontual.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://1.bp.blogspot.com/-QJAKS5qI7tc/WBOX2ivZxeI/AAAAAAAAA0c/MeTApOwnORszsPPVX2_fWHBzJF_ldndaACLcB/s1600/Esq.png" alt=""/></figure>



<p>Os <strong>colapsos pontuais</strong> serão constantes causando o <strong>surgimento de áreas com cerâmicas faltantes</strong> e exposição do emboço, substrato base de assentamento. Mas, porque descolam-se algumas áreas e outras não? A resposta é simples, as áreas que desprendem-se são as mais frágeis e em sua periferia estão as áreas fragilizadas. O interessante é que essas áreas com peças cerâmicas faltantes tornam-se zonas de alívio de tensões, ou seja, não dão prosseguimento ao&nbsp;&#8220;jogo de empurra-empurra&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-eYoBg7RScYw/WBOeE2ykXfI/AAAAAAAAA08/qLyQJLDIlMwunPxfKUBqiBNqThWH2xpzQCLcB/s640/763653.png" alt=""/><figcaption>Tensões aliviadas</figcaption></figure>



<p>Nesse momento vamos lembrar da decisão da&nbsp;grande maioria das pessoas, sem conhecimento técnico e envolvidas com o problema, que diriam que o certo seria verificar toda área revestida com cerâmica, identificando os pontos &#8220;soltos&#8221; para que fossem extraídos e substituídos. Essa é a decisão correta? Certamente não, pois ao repor as áreas faltantes, voltaria a condição inicial do problema através do retorno da trama de tensões. E o que ocorrerá se forem reassentadas as peças faltantes? Bem, é claro que novamente a área mais fragilizada se desprenderá e muito provavelmente será bem próxima da anteriormente colapsada, pois deve-se lembrar que no entorno de uma área frágil, temos uma região fragilizada.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://1.bp.blogspot.com/-4a7g2ACxfgg/WBOfxVCDDiI/AAAAAAAAA1E/mLmw3VoEZdctOMIcnfskgqPrq0fecUxRwCLcB/s1600/836383.png" alt=""/><figcaption>Reparo pontual não é a solução para EPU</figcaption></figure>



<p>Então se temos um sistema revestimento cerâmico com peças que se descolam do substrato por esforços gerados pelo excesso de EPU, o que deve ser feito? Primeiro, os testes de verificação devem apontar o excesso de EPU do revestimento (verificar os procedimentos do ensaio na NBR 13818). Se o revestimento está desplacando, fica comprovado que as tensões geradas pela EPU excessiva são superiores à capacidade de aderência da peça ao substrato, bem, nesse caso o desempenho do revestimento cerâmico é insuficiente e o mesmo está condenado. A solução é a substituição total. Os reparos pontuais não resolverão e são extremamente perigosos pois geram uma falsa sensação de segurança; o desplacamento irá continuar em outras áreas, por isso também esses procedimentos são viciosos e onerosos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://4.bp.blogspot.com/-78CUnMVO8MQ/WBOlKr4-RSI/AAAAAAAAA1U/f4HNqvkZYVUDKEgP1LaodQl29jx2Rx3gACLcB/s1600/631161.png" alt=""/></figure>



<p><em>Para finalizarmos, fica a dica:&nbsp;</em></p>



<p>Sempre procure um profissional habilitado e capacitado para interpretar os problemas de uma edificação através de um diagnóstico técnico. Muitas situações de Patologia de Edificações parecem, mas não são, nada óbvias.</p>
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