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	<title>mistura Archives | Blog da Engenharia</title>
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	<title>mistura Archives | Blog da Engenharia</title>
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		<title>Os coloides: aprenda a teoria e faça a prática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Bonjour]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 May 2021 11:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Química]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Primeiramente, você já ouviu o termo coloides? Provavelmente não. Antes de iniciarmos o tema, temos que saber que&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Primeiramente, você já ouviu o termo coloides? Provavelmente não. Antes de iniciarmos o tema, temos que saber que esse termo define um tipo de mistura que está presente no nosso dia a dia. Como assim?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Estamos acostumados a definir mistura como a junção de duas ou mais substâncias que podem ser solúveis uma nas outras ou não. Logo, classificamos as misturas como homogêneas, quando não há separação de fases, em oposição, heterogênea, quando vemos separação de fases.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter" src="http://agracadaquimica.com.br/wp-content/uploads/2017/10/maxresdefault-1-1.jpg" alt="Mistura De Substâncias " width="1280" height="720" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Mas todas as misturas são iguais? Vamos descobrir !</span></p>
<h3 id="tipos-de-misturas" style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Tipos de misturas</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">As misturas podem ser classificadas em três tipos: soluções, suspensões e coloides. Vamos compreendê-la dando exemplos do dia a dia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Primeiramente, vamos analisar três sistemas, um chá com açúcar, um suco de laranja e um copo de leite. Em todos os casos temos uma mistura, porém, com características diferentes.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Antes de mais nada, pegue um papel e uma caneta e tenta conectar os sistemas com os tipos de misturas.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://nuncaetardedemais.files.wordpress.com/2011/06/image11.jpg?w=1080" alt="Tempo passando" width="569" height="480" /></p>
<p style="text-align: justify;">Terminou? Então, vamos prosseguir!</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">No primeiro caso, quando dissolvemos açúcar em um chá, sem que este esteja supersaturado, não vemos a decantação do açúcar. </span><span style="font-weight: 400;">Teste você mesmo!  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Se você passar o chá no filtro (desses que você coa café), o chá deixará de ficar doce? </span><span style="font-weight: 400;">A esse tipo de mistura chamamos de solução.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Agora, vamos experimentar o suco de laranja. </span><span style="font-weight: 400;">Faça um suco de laranja e não coe. Aparentemente, o suco está homogêneo, você classificaria-o como uma solução? Aguarde por um tempo e olhe o suco novamente. O que mudou? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Certamente houve uma sedimentação no interior do copo, que ocorreu devido a força da gravidade. A esse tipo de mistura chamamos de suspensão. </span><span style="font-weight: 400;">Por fim, pense agora no copo de leite. </span><span style="font-weight: 400;">Primeiramente, coloque-o em um copo e aguarde-o por um tempo. Sedimentou?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Não né? </span><span style="font-weight: 400;">Agora passe-o em um filtro. E aí? </span><span style="font-weight: 400;">Esse tipo de mistura conseguimos separar em filtros muito finos. </span><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, denominamo-la soluções coloidais. </span><span style="font-weight: 400;">Mas como definimos um coloide?</span></p>
<h3 id="o-que-sao-coloides" style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O que são coloides? </span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Os coloides são definidos como mistura heterogênea de duas ou mais substâncias que não separam por ação da gravidade. Ainda, estas partículas possuem dimensões de 1 a 1000 nanômetros e estão dispersas uniformemente em um meio contínuo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, denominamos essas partículas como fase dispersa, e o meio como fase de dispersão.  </span><span style="font-weight: 400;">Olhem a imagem abaixo, a diferenciação das misturas que fizemos anteriormente quanto ao tamanho de partículas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://blog.biologiatotal.com.br/wp-content/uploads/2020/08/prticula.png" alt="coloides: diferenciação" width="701" height="235" /></p>
<h3 id="propriedades-dos-coloides" style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Propriedades dos coloides</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Você parou e pensou&#8230;. Por que os coloides não sofrem ação da gravidade?  </span><span style="font-weight: 400;">Seria pelo tamanho das partículas?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Nesses sistemas coloidais as partículas estão em constante movimento. Contudo, esses movimentos são aleatórios e em alta velocidade que são oriundos das colisões que ocorrem na solução.</span></p>
<figure style="width: 270px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.colegioweb.com.br/wp-content/uploads/21439.jpg" alt="Propriedades dos colóides " width="270" height="200" /><figcaption class="wp-caption-text">Movimento browniano</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Portanto, definimos esse efeito como movimento browniano. </span><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, essas soluções ainda sofrem outro efeito. O efeito Tyndall. </span><span style="font-weight: 400;">Imagina o que é? </span><span style="font-weight: 400;">Vamos trabalhar um pouco nossa imaginação!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Pense em uma manhã ensolarada com um pouco de névoa. Nós conseguimos “ver” os feixes de raios solares, não é? </span><span style="font-weight: 400;">O que está ocorrendo é o tal do efeito Tyndall.</span></p>
<figure style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://st4.depositphotos.com/4940251/31435/i/600/depositphotos_314355336-stock-photo-wide-angle-shot-of-sky.jpg" alt="coloides no ar" width="600" height="400" /><figcaption class="wp-caption-text">Efeito Tyndall</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">E porque ele ocorre? </span><span style="font-weight: 400;">Os coloides dispersam a luz pois as partículas possuem o mesmo comprimento de onda da luz visível. </span><span style="font-weight: 400;">E sim, as gotículas de água dispersas no ar são um coloide.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" src="http://experimente.uca.edu.br/images/chamada-02.png?crc=3933656003" alt="UCA EAD | Experimente!" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Pegue dois copos e em um coloque um copo de água e no outro coloque leite. </span><span style="font-weight: 400;">Em seguida, enfileire os copos e com o auxílio de uma lanterna ou laser coloque luz, fazendo com que ela passe dentro dos copos. Veja o que acontece! Interessante não?</span></p>
<h3 id="exemplo-e-classificacao-dos-coloides" style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Exemplo e classificação dos coloides</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Sobretudo, será que as soluções coloidais são todas iguais? </span><span style="font-weight: 400;">Esse tipo de mistura pode ser classificada por três aspectos. Ou seja, seu aspecto físico, sua natureza e seu comportamento termodinâmico. </span><span style="font-weight: 400;">Vamos nos aprofundar!?</span></p>
<h4 id="aspecto-fisico" style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Aspecto físico</span></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Os coloides seguem uma combinação binária entre os três estados da matéria e cada combinação possui uma denominação diferente, podendo ser exemplificado pela imagem abaixo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://blog.biologiatotal.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Screen-Shot-2020-08-03-at-19.10.06.png" alt="Classificação de coloides" width="647" height="315" /></p>
<h4 id="natureza" style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Natureza</span></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Quando separamos os coloides quanto sua natureza, estamos nos referindo se este é <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Micela#:~:text=Micela%20%C3%A9%20uma%20estrutura%20globular,das%20fases%20de%20um%20coloide.">micelar</a>, molecular ou iônico. </span><span style="font-weight: 400;">Caso este seja micelar, a fase dispersa é composta por átomos, moléculas ou íons, por exemplo, enxofre em água. (Não teste em casa!)</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, quando molecular temos a mistura de macromoléculas unidas por ligações covalentes, por exemplo amido em água. </span><span style="font-weight: 400;">Um exemplo prático (você pode fazer em casa). Lembram do vídeo onde as pessoas conseguiam andar por cima de uma “gosma” branca, a famosa areia movediça? É isso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://media2.giphy.com/media/eCAGN0oj0VdsI/giphy.gif?cid=dc79c357812a2a467716b2bcb268df0525aafc539c529ef4&amp;rid=giphy.gif" alt="ciênciaemcasa: respostas do 21º desafio" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Por fim, a iônica é quando temos a fase dispersa apresentando densidade superficial de carga elétrica, por exemplo, proteínas e sais.</span></p>
<h4 id="estabilidade-termodinamica" style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Estabilidade termodinâmica</span></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Nesta classificação teríamos uma explicação mais teórica que não vem ao caso no momento. </span><span style="font-weight: 400;">Contudo, em sóis e emulsões podemos classificar essa estabilidade mais facilmente sem o rigor teórico e com nomenclaturas que já conhecemos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Logo, caracterizamos esses tipos de coloides em liofílicos, liofóbicos. </span><span style="font-weight: 400;">Nos liofílicos temos a atração entre as partículas e o solvente. </span><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, nos liofóbicos, temos a repulsão das fases. </span><span style="font-weight: 400;">Em comparação, podemos classificá-los com hidrofílicos ou hidrofóbicos, quando o solvente for água.</span></p>
<h3 id="reflexao-final" style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Reflexão final  </span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Viram como os coloides estão presentes 24h em nossas vidas e nunca nos foi dito que essas mistura são chamadas COLÓIDES? </span><span style="font-weight: 400;">Em suma, façam os experimentos em casa, aprendam na prática.  </span><span style="font-weight: 400;">De preferência, se tiver uma criança por perto, mostre-a e veja qual a reação dela.</span></p>
<hr />
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff9900;"><em><strong>Curtam, compartilhem, e sigam o <a style="color: #ff9900;" href="https://blogdaengenharia.com/editoria/engenharia/engenharia-quimica/">Blog da engenharia</a>.</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff9900;"><em><strong>Teremos muito mais teorias e práticas. Já que não podemos estar em um laboratório, vamos fazer de nossa casa um. E claro: SEM RISCOS !</strong></em></span></p>
<p style="text-align: center;">
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		<title>A engenharia química e seus conceitos básicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Bonjour]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2021 11:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Química]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Está pensando em cursar engenharia química? Continue a leitura para conhecer um pouco dessa matéria. Sempre que vamos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Está pensando em cursar engenharia química? </span><span style="font-size: 1.21429rem; color: #ff6600;">Continue a leitura para conhecer um pouco dessa matéria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-67152 size-full" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/eng-qui.jpg" alt="engenharia química" width="210" height="210" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/eng-qui.jpg 210w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/eng-qui-150x150.jpg 150w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/eng-qui-180x180.jpg 180w" sizes="(max-width: 210px) 100vw, 210px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Sempre que vamos iniciar algum estudo procuramos saber o básico do que iremos estudar. Lemos o sumário e nos perguntamos qual valor será agregado. </span><span style="font-weight: 400;">Ao iniciarmos um curso universitário, não seria por menos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Além disso, nós fazemos os seguintes questionamentos: será que eu sirvo pra isso? Tenho conhecimento/base suficiente para realizar o curso?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Já se viram nessa situação, não é?!</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Durante o curso de engenharia química, iremos nos deparar com diversos conceitos, que, com certeza, serão melhor detalhados por seus professores.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-weight: 400;">Vamos estar um passo à frente e aprender alguns conceitos básicos?</span></em></span></p>
<h3 id="operacoes-na-engenharia-quimica" style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Operações na engenharia química</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Antes de tudo, temos que considerar a economicidade do processo, afinal, os <a href="https://blogdaengenharia.com/classificacao-de…icos-industriais/ ‎">processos químicos</a> demandam custos.</span></p>
<figure id="attachment_67153" aria-describedby="caption-attachment-67153" style="width: 850px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-67153" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/Figura-1-Fluxograma-processo-quimico.png" alt="fluxograma de processo na engenharia química" width="850" height="373" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/Figura-1-Fluxograma-processo-quimico.png 850w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/Figura-1-Fluxograma-processo-quimico-300x132.png 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/Figura-1-Fluxograma-processo-quimico-768x337.png 768w" sizes="(max-width: 850px) 100vw, 850px" /><figcaption id="caption-attachment-67153" class="wp-caption-text">Fluxograma de processo.</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, podemos determinar qual regime de operação o nosso processo irá ocorrer, isso quer dizer, se irá operar de forma contínua ou descontínua.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Os processos contínuos, ou que estão em regime permanente, são mais econômicos pois lhe permite fazer o equipamento trabalhar de maneira contínua, realizando apenas paradas programadas. Essa condição é preferida para processos de larga escala.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Outra característica dos processos contínuos é que as variáveis do processo não se alteram com o tempo. Sendo assim, instalam-se equipamentos para controlar perturbações que possam vir a ocorrer.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Que perturbações são essas?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Queda na vazão, aumento do nível do vaso, pressão, temperatura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, as operações descontínuas, ou em regime transiente, são desejadas quando a possibilidade de corrosão é alta ou o processo é em pequena escala.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-67154" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ilustra-fermentação.png" alt="tipos de processo" width="1608" height="1468" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ilustra-fermentação.png 1608w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ilustra-fermentação-300x274.png 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ilustra-fermentação-1024x935.png 1024w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ilustra-fermentação-768x701.png 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/ilustra-fermentação-1536x1402.png 1536w" sizes="(max-width: 1608px) 100vw, 1608px" /></p>
<h3 id="grandezas-e-unidades" style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Grandezas e unidades.</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Constantemente, nos deparamos com esses termos. Até mesmo no vestibular ou no ensino regular.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Contudo, ao se trabalhar os cálculos na engenharia química temos que nos atentar em qual sistema de unidades estamos trabalhando, pois há uma grande possibilidade de haver erros grosseiros que podem custar caro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Estamos acostumados a utilizar m (metros) como unidade de comprimento, ºC (grau celsius) para temperatura e atm para pressão. Todavia, no mundo dos adultos não é essa maravilha.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ah! Mas não é pra isso que serve o S.I. (Sistema Internacional) ?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Sim, ou melhor, deveria ser.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, vamos começar com a temperatura. Nos Estados Unidos utiliza-se  Fahrenheit. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">E aí? O que faz? Reclama? Não interage com o outro engenheiro?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Vamos fazer uma discussão mais avançada?</span></p>
<h3 id="numero-de-reynolds" style="text-align: justify;">Número de Reynolds</h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Vamos dizer que você queira calcular o Número de Reynolds e que seu fluido de escoamento seja água.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Analogamente, suponha que você receba a especificação de uma tubulação em polegadas, usual na indústria química, e a massa específica da água é dada em kg/m</span><span style="font-weight: 400;">3</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Como ficaria esse cálculo se o Reynolds é adimensional? Faça essa análise!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Uma pequena variação pode fazer você projetar um sistema em que o regime deve ser turbulento, mas na verdade ele é laminar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-67155" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/reynolds.png" alt="Tipos de regime de escoamento na engenharia química" width="445" height="317" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/reynolds.png 445w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/reynolds-300x214.png 300w" sizes="(max-width: 445px) 100vw, 445px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Outro termo com o qual irão se deparar é a vazão, que nada mais é a quantidade de fluido que irá escoar em um certo tempo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Essa quantidade pode ser dada em unidades de volume, massa ou quantidade de matéria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em resumo, o importante aqui não é apenas saber as relações de conversão, converter as unidades adequadamente, mas também, ter uma noção de grandeza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Neste ponto foram abordadas apenas unidades básicas. A massa já dominamos bem, se a partir deste ponto falar apenas em toneladas, vocês rapidamente terão noção de quanto vale em quilogramas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Agora imagina falar em vazão em kmol/h. Ou energia em Btu. Volume em m</span><span style="font-weight: 400;">3</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3 id="tipos-de-escoamento-na-engenharia-quimica" style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Tipos de escoamento na engenharia química</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Acima, eu disse que pelo cálculo de <a href="https://www.thermal-engineering.org/pt-br/o-que-e-o-numero-de-reynolds-definicao/">Reynolds</a> podemos descobrir se o escoamento é laminar ou turbulento. </span><span style="font-weight: 400;">Agora, vamos falar da direção do escoamento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">E mais adiante falaremos sobre operações unitárias na engenharia química e veremos que dois fluidos podem escoar de duas formas, a saber: </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Em contracorrente, quando os dois fluidos escoam em direções opostas, paralelo, quando os fluidos escoam na mesma direção e, por fim, mas não tão utilizado, perpendicular.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Similarmente, essas correntes podem entrar em contato ou não, a depender do processo/operação, por exemplo: se queremos transferir massa entre as correntes estas devem entrar em contato, em contrapartida, se queremos apenas transferir energia, haverá uma interface e essas correntes não entram em contato.</span></p>
<h5 id="mas-paulo-faz-tanta-diferenca" style="text-align: justify;"><em><span style="font-weight: 400;">Mas Paulo, faz tanta diferença? </span></em></h5>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Usualmente, na engenharia química, trabalhamos com as correntes escoando em contracorrente, pois nos permite uma maior transferência de massa e energia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-67156" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/Nan.png" alt="direção do escoamento" width="473" height="392" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/Nan.png 473w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/Nan-300x249.png 300w" sizes="(max-width: 473px) 100vw, 473px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ou seja, <strong>faz diferença.</strong></span></p>
<h3 id="operacoes-unitarias-da-engenharia-quimica" style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Operações unitárias da engenharia química</span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Qualquer que seja o processo químico, possuímos equipamentos que causam apenas mudanças físicas no material, ou seja, não entra em questão o reator.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">O conjunto dessas operações na engenharia química é conhecido como <strong>operações unitárias</strong>. </span><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, temos uma macrodivisão entre essas operações, que é a que se segue: </span><span style="font-weight: 400;">transporte de material, transferência de calor, mistura e agitação, separação e manuseio de material.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">A começar pelo transporte de material, temos, por exemplo, as bombas (centrífugas e volumétricas) e os compressores. </span><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-67158" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/bomba.jpg" alt="bombas" width="1299" height="945" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/bomba.jpg 1299w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/bomba-300x218.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/bomba-1024x745.jpg 1024w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/bomba-768x559.jpg 768w" sizes="(max-width: 1299px) 100vw, 1299px" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Existem diferenças?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Sim ! As bombas servem apenas para fluidos líquidos e compressores para gases. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Já para a <a href="https://blogdaengenharia.com/o-calor-de-onde-…mo-e-transferido/ ‎">transmissão de calor</a>, temos os trocadores de calor, que nos permitem transmitir energia térmica entre duas correntes. </span><span style="font-weight: 400;">Na indústria, possuímos vários tipos de trocadores, casco e tubo, placas, grampos e também, podem ter múltiplos passes.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Sobretudo, cabe salientar que os reboilers e condensadores funcionam também como trocadores de calor. </span><span style="font-weight: 400;">Os agitadores visam homogeneizar a mistura dos materiais. Para essas operações temos os vasos com agitador.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">As operações de separação formam o maior de operações.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">E quais são elas?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Para ilustrar, temos a destilação, absorção, adsorção, secagem, extração líquido-líquido, evaporação, cristalização…</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Entretanto, cada equipamento possui uma característica específica, por exemplo, a destilação leva em consideração a diferença de volatilidade dos componentes da mistura.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-67159" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/destilação.jpg" alt="processo de destilação na engenharia química" width="238" height="212" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Mas, dentro da própria destilação possuímos segregação, temos destilação atmosférica, destilação criogênica, destilação extrativa. </span><span style="font-weight: 400;">Em resumo, a escolha da operação unitária, ou do conjunto de operações vai depender das características da corrente de interesse.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Por fim, para manuseio de material, uma das técnicas que podemos lançar mão é a moagem.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: 400;">Ao longo do curso de engenharia química, aprenderemos esses e muitos outros conceitos que servirão como suporte para nos tornarmos engenheiros químicos. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-67160" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/não-desista.jpg" alt="não desista" width="512" height="363" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/não-desista.jpg 512w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/02/não-desista-300x213.jpg 300w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /></p>
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