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Testamos a Ford Ranger Limited [BDE Review]


Como vocês devem ter acompanhado em nossas redes sociais, estamos lançando esse mês uma nova área do Blog da Engenharia, o BDE Review, onde faremos testes de diversos produtos que integram tecnologia e engenharia. E para estrear em grande estilo, a Ford Brasil nos enviou a Ford Ranger Limited para testarmos por uma semana.

Antes de continuar lendo, assista ao vídeo que fizemos para sentir um pouco como foi:

[youtube //youtu.be/Gyeq-WGceCw]

 

E aí, o que achou do vídeo? Imagina nós durante as filmagens! Então vamos lá, falar um pouco como foram os testes e nossas impressões…

 

A Ford nos mandou uma Ranger Limited 3.2 Diesel 4×4 automática, cabine dupla, e durante uma semana tivemos a oportunidade de testar e avaliar o desempenho da grandona tanto no asfalto quanto no off-road. Logo nos primeiros dias, o carro mudou a idéia que eu tinha de que caminhonete na cidade é um “trambolho”, pelo contrário, nesse transito louco de São Paulo passa mais segurança. Na estrada, conforto, e na lama, desempenho.

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+ DESIGN 

Desde 1998 a Ranger não passava por grandes mudanças em seu design, e pode-se dizer que de tudo, só sobrou mesmo o nome. É realmente um novo carro, que agora faz parte do portfólio global da marca e foi totalmente redesenhada e re-estilizada. Gostei muito!

Com aparência robusta, característica de médias e grandes picapes, abandonou as linhas retas e a grade frontal mantém uma aparência imponente junto com os faróis que seguem a mesma linha seguindo para as laterais. Detalhes cromados, exclusivos das versões XLT e Limited, dão um toque de sofisticação. O que pecou um pouco foram as rodas (liga leve 17”), poderiam ter abusado um pouco mais no design para completar o conjunto. O que você achou?

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+ INTERIOR, CONFORTO E TECNOLOGIA

Em seu interior, a nova Ranger Limited vem equipada com bancos de couro e painel luxuoso (mas que merecia ser mais emborrachado). O ar condicionado digital com regulagem de temperatura em duas zonas, quando em dias de altas temperaturas, parece não dar conta de resfriar o ambiente com tanta rapidez – pelo menos no calor de Itu-SP com 36º, sem contar a sensação térmica. Ah, e além do apoio de braço central, tem também um “porta-treco” central com refrigeração que ajudou a manter nossas águas e garantiu a hidratação da equipe durante os dias de gravações, principalmente enquanto ficamos horas parados no trânsito!

Com boa ergonomia, o espaço interno se equipara às suas concorrentes, mas tenho que admitir, quando o assunto é conforto para os passageiros no banco de trás, supera de longe, é realmente espaçoso! Testamos com 4 pessoas e 5 pessoas, e posso dizer que cinco pessoas andam confortáveis por tempo/percursos médios, já para viagens mais longas o ideal são quatro, “sem aperto”. E além disso, uma coisa que gostei bastante foi o controle eletrônico de regulagem do banco, praticidade que não encontrei em nenhuma rival.

Equipada com central multimídia e sistema SYNC de comando de voz, GPS integrado e câmera e sensor de ré, achei que ainda assim, com toda tecnologia, deixou a desejar (e muito) por não ter uma central multimídia com display touch screen e alta qualidade de imagem, pelo padrão do carro. Além disso, achei que a pequena tela de 5” fica longe do campo de visão do motorista, dando a impressão de estar “escondida”, ponto negativo! Em compensação, a câmera de ré (que vai embutida no emblema Ford oval da tampa traseira) com tela no retrovisor interno, é muito útil para estacionar! Pra completar o conjunto, bem que poderia ter também sensor dianteiro de estacionamento, né? Afinal já é uma realidade em rivais.

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+ SEGURANÇA E DIRIGIBILIDADE

Falando de segurança, a picape vem com seis airbags (laterais e de cortina), controle de velocidade em descidas, sistema de freios anti-travamento (ABS), assistência de partida em subidas. Ao contrário de algumas outras caminhonetes que já dirigi da mesma categoria, a Ranger tem uma boa estabilidade em curvas e não “sai de traseira” tão fácil.

Além disso, nas lombadas da cidade ou nas buraqueiras que estamos acostumados por aí, ela não “pula” tanto, e pelo contrário, tem uma suspensão macia. Tanto na cidade quanto na estrada o carro é bom de se dirigir, a direção apesar de não ser eletrônica, se assemelha bastante pela maciez e suavidade, ainda mais pelo peso do carro (3.200 Kg).

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+ MOTOR, CONSUMO, E DESEMPENHO

Para muitos esse é um dos pontos mais importantes, certo? O motor da Ranger Limited que testamos é um Duratorq 3.2 turbodiesel de cinco cilindros. Com turbina de geometria variável e câmbio automático sequencial de 6 marchas, resultam em um conjunto de destaque da categoria, com 200 cv de potência. Na cidade, para saídas e na estrada, para retomadas e ultrapassagens, mostrou que tem torque (47,9 kgfm a 1750 rpm) e responde bem, além disso quando precisamos, colocamos no modo Sport, e a troca de marchas acontecem em rotações mais altas. O que surpreendeu por ser um carro pesado e automático.

Durante a semana de testes rodamos exatos 799 Km, entre cidade e estrada, e tirando uma média a partir daí tivemos um consumo médio de 9 Km/L (urbano) e 11 Km/L (rodovia), bem próximo ao que faz um veículo médio.

+ PREÇO E CUSTO-BENEFÍCIO

Produzida em General Pacheco, uma província de Buenos Aires, na Argentina, a Ford Ranger é vendida no Brasil em 12 versões, sendo duas alternativas de motorização à diesel (2.2 e 3.2), uma a gasolina (2.5 flex), quatro padrões de acabamento (XL, XLS, XLT e Limited), três opções de transmissão (sendo uma automática de seis marchas e duas manuais de 5 e 6), cabine simples e dupla, e trações 4×2 e 4×4.

A Ford nos enviou para teste a versão top de linha, que hoje no país gira em torno dos R$135.000. Sinceramente, o carro agradou bastante e ao mesmo tempo que deixou a desejar em alguns aspectos pontuais citados que poderiam facilmente ser mais elaborados, superou no conjunto do veículo como um todo.

+ NOTAS

DESIGN ★★★★ (4,0)
ACABAMENTO INTERNO ★★★ (3,0)
TECNOLOGIA ★★★ (3,5)
SEGURANÇA ★★★★★ (5,0)
DESEMPENHO ★★★★ (4,0)
CONSUMO ★★★ (3,5)
CUSTO-BENEFÍCIO ★★★★ (4,0)

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+ OPINIÃO DOS EDITORES


O QUE GOSTAMOS?

Eduardo Mikail: Torque e tempo de retomada, achei bem responsiva. Estabilidade e também a câmera de ré no retrovisor (gostei muito).

Eduardo Cavalcanti: Bastante força de arranque e resistência no 4×4.

O QUE NÃO GOSTAMOS?

Eduardo Mikail: Tecnologia do sistema multimídia, me decepcionei pelo padrão do carro.

Eduardo Cavalcanti: Sistema de som simples demais, ar condicionado com baixa potência, não deu conta de resfriar muito em um dia de calor intenso.

COMPRARÍAMOS?

Eduardo Mikail: Levando em consideração design, tecnologia e desempenho, eu ficaria em dúvida entre a Ranger e, na minha opinião, sua principal concorrente, a Amarok.

Eduardo Cavalcanti: Talvez, gosto bastante da categoria e dirijo diariamente uma rival, mas os detalhes de acabamento e robustez dela ainda precisam evoluir um pouco, se aproximando das caminhonetes comercializadas pela Ford nos Estados Unidos.

RECOMENDAMOS?

Eduardo Mikail: Sim, quanto à qualidade do carro nem se discute. E para quem não liga muito para tecnologia interna (que não é o meu caso, deu pra perceber né?!), não vai ser isso que irá influenciar no processo de decisão de compra.

Eduardo Cavalcanti: Recomendo sim, inclusive alguns amigos que também utilizam como carro principal outro carro da mesma categoria, me perguntaram exatamente isso, e eu recomendei! Se eu comprasse uma unidade da mesma, provavelmente faria algumas adaptações no interior do carro para que ficasse do meu agrado!

 

Um que adora passear de carro, e não perde uma oportunidade de “pular pra dentro”, é o Duke – meu Fox Paulistinha – que se divertiu na Ranger. E sim, ele tem Instagram → @DukeTerrier

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E por incrível que pareça, o carro chegou para teste em nosso escritório justamente em uma data especial para mim (Eduardo Mikail), o dia em que eu havia planejado para noivar. Foi uma noite maravilhosa, um jantar emocionante no Terraço Itália, e a Ford Ranger fez parte desse momento 😉

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