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Um engenheiro no Salar de Uyuni: Confira com exclusividade a nossa experiência!


O Salar de Uyuni é o maior deserto de sal do mundo. Localizado no sudoeste da Bolívia, ele também é uma grande obra-prima da natureza. A paisagem incrível é resultado da evaporação dos lagos que existiam na região há milhares de anos. E foi para lá que, cheios de coragem, nos aventuramos desta vez.

Salar de Uyuni
Imagem: Eduardo Mikail | @eduardomikail

Salar de Uyuni: Challenge Accepted!

Nós (minha esposa e eu) sempre quisemos conhecer o Salar de Uyuni. Porém, é preciso ter um pouco de coragem e se desconectar de várias coisas antes de encarar essa aventura. O que nós ouvimos antes de viajar é que as condições por lá são bem diferentes para pessoas que vivem em uma civilização totalmente conectada e dependente de recursos como energia elétrica, internet e fácil obtenção de comida.

Salar de Uyuni
Imagem: Eduardo Mikail | @eduardomikail
Salar de Uyuni
Imagem: Eduardo Mikail | @eduardomikail

Os rumores que rondavam nossa viagem eram os seguintes: os locais para dormir não são bons, não há lugar para banho (quente, então, nem em sonho), a comida é improvisada pelos guias e, por último, não tem sinal de internet. Só por isso já é possível ter uma noção do que deve ser levado na bagagem. Assim, com a mala e o espírito preparados (depois de ter encarado uma viagem pelo Deserto do Atacama, no Chile), resolvemos enfrentar 3 dias pelo deserto da Bolívia.

+ A viagem 

Encarando o deserto

No primeiro dia, passamos pela imigração. O combinado foi encontrar nosso guia e a turma de viagem (composta por três francesas e uma holandesa) na fronteira.

Salar de Uyuni
Imagem: Eduardo Mikail |  @eduardomikail

Para encarar o deserto, foi preciso ir de 4×4. Deixamos a fronteira de carro e nossa primeira parada foi na Laguna Blanca e na Laguna Verde. São duas lagoas antiplânicas que se localizam nas proximidades do Vulcão Lincanbur. A paisagem é indescritível e capaz de tirar o fôlego de qualquer um.

Salar de Uyuni
Imagem: Eduardo Mikail | @eduardomikail

Um lugar surreal

A próxima parada da viagem foi pelo Deserto de Salvador Dali. O nome não é para menos: o lugar parece uma pintura surrealista. Também conhecemos as águas termais de Polque, onde é possível se banhar nas águas superquentes. Porém, devido ao frio, não tivemos coragem (e perdemos a única oportunidade de tomar um banho quente no dia!).

Salar de Uyuni Bolivia
Imagem: Eduardo Mikail | @eduardomikail
Salar de Uyuni Bolivia
Imagem: Eduardo Mikail | @eduardomikail
Salar de Uyuni
Imagem: Eduardo Mikail | @eduardomikail

Outro lugar que conhecemos foi os geysers de Sol de Mañana, onde a água sai a uma temperatura de mais de 90°C com um forte cheiro de enxofre. Para fechar o primeiro dia com chave de ouro, não poderíamos perder uma vista característica da viagem: a cena da Laguna Colorida, onde mais de 30.000 flamingos de 3 espécies dão seu show a mais de 4.500 metros de altura. O momento contemplativo contou não só com os flamingos, mas também com vicuñas (que parecem lhamas) e outros animais.

Salar de Uyuni
Imagem: Eduardo Mikail |  @eduardomikail

Passamos a noite em um albergue com comida fornecida pelo nosso guia. Nós já estávamos preparados para o que encontraríamos na hora de dormir: algo bem distante do conforto ao qual estamos acostumados. Mas esse não foi o principal problema. O que nos perturbou foi o mal da altitude e o frio que assusta qualquer brasileiro acostumado ao calor. Mas, no fundo, nós sabíamos que valeria a pena.

Arbol de Piedra

No segundo dia de viagem, nós acordamos cedo e, após o café da manhã, seguimos para o deserto de Siloli. Nossa primeira parada foi na famosa Arbol de Piedra, uma rocha vulcânica esculpida ao longo do tempo devido aos fortes ventos que atingem a região. Porém, o que nos chamou a atenção foi uma raposa simpática (e faminta) que apareceu por ali em busca de comida fornecida pelos turistas.

Salar de Uyuni
Imagem: Eduardo Mikail |  @eduardomikail
Salar de Uyuni Bolivia
Imagem: Eduardo Mikail |  @eduardomikail

Salar de Chiguana

Passamos o resto do dia da expedição pelo deserto e visitando as Lagunas Honda, Crarcota, Hedionda, até chegar ao Salar de Chiguana, onde encontramos a cabeça de um puma morto pela comunidade local por estar comendo as lhamas e vicuñas da região (que são, além de animais considerados sagrados, a forma de sustento da população).

Salar de Uyuni
Imagem: Eduardo Mikail | @eduardomikail

Ainda do Salar de Chiguana, tiramos algumas fotos em uma antiga linha de trem que cruzava o deserto. Felizmente, passamos a noite em um Hostel de Sal e foi quase um luxo perto do albergue do primeiro dia. As instalações eram melhores (com banho quente!) e, a temperatura e a altitude também nos ajudaram a ter uma noite mais confortável.

Salar de Uyuni
Imagem: Eduardo Mikail | @eduardomikail
Salar de Uyuni Bolivia
Imagem: Eduardo Mikail |  @eduardomikail

Finalmente no Salar de Uyuni

Finalmente, conheceríamos o Salar de Uyuni. Saímos bem cedo porque, assim, seria possível ver os espelhos d’água. Conseguimos ver um pouco e registrar tudo em fotos e vídeos. Com quase 12.000 quilômetros quadrados, o Salar não decepciona e é a cereja do bolo da viagem. Ele é tão maravilhoso quanto esperamos.

Salar de Uyuni Bolivia
Imagem: Eduardo Mikail | @eduardomikail
Salar de Uyuni Bolivia
Imagem: Eduardo Mikail | @eduardomikail
Salar de Uyuni Bolivia
Imagem: Eduardo Mikail | @eduardomikail

Ao entrarmos no Salar de Uyuni, a impressão é de que ele não tem fim. É quase como se sentir perdido na imensidão do mundo, onde você anda rumo ao nada e não chega a lugar nenhum. É como se você se desconectasse do mundo e ficasse inteiramente conectado com a natureza ao seu redor, muitas vezes sem enxergar nada no horizonte.

Salar de Uyuni
Imagem: Eduardo Mikail |  @eduardomikail
Salar de Uyuni Bolivia
Imagem: Eduardo Mikail | @eduardomikail

Uma dica importantíssima (principalmente para os que se perdem com facilidade) é sempre fazer o tour com algum guia experiente. Ouvimos relatos de turistas que tentaram explorar o local sem guia e acabaram perdidos por dias.

No Salar, conhecemos a Isla Incahuasi, uma das 33 ilhas que ficaram expostas após as águas dali evaporarem e escoarem para o oceano há muitos e muitos anos atrás. Lá, os famosos cactos gigantes chegam a mais de 12 metros de altura e são um show a parte.

Salar de Uyuni
Imagem: Eduardo Mikail |  @eduardomikail
Salar de Uyuni Bolivia
Imagem: Eduardo Mikail | @eduardomikail
Salar de Uyuni
Imagem: Eduardo Mikail | @eduardomikail

Infelizmente, a viagem chegou ao fim na parte da tarde quando chegamos à pequena cidade de Uyuni. No mesmo dia, pegamos um voo e embarcamos para o fim do nosso mochilão pela América do Sul: Cusco e Machu Picchu, no Peru.

Confira abaixo nossa viagem relatada em vídeos:

AGRADECIMENTO ESPECIAL AOS PARCEIROS:

GoPro Brasil – Camera Hero 6 Black
Nordweg – Mochila e acessórios
Marriott – Hospedagem em Lima, Peru
Sumaq Hotel – Hospedagem em Machu Picchu, Peru
SanDisk – Cartões SD para câmera e dispositivos de armazenamento
Western Digital – HD externo para backups de conteúdo
Peru Grand Travel – Agência de turismo especializada, Peru
Inca Rail – Transporte de trem para ida e volta de Machu Picchu, Peru
Easysim4u – Chip para celular com internet ilimitada


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