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Pandemia: Anvisa concede o registro definitivo para vacina Pfizer em todo o Brasil

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Nesta terça-feira (23) fomos surpreendidos com uma notícia importante a todo brasileiro: Anvisa concede registro definitivo para vacina Pfizer. Contudo, a compra do imunizante ainda passa por negociação de compra pelo governo federal.

Antônio Barra Torres, diretor da Anvisa, assinou uma nota na qual informa que houve uma análise da vacina que durou dezessete dias. Segundo o diretor, a vacina apresentou qualidade, segurança e eficácia que ratificam o uso do imunizante no país.

Como Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, informo com grande satisfação que, após um período de análise de dezessete dias, a Gerência Geral de Medicamentos, da Segunda Diretoria, concedeu o primeiro registro de vacina contra a Covid 19, para uso amplo, nas Américas.

Antônio Barra Torres, em nota publicada.

Imunizante é o primeiro aprovado por uma autoridade referência da OPAS

OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde) é a agência de saúde mais antiga do mundo. Criada em 1902, é composta por 27 países das Américas. Entretanto,  a Anvisa é o primeiro órgão de referência dessa agência a conceder registro a um imunizante para Covid-19.

Guardem esse nome nas suas memórias: Cominarty. Sim, esse é o nome da vacina Pfizer/Biontech, que teve seu pedido de registro realizado no dia 6 de fevereiro e agora foi aprovado.

No entanto, o imunizante ainda não está disponível no Brasil, a Pfizer anunciou em dezembro que não faria um pedido de uso emergencial de sua vacina no país. Portanto, preferiu aguardar a aprovação do seu registro definitivo junto a Anvisa.

Segundo a Anvisa, este registro “abre caminho para introdução no mercado de uma vacina com todas salvaguardas, controle e obrigações resultantes dessa concessão”.

Além da Pfizer, outro laboratório solicitou a Anvisa a aprovação definitiva de sua vacina, a farmacêutica Astrazeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Entretanto, esse pedido foi realizado no dia 29 de janeiro, porém o imunizante já tem aprovação de uso emergencial aqui no Brasil.

Foto: Carta Capital

Negociação com o Governo

Ainda está em processo de negociação a compra do imunizante, no entanto a farmacêutica exige em seu contrato algumas exigências para venda ao Brasil. Dentre elas, o laboratório exige ao governo a responsabilidade em eventuais efeitos colaterais da vacina.

Portanto, o Brasil ainda não tem doses garantidas do Cominarty, embora seja o primeiro imunizante aprovado.  Contudo, no último comunicado do Ministério da Saúde que esclarecia quais vacinas estão previstas para chegar em 2021, a Pfizer não constava.

Este comunicado apresentou os candidatos que estão com acordos fechados, ou em negociação avançada. Portanto, mesmo tendo seu registro aprovado pela Anvisa, não há previsão conhecida de sua chegada.

 A vacina Pfizer/Biontech

A vacina Pfizer/Biontech é baseada em mRNA, ou seja, utiliza RNA mensageiro sintético em sua composição, que propicia o organismo produzir anticorpos para combater o vírus.

Segundo o laboratório, essa tecnologia de vacina baseada em mRNA foi selecionada pela empresa devido ao seu potencial de alta resposta, segurança e capacidade de rápida produção.

O RNA mensageiro é o responsável por carregar o “algoritmo” de produção de uma proteína do DNA para o ribossomo, onde ela será montada. Porém, o corona vírus não tem DNA, ou seja, armazena seu código genético no seu RNA.

vacina Pfizer

Foto: vacina – agenciabrasil

Diferente de outras formas de produção de vacina que injetam o patógeno enfraquecido no nosso organismo, esse tipo de tecnologia inserem um trecho do código genético. No entanto, o organismo ao receber essa fração do código genético aprende a fabricá-lo.

Existem alguns mitos sobre vacinas baseadas em mRNA e um deles é a alteração do nosso código genético, segundo o cientista e colunista Gustavo Cabral:

 Bastando compreender que o DNA encontra-se em nosso núcleo celular e que o mRNA, usado para desenvolver a vacina, só chega até o citoplasma da célula onde encontra-se com o ribossomo para produzir a proteína do coronavirus. Ou seja, o mRNA usado para desenvolver a vacina não chega nem próximo de nosso DNA, imagina alterá-lo!

Enfim, nos resta agora esperar mais novidades a respeito das vacinas, mas uma coisa podemos afirmar, em meio a grandes crises mundiais os avanços que acontecem em várias esferas é nítido.

João Carlos Batista de Oliveira
Pernambucano, 28 anos, estudante de Engenharia Elétrica de Telecomunicações, pela Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco - POLI/UPE, sempre a procura de evolução. Adora escrever, entusiasta do conhecimento, sempre disposto a ajudar, criativo, cheio de objetivos na vida, amante do cinema e de viajar. Instagram: @joaocbatistaa

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