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Antes de tudo, vegetais em condições adversas não são novidades para profissionais do Agro. Como exemplo, podemos citar chuva em excesso/falta, ventos com velocidades altas, frio extremo ou calor fora do normal, que estes profissionais já enfrentam junto a produtores rurais. O que a NASA pode ajudar no agro?

. Photo Credit: NASA/Kim Shiflett NASA image use policy.

Condições extremas de cultivo

Nasa ao lado do Centro Aeroespacial Alemão, alcançou em abril novos resultados de experimentos da estufa EDEN ISS, localizada na Antártica, sobre técnicas de cultivo em condições extremas para uso por astronautas na Lua ou em Marte.

Foram nove semanas na mais pura escuridão, ou seja, sem luz solar e em temperaturas abaixo dos -50ºC. Mesmo nessas condições, os 10 pesquisadores colheram alface, couve, ervas e brócolis. Você deve estar se perguntando como isso foi possível não é mesmo?

Para essa colheita, foi preciso que na estufa EDEN ISS fossem instaladas luzes artificiais (LED) para permitir o desenvolvimento dos vegetais. Já falamos um pouco sobre esse tipo de cultivo, clique aqui para relembrar sobre!

Photo Credit: NASA/Kim Shiflett NASA image use policy.

Como está a pesquisa atualmente?

A meta é que para o final do ano que vem (dez, 2022) a pesquisa seja direcionada para como futuros astronautas podem cultivar vegetais (alface, pepino, tomate, pimentão e erva) em condições de extremo frio, no menor tempo possível e com a energia que o sistema demanda.

A cientista Jess Bunchek responsável pela EDEN ISS e colocará à prova tecnologias de estufa e variedades de plantas, além de registrar quaisquer efeitos da estufa e sua produção sobre a tripulação isolada no continente gelado.

Com os outros nove membros da tripulação de inverno, é quase como se estivéssemos sozinhos em outro planeta, disse Bunchek.

Colheita

A pesquisadora, que é Botânica, conseguiu semear as sementes, após um recondicionamento técnico da plataforma EDEN ISS. A colheita, que incluiu alface, mostarda, rabanete e ervas diversas, aconteceu no final de abril.

A estufa EDEN ISS usa variedades especialmente robustas que foram selecionadas de experimentos no Kennedy Space Center da NASA para ambiente controlado.

Neste mundo hostil, é fascinante ver a vegetação prosperar sem solo e sob luz artificial, ele disse.

Objetivos?

A missão, que também visa registrar e comparar o crescimento e o rendimento das variedades de cultivo nas condições da estufa da Antártica. Outro objetivo secundário será estudar quais micróbios presentes na estufa ao lado das plantas cultivadas.

No primeiro experimento em 2018, a Eden ISS produziu, em nove meses e meio, 268 quilos de alimentos, sendo 67 quilos de pepino, 117 quilos de alface e 50 quilos de tomate.

Photo Credit: NASA/Kim Shiflett NASA image use policy.

Preocupações de cultivo

Irrigação

Também, será testado um conceito de irrigação, não qualquer tipo de irrigação, já que ele deverá operar em configurações de gravidade zero. O sistema contém a água e a entrega às plantas por um método conhecido como aeropônia (pulverização de solução nutritiva nas raízes sem solo).

Photo Credit: NASA/Kim Shiflett NASA image use policy.

Isso fornecerá uma comparação lado a lado com as plantas crescidas aeroponicamente, disse Ray Wheeler, fisiologista de plantas do Centro Espacial Kennedy da NASA. Na irrigação aeropônica, as raízes das plantas sem solo são regularmente pulverizadas com uma solução nutritiva.

Aprendizados

Estamos otimizando processos e procedimentos. Aprendemos muito sobre como operar uma estufa sob condições extremas. Estamos aplicando tudo isso durante na atual missão, explica o líder do projeto EDEN ISS, Daniel Schubert, do Instituto DLR de Sistemas Espaciais em Bremen.

Esse tipo de estudo pode nos ajudar a entender melhor como adaptar o cultivo de vegetais até grãos. Sabemos que nada muito positivo em relação as mudanças climáticas estão chegando. Esse sistema de cultivo diminuí o uso de químicos (sem contato com patógenos e pragas), usa com melhor racionalidade a água e produz sem luz solar. Ou seja, pode ser acelerado (pelas condições ideais de cultivo).

Isso já evoluiu para pink houses (casas de vegetação com uso do mesmo sistema de suplementação de luz). Já está sendo usado também para suplementação de luz a campo, quando por exemplo temos semanas de dias nublados, o que deixam melhor a relação da planta com hora luz (dias longos e curtos).

Contudo que falamos, o que você achou sobre esse estudo? Ficou com vontade de participar deste estudo como eu (risos)? Só sei que esse tipo de estudo e sistema atrai minha curiosidade. Será o futuro para ambiente urbano? Ou você acha que pode ser de forma geral?


Saiba mais clicando aqui!

ROBÔ EM MARTE!

Guilherme Matos de Carvalho
Catarinense, 22 anos, formado em Técnico em Agropecuária (2016) e graduando em Engenharia Agronômica no Instituto Federal Catarinense Campus Santa Rosa do Sul- SC. Membro dirigente no CREAjr-SC na regional de Araranguá-SC, e Vice presidente no Centro Acadêmico de Agronomia em 2020. Ama o agro, ama escrever e ama se rodear de boas pessoas. Sonhador, fã de games e louco por conhecimento.

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2 Comments

  1. @Guilherme a quantidade produzida foi muito grande! O artigo tem informações extremamente relevantes. Obrigado pela produção.

    1. Vemos um título assim e ao ler “NASA” pensamos em futurismo. Mas a verdade é que se trata de presente. Apesar de estudos muitas vezes controversos, as mudanças em nosso clima são reais e vemos a cada dia. Esse tipo de estudo pode ser aplicado em centros urbanos para geração de alimento, mais natural, em menor escala mas com boa produção. É o inicio, alguma coisa disso vai até para o campo para suplementação de luz, é a tecnologia, Agronomia em prol da sociedade. Obrigado pelo comentário!

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