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Falta de acessibilidade: Vovó alemã constrói rampas de Lego para combater

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A vida de um cadeirante não é simples e a falta de acessibilidade, infelizmente, se faz presente na realidade. Embora o pensamento seja de que na Europa é diferente, a verdade é que nem sempre é assim e os problemas existem.

Rita Ebel, uma vovó alemã, é cadeirante e há 25 anos, porque sofreu um acidente de carro e perder os movimentos das pernas. Bem como, ela resolveu o problema da acessibilidade de uma forma criativa e totalmente inovadora.

Se trata do fato de criar rampas de lego e a falta de acessibilidade está sendo vencida com essa estratégia. Dessa forma, confira a seguir todas as informações sobre essa criação e como a ideia mudou a vida de muitas pessoas.

Rita Ebel resolve a falta de acessibilidade com rampas de Lego

A falta de acessibilidade é algo comum e na cidade de Hanau, na Alemanha, não conta com shoppings e cafeterias acessíveis. Por consequência disso, foi desenvolvida uma solução mais divertida e criativa: rampas de lego.

Rita Ebel é claro e teve a proposta de sensibilizar um pouco as pessoas e permitir que a vida seja sem barreira. Da mesma forma, é uma forma de o dono do estabelecimento entender que o público cadeirante também pode consumir.

Certamente que basta estar vivo para ter o risco de ficar em uma cadeira de rodas, portanto, é importante enxergar esse público de um modo diferenciado. Logo, é válido que os estabelecimentos possam estar totalmente acessíveis.

Vovó alemã constrói rampas de Lego para combater a falta de acessibilidade
Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters

Como se dá o processo de construção?

Ebel é auxiliada pelo marido e passa de duas a três horas, diariamente, construindo as rampas feitas sob medida. Do mesmo modo, é essencial citar que milhares de pequenas peças de plástico são reunidas e, em seguida, coladas.

A construção das rampas, em suma, se destaca no centro da cidade e ninguém passa sem ver a rampa. Por mais que as crianças olhem e tentem desgrudar as peças, são os adultos que tiram fotos com os celulares.

Vencer a falta de acessibilidade é fundamental e essa solução é assertiva, porque não tem o custo elevado. Sendo assim, soluciona o problema com facilidade e ainda movimenta a economia local, trazendo ganhos a todos.

Falta de acessibilidade: O que os comerciantes de Hanau acham da solução de Rita Ebel?

Malika el Harti, uma dona de salão de beleza, moradora de Hanau, comprou algumas rampas e gostou da ideia. Posteriormente, mais pessoas podem entrar e os ganhos aumentam, sendo um investimento no próprio negócio.

Eber depende de doações e o maior desafio é encontrar peças, já que as pessoas não gostam de desfazer desses itens. Logo depois, não é simples de buscar pelo lego, mas, quando Rita encontra, a rampa é feita.

Essa solução pode ser vendida em outros países, já que Rita Eber exportou a ideia para a Suíça e Áustria. A Espanha e os Estados Unidos também têm interesse, porém ainda não concluíram o processo de compra.

O mais interessante dessa ideia é que a falta de acessibilidade está sendo vencida e com uma solução diferente. Assim também, é apenas se inspirar e esperar que chegue ao Brasil, pois Rita Eber teve uma ideia diferenciada.

Eduardo Cavalcanti
Engenheiro Civil de formação, empresário, e atua em diversos mercados. É aficcionado por tecnologia e está sempre em algum lugar diferente do mundo (sim, viajar está entre seus maiores hobbies). Já teve uma época em que não conseguia dormir sem assistir a um episódio do Netflix. Hoje, com o empreendedorismo pulsando em suas veias, usa praticamente todo o seu tempo livre consumindo conteúdos relacionados à cases de sucesso e ao mercado financeiro.

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