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	<title>Diego Cunha Malagueta, Author at Blog da Engenharia</title>
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	<description>Conhecimento Técnico que Transforma</description>
	<lastBuildDate>Thu, 04 May 2023 10:57:19 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Diego Cunha Malagueta, Author at Blog da Engenharia</title>
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		<title>(In)Segurança Energética: um novo prisma para o Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diego Cunha Malagueta]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 May 2023 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia de Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque-topo]]></category>
		<category><![CDATA[eletricidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Estudantes de Engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Interligado Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vamos entender primeiramente os riscos históricos aos quais o Brasil está acostumado a lidar. Para em seguida debater&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Vamos entender primeiramente os riscos históricos aos quais o Brasil está acostumado a lidar. Para em seguida debater o que podemos vivenciar com a transição energética.</p>



<p>O <strong><em>sistema elétrico nacional é hidrotérmico</em></strong>, isso significa ser baseado majoritariamente em hidrelétricas e termelétricas. E estas têm sua operação planejada e gerida em função das sazonalidades das chuvas e dos níveis dos reservatórios.</p>



<h4 id="a-base-do-sistema-eletrico-brasileiro" class="wp-block-heading">A base do sistema elétrico brasileiro</h4>



<p>Devido à alta depedência das hidrelétricas, hoje responsável por cerca de 60% de nossa eletricidade, somos obviamente vulneráveis a eventos climáticos extremos! Essa dependência já foi de 90% nos anos 90. Ou seja, temos experiência e de lá pra cá fomos aprendendo a gerenciar os níveis dos reservatórios ao longo das estações do ano. Complementando com termelétricas em momentos mais secos (poucas chuvas). E de tempos e tempos enfrentamos anos atípicos com baixíssima pluviosidade.</p>



<p>Assim, <strong><em>a gestão dos reservatórios das hidrelétricas é um componente essencial para a segurança energética nacional</em></strong>. E a gestão dos recursos tem como base uma lógica simples (mas não tão fácil de ser aplicada devido as imprevisibilidades envolvidas). </p>



<p>Os reservatórios acumulam água para serem usados conforme necessidade ao longo do tempo. Porém, se eles estiverem muito baixos, nos vemos diante de um dilema que vou ilustrar através de uma metáfora. </p>



<p class="has-green-color has-text-color"><strong>Por exemplo, você leitor chega em casa à noite e fica sabendo que está com pouca água na sua caixa d’água, assim:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>você pode se ver obrigado a decidir se toma banho à noite e torce para cair água da rua ao longo da madrugada para ter água para cozinhar no dia seguinte; </li><li>ou abdica do banho, garantindo assim que cozinha no diz seguinte; </li><li>vale lembrar ainda que usos menos urgentes como lavar roupa fica suspenso por prazo indefinido. Bem como você se preocupa em verificar que nenhuma torneira esteja pingando.</li></ul>



<p>As sazonalidades podem ser observadas tanto ao longo das horas do dia, quanto ao longo das estações do ano. Isso depende do tipo de fonte e de sua localidade. Sendo  assim, configuram-se em problemas distintos.</p>



<h4 id="gestao-de-reservatorio-e-um-problema-de-energia-e-nao-de-potencia" class="wp-block-heading">Gestão de reservatório é um problema de energia e não de potência</h4>



<p class="has-green-color has-text-color"><strong>Extrapole essa situação para uma nação e relembremos crises hídricas históricas, que tiveram algumas medidas de solução e controle como:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>aumento da tarifa elétrica (caso da bandeira vermelha) para induzir ao uso mais racional e eficiente do consumidor, evitando desperdícios;</li><li>incentivo ao racionamento (redução da tarifa elétrica para quem diminuísse seu consumo em relação ao seu histórico. Uma estratégia inversa à anterior, mas com a mesma finalidade);</li><li>aumento da geração por parte das termelétricas (mais caras e que aumentam também a conta de luz);</li><li>cortes programados de fornecimento por hora e região;</li><li>ou, na ausência ou insucesso das medidas de solução, enfrentar apagões não programados quando a demanda aumentasse acima da capacidade de oferta naquela instante. Ou seja, levando a uma sobrecarga do sistema.</li></ul>



<p>Somente neste século já enfrentamos três grandes momentos de crise hídrica em diferentes magnitudes, 2001, 2014-15, 2020-21. E a principal estratégia para aumentar a resiliência do sistema (e um sistema mais resiliente aumenta a segurança energética) é a diversificação da matriz.</p>



<p class="has-green-color has-text-color"><strong>Diversificação não significa apenas maior diversidade de fontes em si, mas também sua dispersão pelo território nacional.</strong> </p>



<p>Afinal, reservatórios de bacias hidrográficas diferentes podem presenciar regimes de chuvas diferentes. Estando um deles com reservatórios mais cheios, enquanto outra bacia esteja com níveis mais baixos. A mesma lógica vale para o regime de ventos necessários para a eólica. Pois há diferenças no regime de ventos entre o Sul e Nordeste, bem como onshore e offshore. </p>



<p>Há também a sazonalidade de diferentes biomassas, pois cada uma delas possui seu regime de safra e entressafra, regiões de cultivo etc. Afinal, somos um país de dimensões continentais.</p>



<h4 id="fontes-intermitentes-podem-aumentar-o-risco-de-problemas-de-potencia" class="wp-block-heading">Fontes intermitentes podem aumentar o risco de problemas de potência</h4>



<p>Entretanto, <strong><em>a expansão das renováveis intermitentes vem redesenhando a matriz energética de vários países</em></strong>, e com o Brasil não é diferente. Uma característica da eólica e da solar (focando nos casos comerciais tradicionais) é que não escolhemos quando elas geram, seu funcionamento é dado pela natureza. E portanto, tem de ser entregue para os sistemas de transmissão e distribuição naquele instante. Caso contrário, aquela energia seria desperdiçada.</p>



<h3 id="e-qual-o-problema-disso" class="has-green-color has-text-color wp-block-heading"><strong>E qual o problema disso?</strong></h3>



<p>No momento que solar e eólica entram no sistema, outras fontes que estavam operando têm de ser desligadas. E o inverso também ocorre, tendo de ser religadas quando as intermitentes param de produzir eletricidade.</p>



<p>Um exemplo bem regular é ao entardecer/anoitecer. Quando todos os painéis solares param de funcionar praticamente ao mesmo tempo, num movimento drástico de desligamento, que tem de ser suprido pelas demais fontes.</p>



<p>Por enquanto isso não é um problema nacional, sequer regional, pois a solar no país ainda está em torno de 5% da geração anual. Entretanto em expansão vertiginosa (vide Figura 1), como já abordado por este autor em &#8220;<a href="https://blogdaengenharia.com/engenharia/engenharia-de-energia/energia-solar-nao-e-apenas-painel-fotovoltaico/">Energia Solar não é apenas Painel Fotovoltaico</a>&#8220;.</p>



<h5 id="evolucao-da-potencia-instala-de-fotovoltaica" class="has-text-align-center wp-block-heading">Evolução da Potência Instala de Fotovoltaica</h5>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="794" height="1024" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2023/04/Infografico-Absolar-794x1024.jpg" alt="" class="wp-image-89048" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2023/04/Infografico-Absolar-794x1024.jpg 794w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2023/04/Infografico-Absolar-233x300.jpg 233w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2023/04/Infografico-Absolar-768x991.jpg 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2023/04/Infografico-Absolar-9x12.jpg 9w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2023/04/Infografico-Absolar-380x490.jpg 380w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2023/04/Infografico-Absolar-800x1032.jpg 800w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2023/04/Infografico-Absolar.jpg 992w" sizes="(max-width: 794px) 100vw, 794px" /><figcaption>Figura 1 – Fonte: <a href="https://www.absolar.org.br/mercado/infografico/">ABSOLAR (2023)</a></figcaption></figure>



<p>De todo modo, essa expansão é desigual na geografia da cidade, afinal é um custo que poucos brasileiros podem se dar ao luxo de ter. Sendo assim, certos bairros de alta concentração de renda já podem trazer instabilidade para certas distribuidoras, e as soluções para esses problemas têm de ser pensadas desde já pelo poder público e órgãos reguladores.</p>



<p><em><strong>Diferentemente do problema de energia dos reservatórios, os efeitos provenientes da intermitência configuram um problema de curva de potência.</strong></em> A Figura 2 ilustra  o caso da Califórnia, mostrando exemplos ocorridos em maio de 2018 e abril de 2023, e seu agravamento nesse tempo. Devido a diferentes desenhos da curva presenciada em cada matriz, ela costuma receber nomes exóticos, como Curva de Pato, Curva de Ness, Curva em Canyon em alusão a animais reais ou fantasiosos, ou formações geológicas.</p>



<h5 id="exemplo-de-curvas-de-potencia-na-california" class="has-text-align-center wp-block-heading">Exemplo de curvas de potência na Califórnia</h5>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="589" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2023/05/canyon-curve-02-1024x589.jpeg" alt="" class="wp-image-89408" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2023/05/canyon-curve-02-1024x589.jpeg 1024w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2023/05/canyon-curve-02-300x173.jpeg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2023/05/canyon-curve-02-768x442.jpeg 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2023/05/canyon-curve-02-18x10.jpeg 18w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2023/05/canyon-curve-02-380x219.jpeg 380w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2023/05/canyon-curve-02-800x460.jpeg 800w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2023/05/canyon-curve-02.jpeg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Figura 2  &#8211; Fonte <a href="https://www.powermag.com/epri-head-duck-curve-now-looks-like-a-canyon/">Powermag</a></figcaption></figure>



<p>Quaisquer que sejam os desenhos das curvas, elas se caracterizam pela variação de carga em um pequeno intervalo de tempo, causando um repentino descolamento entre oferta e demanda. Esse descolamento pode ocasionar instabilidades na rede, queima de aparelhos, ou até mesmo pequenos apagões em bairros/regiões. Afetando assim a segurança energética no mínimo de parte da rede de distribuição.</p>



<h4 id="e-quais-as-solucoes-hoje-e-futuras" class="wp-block-heading">E quais as soluções hoje e futuras?</h4>



<p><strong>Paradoxalmente,</strong> a expansão em várias matrizes pelo mundo de uma fonte renovável como a solar, que visa combater as emissões de gases de efeito estufa, levou também à expansão de termelétricas a gás natural (caso da Espanha por exemplo).</p>



<p>Termelétricas à gás, especialmente em arranjo de ciclo aberto é uma das melhores escolhas tecnológicas para compensar essa intermitência, pois é uma planta de resposta bem rápida, ligando e desligando em minutos. Entretanto, além de poluidoras, possuem menor eficiência e maior custo que arranjos mais complexos.</p>



<p>Para o futuro, vários países ou regiões do mundo apostam na expansão de plantas de armazenamento através de baterias, tecnologias que não deixam de ser nocivas ao meio ambiente, mas sua escolha se dá por ser menos emissora que as térmicas a gás (rota escolhida pela Califórnia).</p>



<p>Já para o Brasil, que sequer vivencia esse problema ainda, o próprio sistema hidrotérmico já existente apresenta uma boa resiliência que permite absorver bem a inicial expansão dessas intermitentes.</p>



<p>Entretanto, devido a imprevisilibilidade dos regimes de chuva, convém que o poder público incorpore em seu planejamento as redundâncias necessárias para garantir a segurança do suprimento diante da transição energética no médio/longo prazo. </p>



<p class="has-green-color has-text-color"><strong>Esta coluna focou em aspectos técnicos e operacionais da segurança energética. Em outra ocasião olharemos pelo prisma geopolítico e de soberania nacional&#8230; Aguardem!</strong></p>



<p><a href="https://blogdaengenharia.com/engenharia/o-maior-desafio-da-transicao-energetica-em-curso/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Se você ainda não me conhece como autor deste Blog, veja minha primeira matéria, sobre Transição Energética, clicando aqui.</a></p>
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		<item>
		<title>Energia Solar não é apenas Painel Fotovoltaico</title>
		<link>https://blogdaengenharia.com/engenharia/engenharia-de-energia/energia-solar-nao-e-apenas-painel-fotovoltaico/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=energia-solar-nao-e-apenas-painel-fotovoltaico</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Diego Cunha Malagueta]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Sep 2022 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia de Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existem 3 principais categorias de tecnologia para aproveitamento solar: fotovoltaica, coletores e concentradores. Cada uma mais apropriada para diferentes finalidades, porte, e vivendo momentos de mercado distintos.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Sol, e portanto, a energia solar, é na verdade a origem da maioria das formas de energia que conseguimos aproveitar em nosso planeta. </p>



<p>Seja provocando os gradientes de temperatura que ocasionam ventos e correntes marítimas. Também evaporam a água que geram as chuvas, alimentando os reservatórios das hidrelétricas. Garantem a fotossíntese das plantas, fazendo crescer a biomassa usada não apenas como alimento, mas que também queimamos para os mais variados objetivos. </p>



<p>Até mesmo o combustível fóssil! Que nada mais é do que a biomassa de milhões de anos que fossilizaram e deram origem a carvão, petróleo e afins. Ou seja, ao queimar petróleo e derivados, estamos usando parte da energia solar que chegou ao planeta eras atrás, foi convertida em cadeias de carbono, e tanto tempo depois são liberadas na atmosfera novamente (e é por isso que estamos alterando o balanço de CO2 na atmosfera, mas isto pode ser tema de outra matéria um dia).</p>



<h4 id="paineis-fotovoltaicos-vivem-um-otimo-momento" class="wp-block-heading">Painéis fotovoltaicos vivem um ótimo momento</h4>



<p>Mas quando nos referimos a tecnologias para aproveitamento do recurso solar, visamos captar a irradiação solar quando disponível e aproveitá-la no mesmo instante, ou em curto prazo de tempo. E, neste caso, imagino que a primeira imagem que venha a cabeça do leitor sejam os <strong><em>painéis solares</em></strong> que geram eletricidade e se espalharam pelos telhados de quase qualquer município do país nos últimos anos, conforme Figura 1, da ABSOLAR.</p>



<h5 id="evolucao-da-potencia-instala-de-fotovoltaica" class="has-text-align-center wp-block-heading">Evolução da Potência Instala de Fotovoltaica</h5>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="1068" height="1327" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/grafico-absolar.jpeg" alt="Evolução da Potência Instala de Fotovoltaica" class="wp-image-84249" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/grafico-absolar.jpeg 1068w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/grafico-absolar-241x300.jpeg 241w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/grafico-absolar-824x1024.jpeg 824w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/grafico-absolar-768x954.jpeg 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/grafico-absolar-10x12.jpeg 10w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/grafico-absolar-380x472.jpeg 380w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/grafico-absolar-800x994.jpeg 800w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/grafico-absolar-600x746.jpeg 600w" sizes="(max-width: 1068px) 100vw, 1068px" /><figcaption>Figura 1 &#8211; Fonte: ABSOLAR (2022)</figcaption></figure></div>


<p>Somando plantas centralizadas com a geração distribuída em projetos de mini e microgeração, a potência instalada do país saltou de 1,1GW em 2017 para mais de 17GW em julho de 2022, conforme Figura 1. E antes disso, os valores eram irrisórios.* </p>



<p>Esse crescimento vertiginoso não foi um caso particular do Brasil, é na verdade consequência de uma drástica queda do preço dos painéis fotovoltaicos no mundo na última década. (Veja um comparativo da evolução dos custos da Fotovoltaica comparada com outras renováveis: solar concentrada, e eólicas onshore e offshore na Figura 2.)</p>



<p>Tendo assim se tornado competitivo com os preços da eletricidade pro consumidor em vários países, mesmo com variações de geração em função das condições geográficas.</p>



<h5 id="evolucao-dos-custos-de-algumas-renovaveis-no-mundo-desde-2010" class="has-text-align-center wp-block-heading">Evolução dos custos de algumas renováveis no mundo desde 2010</h5>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Solar-Fotovoltaica.jpg" alt="Evolução dos custos de algumas renováveis no mundo desde 2010" class="wp-image-84292" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Solar-Fotovoltaica.jpg 1024w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Solar-Fotovoltaica-300x225.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Solar-Fotovoltaica-768x576.jpg 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Solar-Fotovoltaica-16x12.jpg 16w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Solar-Fotovoltaica-200x150.jpg 200w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Solar-Fotovoltaica-260x195.jpg 260w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Solar-Fotovoltaica-380x285.jpg 380w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Solar-Fotovoltaica-800x600.jpg 800w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Solar-Fotovoltaica-600x450.jpg 600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Figura 2 &#8211; Fonte: World Energy Transitions Outlook 2022, IRENA </figcaption></figure></div>


<h4 id="uma-forma-mais-simples-e-mais-antiga-do-aproveitamento-solar-e-na-forma-de-calor" class="wp-block-heading">Uma forma mais simples e mais antiga do aproveitamento solar é na forma de calor</h4>



<p>Entretanto, existem outras formas de captação do recurso solar, que já eram comerciais bem antes dos painéis FV, que são os <strong><em>coletores solares para aquecimento</em></strong>. O aquecimento pode ser de água para banhos e piscinas, ou do ar ambiente (sendo esse segundo caso comum em países frios, o que não é nossa realidade).</p>



<p>As Figuras 3 e 4 mostram alguns modelos existentes no mercado. No primeiro, a água aquecida ao passar pelo coletor é armazenada em um tanque com bom isolamento térmico. Assim, o reservatório pode manter a água entre 40ºC e 80ºC mesmo durante a noite.</p>



<h5 id="coletor-de-aquecimento-solar-residencial" class="has-text-align-center wp-block-heading">Coletor de aquecimento solar residencial</h5>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="399" height="314" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Coletor-telhado.jpg" alt="Coletor de aquecimento solar residencial" class="wp-image-84295" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Coletor-telhado.jpg 399w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Coletor-telhado-300x236.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Coletor-telhado-15x12.jpg 15w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Coletor-telhado-380x299.jpg 380w" sizes="(max-width: 399px) 100vw, 399px" /><figcaption>Figura 3 &#8211; Fonte: Pixabay</figcaption></figure></div>


<h5 id="aquecimento-solar-de-piscina" class="has-text-align-center wp-block-heading">Aquecimento solar de piscina</h5>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="612" height="408" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Piscina-solar.jpeg" alt="Aquecimento solar de piscina" class="wp-image-84296" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Piscina-solar.jpeg 612w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Piscina-solar-300x200.jpeg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Piscina-solar-18x12.jpeg 18w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Piscina-solar-380x253.jpeg 380w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Piscina-solar-600x400.jpeg 600w" sizes="(max-width: 612px) 100vw, 612px" /><figcaption>Figura 4 &#8211; Fonte: Pixabay</figcaption></figure></div>


<p>O “calcanhar de Aquiles” desses sistemas é que nos dias mais quentes ele atinge as maiores temperaturas, quando em geral se toma banhos mais frescos. Enquanto nos dias mais frios e chuvosos, a água é pouco aquecida e queremos banho mais quente.</p>



<p>Sendo assim, há a necessidade de complementar o aquecimento em parte do inverno. Bons projetos costumam atender a 75% da demanda de água quente ao longo do ano através do recurso solar. E o complemento necessário pode ser atendido pelo próprio sistema, que costuma ter um termostato e um boiler elétrico automáticos.</p>



<p class="has-green-color has-text-color"><strong>A economia trazida pelo sistema é mais vantajosa em locais que usam chuveiro elétrico, pois onde há acesso ao gás, este é mais barato que a eletricidade.</strong></p>



<p>Já o aquecimento para piscinas requer, obviamente, muito mais área de coletores, conforme visto na Figura 4, e visa aquecer um volume muito maior de água. Por outro lado, a temperatura da água de piscina é mais baixa que para banho. Para fins recreativos a recomendação dada por norma da ASHRAE é entre 24ºC e 29ºC.</p>



<p class="has-green-color has-text-color"><strong>Ou seja, o objetivo de um projeto do tipo é aumentar a frequência de dias no ano nos quais a piscina esteja agradável para uso, e tem no setor de turismo seu principal mercado no país.</strong></p>



<h4 id="bem-antes-da-fv-o-brasil-ja-usa-calor-do-sol-para-tomar-banho" class="wp-block-heading">Bem antes da FV, o Brasil já usa calor do Sol para tomar banho</h4>



<p>O mercado de aquecimento solar é acompanhado pela ABRASOL (<a aria-label="undefined (opens in a new tab)" href="https://abrasol.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Pesquisa-de-Producao-e-Vendas-de-2021-ano-base-2020.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Associação Brasileira de Energia Solar Térmica</a>), Figura 5. Se a Fotovoltaica começa a entrar no país significativamente em 2017, vê-se pela figura que a térmica solar tem o ano de 2001 como seu marco.</p>



<h5 id="evolucao-do-mercado-de-aquecimento-solar-no-brasil" class="has-text-align-center wp-block-heading">Evolução do mercado de aquecimento solar no Brasil</h5>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1136" height="649" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/aquecimento-solar-no-brasil-v02.png" alt="Evolução do mercado de aquecimento solar no Brasil" class="wp-image-84299" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/aquecimento-solar-no-brasil-v02.png 1136w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/aquecimento-solar-no-brasil-v02-300x171.png 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/aquecimento-solar-no-brasil-v02-1024x585.png 1024w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/aquecimento-solar-no-brasil-v02-768x439.png 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/aquecimento-solar-no-brasil-v02-18x10.png 18w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/aquecimento-solar-no-brasil-v02-380x217.png 380w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/aquecimento-solar-no-brasil-v02-800x457.png 800w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/aquecimento-solar-no-brasil-v02-600x343.png 600w" sizes="(max-width: 1136px) 100vw, 1136px" /><figcaption>Figura 5 &#8211; em zul área nova adicionada por ano; em amarelo área acumulada &#8211; Fonte: ABRASOL</figcaption></figure></div>


<p>E assim, a primeira década deste século presenciou no geral uma expansão cada vez maior a cada ano, que parece ter atingido um platô a partir de 2012, em torno do qual oscila desde então. </p>



<p>Além das aplicações já citadas,<strong><em> o calor pode ser usado para outros fins, inclusive industriais</em></strong>, apesar deste ainda ser um mercado bem pequeno com cerca de 5%, conforme apresentado pela ABRASOL na Figura 6. E, portanto, ainda dominado pelo uso residencial, que corresponde a 70% do mercado.</p>



<h5 id="segmentos-de-mercado-da-energia-solar-termica" class="has-text-align-center wp-block-heading">Segmentos de Mercado da energia solar térmica</h5>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="832" height="449" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/segmento-de-mercado-v02-1.png" alt="Segmentos de Mercado da energia solar térmica" class="wp-image-84306" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/segmento-de-mercado-v02-1.png 832w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/segmento-de-mercado-v02-1-300x162.png 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/segmento-de-mercado-v02-1-768x414.png 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/segmento-de-mercado-v02-1-18x10.png 18w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/segmento-de-mercado-v02-1-380x205.png 380w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/segmento-de-mercado-v02-1-800x432.png 800w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/segmento-de-mercado-v02-1-600x324.png 600w" sizes="(max-width: 832px) 100vw, 832px" /><figcaption>Figura 6 &#8211; Fonte: ABRASOL</figcaption></figure></div>


<p>O mercado de aquecimento solar continua sendo promissor, pois apesar de não dar retornos tão altos quanto o fotovoltaico, requer menores custos de capital. O que o torna atrativo para quem tem menos dinheiro disponível, ainda mais no cenário de aumento de juros, onde os financiamentos ficam mais caros também.</p>



<p>Ao olharmos para o cenário em torno da fotovoltaica, tem-se alguns parâmetros um pouco desfavoráveis:</p>



<p>1º &#8211; alguns especialistas apontam que os menores preços dos painéis já aconteceram. A mineração de vários dos metais necessários para a fabricação dos painéis tem sinalizado aumento de custos ao terem de ir para jazidas menos acessíveis, ou de maiores impurezas.</p>



<p>2º &#8211; o marco da GD, trazido pela Lei 14.300, imputará maiores custos de instalação e transação para projetos novos a partir de janeiro de 2023.</p>



<p>3º &#8211; praticamente todos os equipamentos (especialmente os mais caros) são importados, enquanto no setor de aquecimento há peças e componentes nacionais. Ou seja, a FV sofre maiores efeitos do câmbio.</p>



<p class="has-green-color has-text-color"><strong>Nada disso tornará o investimento em fotovoltaica ruim. Mas ele será menos vantajoso nos próximos 2 anos por exemplo, do que foi nos últimos 2 anos.</strong></p>



<p>Sendo assim, na visão deste autor, devemos presenciar um arrefecimento da expansão da solar GD a partir do segundo semestre do ano que vem. &nbsp;Enquanto a solar térmica deve permanecer no seu ritmo, podendo vir a expandir no intervalo de 2 a 5 anos, em particular no setor industrial.</p>



<p>O mercado para a solar térmica na indústria ainda tem muito potencial a explorar. Especialmente devido às necessidades de redução de consumo de combustíveis fósseis e de lenha (proveniente de desmatamento ilegal).</p>



<h4 id="concentradores-solares-sao-capazes-de-atingir-altas-temperaturas-e-assim-gerar-eletricidade" class="wp-block-heading">Concentradores Solares são capazes de atingir altas temperaturas e assim gerar eletricidade</h4>



<p>Nesses ramos, além das tecnologias já mostradas, há também os <em><strong>concentradores solares</strong></em>. Através do uso de lentes ou espelhos, usam-se maiores áreas de captação, que direcionam os feixes de luz para áreas menores de recepção. Essas altas taxas de concentração levam essas tecnologias a atingirem temperaturas bem maiores, podendo passar de 400ºC. Vide Figura 7.</p>



<h5 id="as-4-principais-tecnologias-de-concentradores-solares" class="has-text-align-center wp-block-heading">As 4 principais tecnologias de concentradores solares</h5>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="584" height="209" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Tecnologias-CSP.png" alt="As 4 principais tecnologias de concentradores solares" class="wp-image-84309" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Tecnologias-CSP.png 584w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Tecnologias-CSP-300x107.png 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Tecnologias-CSP-18x6.png 18w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/Tecnologias-CSP-380x136.png 380w" sizes="(max-width: 584px) 100vw, 584px" /><figcaption>Figura 7 &#8211; Fonte: Agência Internacional de Energia</figcaption></figure></div>


<p>Os concentradores solares já se provaram tecnologicamente viáveis, porém, economicamente ainda enfrentam desafios. Sendo boas soluções em situações particulares de abundância do recurso solar, escassez de outros recursos, e/ou incentivos político-econômicos específicos.</p>



<p>Além de gerarem calor para processos industriais (aplicação ainda incomum no mundo), <strong><em>essas plantas são ótimas para geração de energia elétrica</em></strong>, podendo acumular calor em tanques e operarem por várias horas, mesmo em dias chuvosos ou durante a noite. Após a obtenção do calor, sua operação é similar a termelétricas tradicionais, gerando vapor para operação de turbinas.</p>



<p>Conhecidos como CSP (Concentrated Solar Power), potências como Espanha, EUA e China são os líderes mundiais em potência instalada, respectivamente. Mas entre economias emergentes, Marrocos, África do Sul, e nosso vizinho Chile têm posição de destaque.</p>



<p>Aliás, o Chile inaugurou recentemente uma das maiores e mais modernas plantas CSP, uma torre solar com 250 metros de altura e 110MW no complexo solar Cerro Dominador, vide Figura 8.</p>



<h5 id="torre-solar-de-cerro-dominador-chile" class="has-text-align-center wp-block-heading">Torre Solar de Cerro Dominador &#8211; Chile</h5>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1600" height="800" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/acciona-cerro-dominador-torre-solar-chile.jpg" alt="Torre Solar de Cerro Dominador - Chile" class="wp-image-84310" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/acciona-cerro-dominador-torre-solar-chile.jpg 1600w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/acciona-cerro-dominador-torre-solar-chile-300x150.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/acciona-cerro-dominador-torre-solar-chile-1024x512.jpg 1024w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/acciona-cerro-dominador-torre-solar-chile-768x384.jpg 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/acciona-cerro-dominador-torre-solar-chile-1536x768.jpg 1536w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/acciona-cerro-dominador-torre-solar-chile-18x9.jpg 18w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/acciona-cerro-dominador-torre-solar-chile-380x190.jpg 380w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/acciona-cerro-dominador-torre-solar-chile-800x400.jpg 800w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/acciona-cerro-dominador-torre-solar-chile-1160x580.jpg 1160w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/08/acciona-cerro-dominador-torre-solar-chile-600x300.jpg 600w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><figcaption>Figura 8 &#8211; Fonte: <a href="https://helioscsp.com/cerro-dominador-solar-thermal-plant-inaugurated-in-chile/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">helioscsp.com</a></figcaption></figure>



<p>Infelizmente o Brasil só possui projetos piloto e de demonstração por enquanto. Mas é certo que farão parte da nossa matriz elétrica, no mais tardar na próxima década, provavelmente no sertão nordestino, onde estão nossos melhores índices de irradiação solar.</p>



<p><strong>Portanto, podemos dividir as tecnologias vistas aqui em 3 categorias de equipamentos:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>painéis fotovoltaicos (que convertem a irradiação diretamente em energia elétrica);</li><li>coletores solares (capazes de aquecer água, ar ou outros fluidos, para usos entre 40ºC e 150ºC);</li><li>concentradores solares (que geram calor de 250ºC a 600ºC, cuja principal aplicação é gerar eletricidade a partir deste calor) .</li></ul>



<p>Assim, o crescimento que vemos no uso do recurso solar está apenas começando e essa fonte renovável terá papel essencial nas transformações das matrizes energéticas no Brasil e no mundo ao longo deste século. Sendo uma possibilidade de economia para consumidores, e oportunidades de mercado para investidores, comerciantes e start-ups.</p>



<p><strong>Um abraço a todos e até breve.</strong></p>



<p><a href="https://blogdaengenharia.com/engenharia/o-maior-desafio-da-transicao-energetica-em-curso/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">Se você ainda não me conhece como autor deste Blog, veja minha primeira matéria, sobre Transição Energética, clicando aqui. </a></p>



<p>* (obs: enquanto este texto é redigido em agosto de 2018, esse valor já passou dos 18GW)</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O maior desafio da Transição Energética em curso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diego Cunha Malagueta]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jun 2022 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque-topo]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[Energia elétrica]]></category>
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		<category><![CDATA[Energia Solar]]></category>
		<category><![CDATA[energias renovaveis]]></category>
		<category><![CDATA[gás Natural]]></category>
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		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A civilização tem pela frente o desafio de garantir energia e qualidade de vida para quem ainda não possui acesso e para os que virão com o crescimento populacional. E ao mesmo tempo, reduzir drasticamente o consumo de combustíveis fósseis. Confira aqui a magnitude desse desafio.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma apresentação conjunta do próprio colunista e das transições energéticas passadas. Para ao final compreendermos qual a grande diferença da atual transição em comparação com as anteriores: a necessidade de redução de consumo em paralelo com o crescimento populacional. <strong><span class="has-inline-color has-green-color">Algo jamais vivenciado pela civilização em escala global</span></strong>.</p>



<p>Minha estreia como colunista se dá através de uma narrativa do meu aprendizado, relação e entendimento do papel das transições energéticas nos saltos de desenvolvimento da civilização humana. Desde a agricultura até a transição que se coloca atualmente como necessária na direção de um mundo mais calcado nas energias renováveis. </p>



<h4 id="um-pouco-da-minha-trajetoria" class="wp-block-heading">Um pouco da minha trajetória</h4>



<p>Afinal, para que vocês tenham interesse naquilo que tenho a dizer sobre a área, acho importante que me conheçam um pouco. Que saibam como eu me tornei um pesquisador, especialista e professor. E assim, estudo e leciono temas como: energias fósseis, renováveis, políticas públicas para o setor, economia da energia e do meio ambiente.</p>



<p>Sempre tive gosto pelo saber em diversas áreas, mas meu fascínio era maior por física e biologia. Acabei fazendo vestibular para engenharia mecânica e para biologia, e escolhendo cursar o primeiro. </p>



<p>Ainda durante a graduação flertei com a física. Mas optei por me fixar mesmo na engenharia por entender que um físico olha para os fenômenos de transformação da energia visando compreendê-los e explicá-los, enquanto nós engenheiros visamos dominá-los para assim utilizarmos esses processos para um propósito.</p>



<h4 id="todo-processo-para-obtencao-de-um-produto-ou-servico-entrega-tambem-rejeitos" class="wp-block-heading">Todo processo para obtenção de um produto ou serviço entrega também rejeitos</h4>



<p>Ou seja, olhamos para toda atividade humana, em especial para produtos ou serviços, como podendo ser modelada e entendida por um processo que depende de insumos para nos entregar um efeito desejado. </p>



<p>Podemos ainda quebrar estes insumos entre duas parcelas: as matérias-primas, e <strong><span class="has-inline-color has-green-color">energia</span></strong> ou trabalho. </p>



<p>Enquanto que para obter os efeitos desejados, também são entregues outros efeitos que não eram o objetivo, podendo ser positivos ou negativos. E em última instância, tudo aquilo que não tem serventia, torna-se enfim <strong><span class="has-inline-color has-green-color">rejeito</span></strong>.</p>



<p>Sendo assim, grande parte do desafio da humanidade, até mesmo do ponto de vista biológico e evolutivo (e isso se expande pros demais seres vivos) é energético. O balanço alimentar: como ser mais eficiente na relação entre o gasto de energia para se obter alimentos, e o quanto o alimento fornece de energia.</p>



<h4 id="alem-de-alimentos-a-agricultura-nos-prove-tempo" class="wp-block-heading">Além de alimentos, a agricultura nos provê tempo</h4>



<p>E a agricultura e pecuária nascem daí. Nascem do objetivo de diminuir o tempo despendido em traslados, caçadas e coletas de alimentos, por um cultivo que ocorresse no entorno de suas habitações. </p>



<p><strong>Essa grande revolução traz inúmeros efeitos, dentre eles:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Maior produção per capita de alimentos, garantindo a sobrevivência de mais pessoas;</li><li>Os excedentes de produção passam a poder ser trocados com outras pessoas e territórios, levando ao início do comércio;</li><li>O tempo ganho com esse aumento de eficiência na obtenção dos alimentos torna-se <strong><span class="has-inline-color has-green-color">tempo livre</span></strong>! E essa liberdade passa a ser utilizada na criação e invenção de ferramentas, processos, escrita&#8230; Estando intrinsicamente ligada ao desenvolvimento da civilização.</li></ul>



<p>Ao demandar de recursos naturais e descartar os mais variados rejeitos de volta para o meio, percebemos que estamos circunscritos dentro de limites do planeta.</p>



<p>E foi essa percepção que me motivou a buscar na pós-graduação um curso interdisciplinar. Curso este que abrangesse conceitos de economia, biologia, meio ambiente. Mas que ainda estivesse dentro da engenharia, visando compreender essa intrincada faceta multidisciplinar do setor energético. </p>



<p>E assim, em meu mestrado em Planejamento Ambiental, foquei meus estudos na discussão da <strong><span class="has-inline-color has-green-color">finitude do petróleo</span></strong>. E que à época expandia suas fronteiras tecnológicas de exploração a petróleos até então chamados de não-convencionais. Eram as areias betuminosas do Canadá e a descoberta do pré-sal brasileiro.</p>



<h4 id="vivemos-ainda-a-era-do-petroleo" class="has-text-align-left wp-block-heading">Vivemos ainda a era do Petróleo</h4>



<p>Pois antes de entendermos os papéis das energias alternativas, é essencial compreendermos primeiramente o histórico e estado que se encontram as principais e já consolidadas fontes de energia. </p>



<p>Sejam estas fontes, renováveis como a <strong><span class="has-inline-color has-green-color">hídrica</span></strong>, de baixíssima emissão de carbono como a <strong><span class="has-inline-color has-green-color">nuclear</span></strong>, ou os combustíveis <strong><span class="has-inline-color has-green-color">fósseis</span></strong> que dominam o consumo mundial desde o início do século XX. </p>



<p>Tanto que  mais de 80% de toda energia consumida no mundo ainda vem de combustíveis fósseis. Para deixar de lado os efeitos da pandemia, observemos a matriz energética mundial em 2019, conforme dados apresentados no Gráfico 1 proveniente da <a aria-label="undefined (opens in a new tab)" href="https://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/matriz-energetica-e-eletrica" target="_blank" rel="noreferrer noopener">EPE</a> (Empresa de Pesquisa Energética).</p>



<h5 id="matriz-energetica-mundial-por-fontes-2019" class="has-text-align-center wp-block-heading">Matriz Energética Mundial por Fontes 2019</h5>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/Matriz-Energetica-Mundial-2019-site-EPE.png" alt="transição" class="wp-image-82623" width="475" height="383" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/Matriz-Energetica-Mundial-2019-site-EPE.png 485w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/Matriz-Energetica-Mundial-2019-site-EPE-300x242.png 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/Matriz-Energetica-Mundial-2019-site-EPE-15x12.png 15w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/Matriz-Energetica-Mundial-2019-site-EPE-380x306.png 380w" sizes="(max-width: 475px) 100vw, 475px" /><figcaption>Gráfico 1. Fonte: EPE (2021)</figcaption></figure></div>



<p>Portanto, retornemos a meados do século XIX. O planeta tinha pouco mais de 1bilhão de habitantes e praticamente toda a energia usada pela sociedade vinha da queima de <strong><span class="has-inline-color has-green-color">biomassas</span></strong>. Na época, gordura animal e óleos (como o de baleia) eram usados para iluminação em velas e lamparinas, Enquanto a lenha era queimada para cocção, aquecimento doméstico, e em fornos para processos de fabricação.</p>



<h4 id="e-essencial-compreender-a-transicao-que-levou-ao-dominio-dos-combustiveis-fosseis" class="wp-block-heading">É essencial compreender a transição que levou ao domínio dos combustíveis fósseis</h4>



<p>Vem então a <strong><span class="has-inline-color has-green-color">Revolução Industrial</span></strong>, alavancada pelos avanços nos projetos das primeiras máquinas a vapor operacionais de grande porte, que movidas pelo abundante carvão presente no Reino Unido, transforma suas indústrias. </p>



<p>Sendo a têxtil o maior exemplo, que leva o Reino Unido a se tornar a grande economia mundial e muda as relações comerciais internacionais.</p>



<p>A partir daí, o <strong><span class="has-inline-color has-green-color">carvão</span></strong> suplanta a lenha, se tornando o principal energético mundial de 1900 até aproximadamente a década de 60. Quando chega ao fim a era do carvão e se inicia a <strong><span class="has-inline-color has-green-color">era do petróleo</span></strong>, fonte dominante desde então, e ainda hoje responsável por mais de 30% da demanda energética mundial.</p>



<p>E em 2009, depois de um contexto de turbulência do preço do petróleo, que disparou de 2007 a 2008, despencando logo em seguida, foi quando entrei no meu doutorado. Nele, me debrucei no estudo de políticas públicas voltadas para fontes renováveis. </p>



<p>Essa trajetória ajudou a moldar o pesquisador que sou, que nutre curiosidade por entender um pouco de cada fonte, e principalmente, como elas se interrelacionam, podendo haver complementariedade, competição, sinergias vantajosas, e por vezes, desvantajosas.</p>



<h4 id="a-atual-transicao-energetica-precisa-substituir-os-fosseis-por-renovaveis" class="wp-block-heading">A atual transição energética precisa substituir os fósseis por renováveis</h4>



<p>De acordo com definição da <a aria-label="undefined (opens in a new tab)" href="https://www.irena.org/energytransition#:~:text=The%20energy%20transition%20is%20a,emissions%20to%20limit%20climate%20change." target="_blank" rel="noreferrer noopener">Agência Internacional de Energia</a> (AIE), a atual transição energética &#8220;é uma rota de transformação do setor energético global baseado em energia fóssil para um setor baseado em zero-emissões líquidas de carbono para a segunda metade deste século.” (em tradução livre).</p>



<p>Entretanto, há uma forte distinção entre as transições energéticas já vividas, e brevemente citadas aqui, e a transição energética que é proposta como essencial para a manutenção da estabilidade dos ecossistemas e de toda nossa civilização diante de um pequeno aumento da temperatura média global. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;transição energética é uma rota de transformação do setor energético global baseado em energia fossil para um setor baseado em zero-emissões líquidas de carbono para a segunda metade deste século&#8221;.    </p><cite>Agência Internacional de Energia.</cite></blockquote>



<p>Em todas as <strong><span class="has-inline-color has-green-color">transições anteriores</span></strong>, a principal fonte energética até então perde seu posto para uma nova fonte emergente, mas não sofre um drástico decréscimo de consumo. E no caso do carvão, manteve-se até em crescimento. </p>



<p>Essas transições podem ser visualizadas no Gráfico 2, que compila o consumo de energia primária por fontes desde 1800 até os dias atuais. Adaptado de &#8220;<a aria-label="undefined (opens in a new tab)" href="https://ourworldindata.org/energy-production-consumption" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Our World in Data</a>&#8220;.</p>



<h5 id="consumo-de-energia-primaria-por-fonte-de-1800-a-2019" class="has-text-align-center wp-block-heading">Consumo de Energia Primária por fonte de 1800 a 2019</h5>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="525" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/Historico-Mundial-1024x525.png" alt="transição" class="wp-image-82627" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/Historico-Mundial-1024x525.png 1024w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/Historico-Mundial-300x154.png 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/Historico-Mundial-768x393.png 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/Historico-Mundial-18x9.png 18w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/Historico-Mundial-380x195.png 380w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/Historico-Mundial-800x410.png 800w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/Historico-Mundial-600x307.png 600w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2022/05/Historico-Mundial.png 1105w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Gráfico 2. Fonte: Our World in Data (2021)</figcaption></figure></div>



<p>Enquanto para a <strong><span class="has-inline-color has-green-color">transição energética em curso</span></strong>, os principais organismos internacionais e centros de pesquisa*, afirmam que a era das renováveis precisa vir acompanhada de um despencar do consumo de todos os combustíveis fósseis, principalmente de carvão e petróleo**. Tal efeito jamais foi vivenciado de modo estrutural em nossa história!</p>



<h4 id="estamos-longe-de-abandonar-o-carvao-cujo-pico-de-consumo-se-deu-na-decada-passada" class="wp-block-heading">Estamos longe de abandonar o carvão, cujo pico de consumo se deu na década passada</h4>



<p>Vale apontar, que apesar do <strong><span class="has-inline-color has-green-color">carvão</span></strong> ter caído para a 2ª posição há mais de 50 anos, seu consumo em valores absolutos continuou aumentando até recentemente. Dependendo da metodologia aplicada, o ápice do consumo global de carvão foi atingido entre 2013 e 2014. </p>



<p>É verdade que se observarmos esse consumo per capita, o carvão teve sim redução. Por outro lado, o aumento da população mundial mais do que compensou essa queda. </p>



<p>Vale apontar que ainda hoje existem cerca de <strong><span class="has-inline-color has-green-color">1 bilhão de pessoas abaixo da linha da pobreza</span></strong>.  E que as projeções estimam que a população suba dos atuais 8 bilhões de habitantes para 10bi em 2050. </p>



<p><strong>A civilização tem pela frente o desafio de garantir a ascensão social aos marginalizados e a qualidade de vida para os que já possuem. Enquanto em paralelo tem de reduzir o consumo dos principais insumos energéticos de alta emissão de carbono.</strong> </p>



<p>Ou seja, o desafio é realmente imenso. E desdobramentos deste tema ainda nortearão várias colunas que trarei para você, leitor. </p>



<p>Além disso, abordaremos nos próximos meses pautas político-econômicas diretamente relacionadas ao setor de energia. </p>



<p>Trataremos de dados sobre diferentes fontes e seus impactos ambientais. Conheceremos as novas fronteiras tecnológicas. </p>



<p>E tudo isso com objetivos de construir conscientização, desmistificar preconceitos (pois não há fontes perfeitas nem soluções milagrosas), e gerar reflexões em torno das nossas ações como cidadãos, estimulando o surgimento de soluções. </p>



<p><strong>Um abraço a todos e até breve.</strong></p>



<p><a href="https://blogdaengenharia.com/diversos/sustentabilidade/um-olhar-sobre-as-energias-renovaveis/" target="_blank" aria-label="undefined (opens in a new tab)" rel="noreferrer noopener">Continue lendo outras matérias do Blog</a></p>



<p>*como a própria AIE, a ONU, o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), IRENA (Agência Internacional de Energias Renováveis).</p>



<p>** existem estudos propondo que o Gás Natural pode ser bem mais danoso do que se pensava até então devido a gases de escape, mas esse assunto não é o foco da coluna de hoje.</p>
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