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Nanotubos de carbono viram sensores implantáveis

Diversos tipos de sensores já estão presentes no cotidiano, mas agora o foco é o desenvolvimento de sensores corporais que auxiliam no monitoramento do corpo humano. Além dos externos, como monitores cardíacos, há também os internos, que realizam esse trabalho por dentro do corpo, avisando quando algo está errado.

Os nanotubos de carbono também estão conquistando mais espaço na ciência e um grupo de pesquisadores resolveu desenvolver sensores injetáveis feitos a partir desse material. Tais sensores podem ser programados para monitorar não só a saúde dos usuários, como também as alterações ambientais, podendo permanecer por até um ano no corpo de uma pessoa.

Dentre as funções que esses sensores monitoram, encontram-se o nível de açúcar no sangue, a ocorrência de inflamações e o alerta sobre o a qualidade do ar em que o indivíduo está. A vantagem é que os nanotubos são ideais para atuar como sensores, visto que podem ser projetados para brilhar sob luz infravermelha quando em contato com algumas substâncias químicas.

A invenção é da engenheira química Nicole Iverson, do MIT, que envolveu nanotubos em moléculas de DNA sensíveis ao óxido nítrico, que é utilizado por muitos tipos de células para emitir sinais. Assim, surgiram dois tipos de sensores, um injetável de uso para curto prazo e outro para longo prazo. Um polímero é conectado aos nanotubos para impedir que os mesmos se aglomerem no sangue, evitando causar danos.

Em testes realizados com ratos, observou-se que o acúmulo do material se dava no fígado dos animais. Ao lançar um feixe de laser infravermelho no órgão, os pesquisadores notaram que os nanotubos se iluminaram, indicando a presença de óxido nítrico. O óxido nítrico é utilizado pelas células para indicar a presença de uma inflamação. O objetivo é que, futuramente, eles possam indicar a presença de tumores.

Agora, a ideia é conectar os sensores a um equipamento médico, por exemplo, para ativar uma bomba de insulina. O sensor, implantado sob a pele, detectaria os níveis de glicose no sangue e, dependendo do nível, eles ficariam fluorescentes, indicando para a bomba que é hora de liberar insulina.

Referência: Discovery Brasil

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