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Profissionais de medicina e engenharia são os mais bem pagos no país

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O crescimento da renda do brasileiro, o quadro de quase pleno emprego e as obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 têm valorizado profissionais de áreas como medicina, engenharia e logística. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que carreiras técnicas estão pagando melhor e contratando mais, ao contrário das ligadas às ciências humanas.

O estudo se baseou no censo de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para elaborar os rankings referentes às carreiras universitárias, o Ipea comparou o perfil de profissionais com graduação, mas sem mestrado ou doutorado.

Médicos e engenheiros de diferentes especialidades têm encontrado salários superiores à maioria das demais profissões, e também um mercado disposto a contratar. Conforme o presidente do Ipea, Marcelo Neri, é sinal de que o mercado está aquecido para esses profissionais e continua oferecendo boas oportunidades de ocupação no país.

— O salário vai ficando mais alto conforme avança a idade do profissional, e o pico é aos 51 anos. Isso mostra que há uma valorização das pessoas experientes em áreas com grande procura — afirma Neri.

A demanda aquecida tem feito com que o salário de admissão supere o valor pago a quem foi demitido, criando um novo patamar salarial em algumas profissões. É o caso de arquitetos, pesquisadores de engenharia e profissionais de tecnologia da informação.

— Áreas ligadas à inovação e desenvolvimento de produto estão cada vez mais valorizadas, muitas vezes com salários equivalentes ao de gerência, pois têm sido vistas como fator diferencial ou até mesmo de sobrevivência por parte das empresas — explica Rubem Souza, diretor da RSA Talentos Executivos.

Em média, os salários para profissionais com nível superior cresceram 16% entre 2009 e 2012. As remunerações mais altas são pagas em cidades com maior presença das classes A e B, observa o Ipea, como São Caetano do Sul (SP) e Niterói (RJ). Porto Alegre foi a décima cidade em renda média. O estudo mostra que há um relativo equilíbrio entre o que é pago em capitais de grandes centros urbanos e cidades do interior.

Ciências humanas pagam os valores mais baixos

Altos salários também significam mais tempo trabalhando, aponta o estudo. As maiores jornadas de trabalho cabem aos engenheiros mecânicos/metalúrgicos e farmacêuticos. As áreas ligadas à saúde, como medicina e farmácia, também têm carga horária acima de 40 horas semanais.

Por outro lado, educadores físicos e filósofos são os que mais carecem de vagas, com taxa de ocupação de 89%. Ao lado de professores e profissionais de ciências humanas, essas carreiras também estão entre as que pagam menores salários.

Outro ponto que chama a atenção é a situação desfavorável aos profissionais de turismo às vésperas da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016: eles têm salários inferiores à da maior parte das carreiras analisadas e um contingente de quase 10% de desempregados.

O presidente do Ipea, Marcelo Neri, chama a atenção para os dados envolvendo médicos. Além de receberem os maiores salários, a categoria é a maior em nível de ocupação e tem uma das maiores jornadas de trabalho. Para Neri, são indícios de que há escassez desses profissionais no país, que estariam trabalhando mais para suprir a falta de maior número de profissionais.

— Quando salário, ocupação e jornada estão altos, há um claro indício de que estão faltando profissionais, e esse é o caso dos médicos — explica o presidente do Ipea.

A observação de Neri, que também é ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República se alinha à posição do governo federal para importar médicos, pauta que enfrenta resistência da categoria. Conforme Neri, os Estados do Norte e do Nordeste são os que mais carecem de profissionais da área da saúde.

— É verdade que precisa existir infraestrutura e política pública para levar médicos aonde estão os doentes, mas a realidade é que hoje faltam médicos no país, e isso não é novidade — afirma o presidente.

Pesquisa do Ipea analisou o mercado de trabalho brasileiro

Salários, em R$

As maiores médias
Medicina: 8.459,45
Setor militar e de defesa: 7.695,84
Serviços de transportes: 6.052,56
Engenharia química: 5.815,28
Engenharia civil: 5.768,19

As menores médias
Religião: 2.175,79
Filosofia e ética: 2.340,35
Educação e formação de professores: 2.420,73
História e arqueologia: 2.616,61
Letras, línguas e culturas: 2.654,21

Jornadas, em horas semanais

As maiores
Engenharia mecânica e metalúrgica: 42,89
Farmácia: 42,65
Engenharia, produção e processamento: 42,51
Contabilidade e atuariais: 42,16
Engenharia civil: 42,12

As menores
Ciências físicas: 34,56
Psicologia: 36,09
Saúde (reabilitação): 36,35
Educação e formação de professores: 36,36
Artes: 36,82

Ocupação, em % de profissionais empregados

Maiores
Medicina: 97,07
Odontologia: 96,22
Engenharia civil: 95,72
Arquitetura e urbanismo: 94,69
Matemática: 94,39

Menores
Filosofia e ética: 89,17
Educação física e esportes: 89,74
Religião: 89,94
Ciências sociais: 90,35
Setor militar e de defesa: 90,63

 

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5 comentários
  1. Ola Eduardo ,um dia tu poderia fazer alguma postagem sobre eng ambiental .Não encontro quase nada falando a respeito ,pelo menos nao sobre o mercado atual .grata

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