A China está tomando medidas audaciosas para revolucionar a extração de urânio do mar, buscando atender sua crescente demanda energética com sustentabilidade. Com tecnologias inovadoras em desenvolvimento, o país está determinado a superar os desafios históricos dessa técnica e garantir a expansão robusta de sua indústria nuclear.
Iniciativas Chinesas Promissoras
O país tem estado na vanguarda da pesquisa sobre a extração de urânio marinho. Instituições de pesquisa como o Qingdao Institute of Bioenergy and Bioprocess Technology e o Dalian Institute of Chemical Physics se uniram à China National Nuclear Corporation (CNNC) para explorar métodos eficazes. Em maio de 2023, a CNNC lançou a maior plataforma de teste na China para extração de urânio, como parte de um ambicioso projeto que se estende até 2035.
Tecnologia de Extração Avançada
Para transformar essa visão em realidade econômica, a China investe em tecnologias como as esferas de hidrogel de DNA-SA e as partículas de hidrogel baseadas em cera. Esses materiais têm a capacidade de aumentar a eficiência na captura de urânio a partir da água do mar, possibilitando uma operação viável em grande escala. Tais inovações são essenciais para melhorar as taxas de adsorção e minimizar os custos operacionais.
Desafios e Possibilidades Econômicas
A produção interna de urânio da China registrou apenas 1.700 toneladas em 2024, necessitando importar cerca de 13.000 toneladas. Os oceanos, com suas vastas reservas de aproximadamente 4,5 bilhões de toneladas, apresentam uma fonte quase inesgotável. A China vê na extração marítima uma estratégia para reduzir sua dependência de importações, potencialmente diminuindo os custos de energia nuclear.
Considerações Ambientais e Regulatórias
Embora promissor, o projeto levanta preocupações regulatórias e ambientais. Qualquer avanço deve se alinhar a rigorosos padrões ambientais para proteger a biodiversidade marinha. Ademais, as práticas de mineração em águas internacionais enfrentam um quadro regulatório ainda em evolução, exigindo conformidade com normas emergentes de segurança e meio ambiente.
Impacto no Mercado Internacional e Futuro da Energia
Com concorrentes como EUA, Japão e Rússia também explorando o campo, a China busca liderar essa corrida tecnológica com investimentos robustos. Estima-se que a demanda global por urânio chegue a 40.000 toneladas até 2040, pressionando por inovações que viabilizem fornecimento sustentável. A capacidade de produzir urânio de maneira econômica e sustentável se tornará um benchmark crucial para o setor.
Reflexão do Time do Blog da Engenharia
- Explorar recursos energéticos não convencionais aponta para um futuro mais sustentável na indústria nuclear.
- As parcerias colaborativas entre entidades governamentais e institutos de pesquisa são essenciais para o avanço tecnológico.
- Monitorar os impactos ambientais durante a implementação das tecnologias é crucial para mitigar riscos potenciais.
Via: https://interestingengineering.com/energy/china-plans-ocean-uranium-extraction