Laing O’Rourke e Aecom serão responsáveis pela construção das instalações para os Jogos Olímpicos de Brisbane 2032
A escolha das empresas Laing O’Rourke e Aecom para liderar a construção das instalações dos Jogos Olímpicos de Brisbane 2032 representa um marco significativo para a engenharia e arquitetura no âmbito de megaeventos esportivos. A parceria entre essas gigantes do setor formou a joint venture Unite32, encarregada da gestão e entrega de um programa de infraestrutura avaliado em A$7.1 bilhões, o que ressalta o nível avançado de planejamento e investimento para garantir que a Austrália tenha instalações de padrão mundial com legados duradouros. Este projeto reflete também as tendências globais de gestão integrada e sustentabilidade na construção de estruturas esportivas, com enfoque no legado pós-evento.
- Joint venture Unite32 formada por Aecom e Laing O’Rourke para gestão da obra
- Investimento total de A$7.1 bilhões para 17 venues novas e modernizadas
- Masterplan do precincto Victoria Park desenvolvido pela Arup, com arquitetura e engenharia de alta capacidade
- Impactos socioeconômicos, ambientais e de legado significativos para Queensland e Austrália
- Falta de detalhamento público sobre normas técnicas como BIM e certificações sustentáveis
Contexto Histórico e Desenvolvimento Técnico do Projeto
Desde a confirmação da Austrália como sede dos Jogos Olímpicos de 2032, um dos principais desafios tem sido o desenvolvimento de uma infraestrutura capaz de atender às demandas de um evento global, promovendo não só a competição, mas também um legado sustentável e integrador. Laing O’Rourke, com vasta experiência em projetos complexos internacionais, e Aecom, reconhecida pelo seu trabalho em Jogos Olímpicos anteriores, como Londres 2012, uniram forças para criar a joint venture Unite32, visando o gerenciamento integrado das entregas. A participação da Arup, renomada empresa de engenharia que desenvolveu o masterplan do precincto de Victoria Park, contribui para garantir que o projeto contemple inovação e eficácia urbanística.
Essa composição técnica representa um avanço nas estratégias tradicionais de gestão de grandes eventos esportivos, adotando modelos de colaboração e gestão integrada que minimizam riscos e otimizam o uso dos recursos. O planejamento detalhado e a experiência acumulada pelas empresas envolvidas reduzirão riscos no cronograma e na qualidade da entrega, aspectos críticos para eventos de natureza e visibilidade mundial.
Dados Técnicos e Estrutura das Instalações para Brisbane 2032
O programa de construção estima um investimento superior a A$7.1 bilhões (aproximadamente US$4.7 bilhões), direcionado à implementação de 17 novos venues e a modernização de outras instalações, abrangendo desde a Gold Coast até Cairns, contemplando a vasta extensão geográfica onde ocorrerão competições e eventos oficiais. Com destaque para o Estádio Olímpico, que contará com capacidade para 63.000 espectadores, e o Centro Aquático que terá 8.000 assentos permanentes, expansíveis para até 25.000 durante a realização do evento, estes projetos evidenciam a escala imponente que será alcançada.
A construção no Victoria Park está programada para começar em 2026, consolidando essa área como um polo central na infraestrutura olímpica e possibilitando uma concentração eficiente de recursos e acessos. O cuidado com a sustentabilidade ambiental está presente, ainda que não detalhado publicamente, indicando a intenção de priorizar venues permanentes e soluções construtivas que tenham baixo impacto ambiental e potencial para uso comunitário pós-evento.
- 17 venues entre construções novas e atualizações
- Capacidade de Estádio Olímpico: 63.000 assentos
- Capacidade do Centro Aquático: 8.000 permanentes, expansíveis para 25.000
- Masterplan de Victoria Park pela Arup, início da construção em 2026
- Municípios abrangidos: de Gold Coast a Cairns
Aplicação Prática e Benchmark Global na Engenharia de Megaeventos
A gestão integrada por joint ventures, como a Unite32, seguida por Laing O’Rourke e Aecom para Brisbane 2032, é uma prática cada vez mais adotada em eventos esportivos de grande porte internacional, refletindo evolução nas metodologias que priorizam a sinergia entre arquitetura, engenharia e construção. O planejamento estratégico para a infraestrutura olímpica brasileira, com observação de legados e sustentabilidade, pode ser comparado a projetos similares executados em Londres 2012 e Tóquio 2020, onde a especificidade em garantir uso pós-evento contribuiu para preservar investimentos e fortalecer as comunidades locais.
“A revolução na gestão integrada para megaeventos esportivos é essencial não apenas para a entrega dentro do prazo e orçamento, mas para a construção de legados duradouros que beneficiem economicamente e socialmente as regiões anfitriãs.”
Comparando o investimento e a escala, enquanto Londres 2012 destinou cerca de £9 bilhões para infraestrutura, Brisbane segue tendência de incorporar planos sustentáveis e permanentes, ancorados em áreas urbanas estratégicas como Victoria Park. A parceria com Arup e SYSTRA evidencia um alinhamento com líderes internacionais em engenharia de infraestrutura e mobilidade, consolidando um padrão técnico robusto e atualizado.
Impacto Econômico, Social e Ambiental e Perspectivas Futuras
A execução do programa de obras para os Jogos de Brisbane 2032 trará impactos econômicos significativos, principalmente através da geração de empregos, aumento da conectividade regional e incremento do turismo e comércio local. O projeto evidencia preocupação com o legado socioambiental, reforçando a construção de venues permanentes e a ampliação das oportunidades para a população de Queensland após o evento. A realização da terceira Olimpíada na Austrália assegura ainda a consolidação da expertise nacional em engenharia esportiva e gestão de grandes obras.
Perspectivamente, há esperança de que o modelo aplicado sirva como benchmark para futuras candidaturas e realizações olímpicas e paralímpicas, especialmente em termos de sustentabilidade, participação multissetorial e inovação tecnológica construtiva. Contudo, permanece a lacuna quanto à divulgação de normas técnicas aplicadas, como a adoção de BIM e certificações ambientais, que poderiam ampliar a transparência e otimizar a eficiência dos processos.
- Crescimento econômico impulsionado pela infraestrutura e turismo
- Legado social duradouro com aumento da qualidade e uso dos espaços públicos
- Potencial para avanço técnico com futuro detalhamento de normas e BIM
- Experiência australiana reforçada no âmbito global de megaeventos
Recomendações para o Setor e Considerações Finais
Para assegurar que o projeto de Brisbane 2032 alcance sua máxima eficiência e sustentabilidade, recomenda-se a adoção imediata e transparente de metodologias construtivas padronizadas, incluindo BIM, ISO e certificações ambientais. Estes elementos são cruciais para mitigar riscos, garantir a qualidade e facilitar a replicabilidade dessas boas práticas em futuros grandes eventos. Além disso, a comunicação efetiva dos impactos sociais e ambientais fortalecerá o engajamento da população e stakeholders, proporcionando maior aceitação e legitimidade ao investimento público e privado envolvido.
Por fim, é imprescindível que o acompanhamento pós-evento priorize o uso contínuo das instalações, convertendo o legado em ativos duradouros para a comunidade, promovendo inovação no planejamento urbano e fomentando o desenvolvimento econômico regional. Projetos dessa magnitude demandam responsabilidade técnica e social, posicionando a Austrália como referência internacional em engenharia e arquitetura para megaeventos esportivos.
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FAQ – Perguntas Frequentes sobre as Obras dos Jogos Olímpicos de Brisbane 2032



