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Enedina Alves: conheça a história da primeira Engenheira Civil negra do país

Nos últimos tempos tivemos muitos avanços relacionados a políticas que auxiliam a presença de mulheres negras que ainda são em absoluta minoria nas universidades a terem uma oportunidade ao ensino superior. Infelizmente, esses dados relacionados a população negra em cursos de graduação estão atrelados ao racismo estrutural que ainda enfrentamos no país.

Em contrapartida, temos o exemplo da primeira Engenheira Civil brasileira negra em 1945, chamada Enedina Alves Marques. Vamos conhecer um pouco a história dessa profissional incrível?

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Foto de Enedina

Histórico da época

Por conta do contexto histórico da época, como por exemplo a pouco mulheres terem conquistado o poder do voto e a abolição da escravidão ter ocorrido pouco antes, era algo que jamais poderia ser imaginado que em 1940, uma mulher negra ingressar em um curso de Engenharia Civil por uma universidade brasileira.

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Enedina posicionada no canto esquerdo da foto.

Anos iniciais da vida de Enedina

Primeiramente, uma das pioneiras da Engenharia Civil, nasceu em Curitiba. Filha de doméstica, foi criada na casa de um delegado para quem sua mãe trabalhava.

Portanto, por ter a mesma idade da filha desse delegado, ele a matriculou na escola para fazer companhia a sua filha, assim podendo ser alfabetizada.

Logo após, ingressou na Escola Normal, onde foi qualificada para trabalhar como professora no interior do estado

Após um tempo, acabou voltando para a capital, onde começou um curso complementar pré-Engenharia.

Carreira na Engenharia

Em 1945, Enedina se forma em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), entrando pra história como a primeira mulher a se formar em Engenharia no estado.

Um ano após a sua formatura, tornou-se Auxiliar de Engenharia na Secretaria de Estado de Viação e Obras Públicas. Após isso, em 1947 foi transferida para o Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica, trabalhando no plano hidrelétrico do Paraná e no aproveitamento das águas dos rios da região.

Considerado dentre os maiores feitos profissionais de Enedina, foi a participação na construção da Usina de Capivari-Cachoeira. Outras obras que se destaca na sua carreira é a construção do Colégio Estadual do Paraná e a Casa do Estudante Universitário de Curitiba (CEU).

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Imagem da Usina Usina de Capivari-Cachoeira.

Final da carreira de Enedina

Com sua carreira já estruturada, a Engenheira entre os anos de 1950 e 1960, se dedicou a conhecer o mundo e outras culturas. Em 1962 ela se aposentou, recebendo reconhecimentos pelos seus feitos na profissão.

Assim, Enedina faleceu em 1981, tendo em 1988 uma rua da cidade de Curitiba recebendo seu nome. Nos anos 2000 foi imortalizada no Memorial à Mulher, ao lado de 53 outras mulheres pioneiras no Brasil.

Por fim, em 2006 foi fundado o Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques, em Maringá-PR.

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