<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>biocombustiveis Archives | Blog da Engenharia</title>
	<atom:link href="https://blogdaengenharia.com/tag/biocombustiveis/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://blogdaengenharia.com/tag/biocombustiveis/</link>
	<description>Conhecimento Técnico que Transforma</description>
	<lastBuildDate>Thu, 04 Nov 2021 14:01:12 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.5</generator>

<image>
	<url>https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/11/cropped-Ativo-26@bde4.0-logo-32x32.png</url>
	<title>biocombustiveis Archives | Blog da Engenharia</title>
	<link>https://blogdaengenharia.com/tag/biocombustiveis/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Entre a arte de ser sustentável e a engenharia química: rola química?</title>
		<link>https://blogdaengenharia.com/secoes/colunistas-blog-da-engenharia/a-era-sustentavel-e-a-engenharia-quimica/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-era-sustentavel-e-a-engenharia-quimica</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Bonjour]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jan 2021 11:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Química]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Inferior]]></category>
		<category><![CDATA[#biodegradação]]></category>
		<category><![CDATA[#biodegradáveis]]></category>
		<category><![CDATA[#blogdaengenharia]]></category>
		<category><![CDATA[#sitedeengenharia]]></category>
		<category><![CDATA[alcool]]></category>
		<category><![CDATA[biocombustiveis]]></category>
		<category><![CDATA[Biocombustível]]></category>
		<category><![CDATA[bioquímica]]></category>
		<category><![CDATA[blog da engenharia quimica]]></category>
		<category><![CDATA[blog de engenharia quimica]]></category>
		<category><![CDATA[blogdeengenharia]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[energia da biomassa]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia de bioprocessos]]></category>
		<category><![CDATA[engenharia química]]></category>
		<category><![CDATA[engenhariauniversal]]></category>
		<category><![CDATA[fármacos]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[meioambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Victor]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Victor Borret Bonjour]]></category>
		<category><![CDATA[paulobonjour]]></category>
		<category><![CDATA[química]]></category>
		<category><![CDATA[químicaorgânica]]></category>
		<category><![CDATA[químicaverde]]></category>
		<category><![CDATA[sextaondadeinovação]]></category>
		<category><![CDATA[síntese]]></category>
		<category><![CDATA[sitedeengenhaeiaquimica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blogdaengenharia.com/?p=65927</guid>

					<description><![CDATA[<p>Tá curioso pra saber o resultado da atuação da engenharia química no desenvolvimento sustentável, né? Está pronto? Então&#8230;</p>
<p>The post <a href="https://blogdaengenharia.com/secoes/colunistas-blog-da-engenharia/a-era-sustentavel-e-a-engenharia-quimica/">Entre a arte de ser sustentável e a engenharia química: rola química?</a> appeared first on <a href="https://blogdaengenharia.com">Blog da Engenharia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Tá curioso pra saber o resultado da atuação da engenharia química no desenvolvimento sustentável, né?</span></p>
<p><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-weight: 400;">Está pronto? Então vamos!</span></em></span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-66018 size-full" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Green-Chemistry-New.jpg" alt="" width="1600" height="1059" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Green-Chemistry-New.jpg 1600w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Green-Chemistry-New-300x199.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Green-Chemistry-New-1024x678.jpg 1024w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Green-Chemistry-New-768x508.jpg 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Green-Chemistry-New-1536x1017.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em primeiro lugar, você conhece o conceito de sustentabilidade?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, você sabe que esse termo deriva-se do latim </span><i><span style="font-weight: 400;">sustentare </span></i><span style="font-weight: 400;">que significa sustentar, defender, favorecer, apoiar, conservar e/ou cuidar. E, atualmente, é rotulada como a sexta onda de inovação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, está diretamente relacionado com o termo <strong>desenvolvimento sustentável.</strong></span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Elo entre  o suprimento da demanda atual e a garantia das demandas futuras sem que haja um esgotamento dos recursos naturais.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400; color: #333333;">Sei que estão pensando: “Meu deus quanta definição” . Primeiramente, só queria me certificar de seus conhecimentos.</span></p>
<h3 id="onde-entra-a-engenharia-quimica"><strong>Onde entra a Engenharia Química?</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ué? Vocês sabem que a engenharia química é a “engenharia da transformação”! Sendo assim, é nosso papel suprir essa demanda populacional. O que seria a sociedade sem remédios, roupas, produtos de higiene, combustíveis…? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todas essas necessidades passam por um processo ou tratamento químico para que possam ser utilizados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, para que se tenha produção, utiliza-se matéria prima, que em alguns casos são recursos naturais, água e energia. Não se esquecendo dos resíduos gerados pela indústria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos esses fatores fazem com que nós da engenharia química busquemos agrupar o conceito de desenvolvimento sustentável com o aspecto econômico, o que entende-se por economia circular.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;"> Forma de pensamento alternativo que visa o desenvolvimento econômico mais sustentável que é regido por três princípios:</span> <span style="font-weight: 400;">Eliminação de resíduos e poluição desde o princípio, contínua utilização de  produtos e materiais e regeneração sistemas naturais”.</span></p></blockquote>
<h3 id="ja-ouviram-falar-em-quimica-verde"><strong>Já ouviram falar em “química verde”?</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Este ramo da ciência tem a finalidade de buscar a inovação e desenvolvimento de processos para reduzir ou eliminar rejeitos industriais,  consumo de matéria prima das rotas de síntese, a energia gasta para realização do processo, periculosidade, que inclui risco para acidentes e ou geração de produtos tóxicos, e os custos com investimento e manutenção dos processos químicos.</span></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-66139 size-large" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/health-care-researchers-working-in-medicals-science-technology-research-in-laboratory-medical-research-lab-or-science-laboratory-health-care-researchers-working-in-life-science-laboratory-1024x681.jpg" alt="" width="1024" height="681" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/health-care-researchers-working-in-medicals-science-technology-research-in-laboratory-medical-research-lab-or-science-laboratory-health-care-researchers-working-in-life-science-laboratory-1024x681.jpg 1024w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/health-care-researchers-working-in-medicals-science-technology-research-in-laboratory-medical-research-lab-or-science-laboratory-health-care-researchers-working-in-life-science-laboratory-300x200.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/health-care-researchers-working-in-medicals-science-technology-research-in-laboratory-medical-research-lab-or-science-laboratory-health-care-researchers-working-in-life-science-laboratory-768x511.jpg 768w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/health-care-researchers-working-in-medicals-science-technology-research-in-laboratory-medical-research-lab-or-science-laboratory-health-care-researchers-working-in-life-science-laboratory-1536x1022.jpg 1536w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/health-care-researchers-working-in-medicals-science-technology-research-in-laboratory-medical-research-lab-or-science-laboratory-health-care-researchers-working-in-life-science-laboratory-2048x1363.jpg 2048w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/health-care-researchers-working-in-medicals-science-technology-research-in-laboratory-medical-research-lab-or-science-laboratory-health-care-researchers-working-in-life-science-laboratory-scaled.jpg 2560w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa ciência tem por base 12 princípios que o regem (Assunto para outro post).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podem questionar, </span><span style="font-weight: 400;">“Na teoria tudo é possível, quero ver na prática!”</span></p>
<p><em><b>Vem comigo!</b></em></p>
<h3 id="biocombustivel"><strong>Biocombustível</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de biocombustíveis no Brasil teve seu início na década de 70 com a criação de Pró-alcool, programa que deu partida na produção de etanol a partir da cana de açúcar, e vem ganhando força com o passar dos anos com o incentivo do governo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Só para ilustrar, analisem a tabela abaixo a previsão de produção de gás natural divulgado pela </span><a href="https://www.gov.br/anp/pt-br"><span style="font-weight: 400;">Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis</span></a><span style="font-weight: 400;"> ANP.</span></p>
<table style="height: 187px;" width="789">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><b>PRODUÇÃO</b></td>
<td style="text-align: center;"><b>2021</b></td>
<td style="text-align: center;"><b>2022</b></td>
<td style="text-align: center;"><b>2023</b></td>
<td style="text-align: center;"><b>2024</b></td>
<td style="text-align: center;"><b>2025</b></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">GÁS NATURAL (Mm³/dia)</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">129.251,69</span></td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">148.595,48</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">158.395,49</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">164.163,69</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">173.673,02</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa alternativa mais sustentável, não depende do petróleo para ser produzido, não polui o meio ambiente e ainda é renovável, sabe por quê?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A princípio, as matérias primas utilizadas para a produção de biocombustíveis é dependente da rota sintética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Olhem alguns processos abaixo.</span></p>
<figure id="attachment_65995" aria-describedby="caption-attachment-65995" style="width: 553px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-65995 " src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Design-sem-nome-2-e1611233637485.jpg" alt="sustentabilidade na produção de biocombustível" width="553" height="288" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Design-sem-nome-2-e1611233637485.jpg 1131w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Design-sem-nome-2-e1611233637485-300x156.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Design-sem-nome-2-e1611233637485-1024x532.jpg 1024w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Design-sem-nome-2-e1611233637485-768x399.jpg 768w" sizes="(max-width: 553px) 100vw, 553px" /><figcaption id="caption-attachment-65995" class="wp-caption-text">Rotas de produção de biocombustíveis</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Basicamente certas <a href="https://www.tororadar.com.br/blog/commodities-o-que-e-significado#:~:text=Commodities%20s%C3%A3o%20produtos%20que%20funcionam,originalmente%20tem%20significado%20de%20mercadoria.">commodities</a> servem de matéria prima, por exemplo: a cana de açúcar, oleaginosas tais como amendoim, grãos como a <a href="https://blogdaengenharia.com/soja-brasileira-e-desmatamento-da-amazonia/">soja</a>, gordura animal, óleos de fritura, outros materiais graxos, cana de açúcar. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-65996" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/materia-prima.gif" alt="utilização de matéria prima" width="403" height="289" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos mais recentes mostram a utilização de algas como matéria prima.</span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Lembram de algumas outras ações?</span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Temos a utilização de lodo do tratamento de água, composto majoritariamente por Si, Fe, Al, como catalisadores para o processo de esterificação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, temos a utilização do bagaço da cana, subproduto da produção de etanol.</span></p>
<figure id="attachment_66007" aria-describedby="caption-attachment-66007" style="width: 487px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-66007 size-full" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/composicao-plantas-e1611234799433.gif" alt="Estrutura parcial da planta" width="487" height="338" /><figcaption id="caption-attachment-66007" class="wp-caption-text">Estrutura parcial da planta</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, a utilização desse tipo de matéria prima, a planta como um todo, requer um tratamento mais “agressivo” para que possa quebrar sua estrutura química.</span></p>
<figure id="attachment_65997" aria-describedby="caption-attachment-65997" style="width: 850px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-65997" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Figura-1-Alteracoes-estruturais-do-complexo-celulose-hemicelulose-lignina-determinadas.png" alt="complexo cel" width="850" height="601" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Figura-1-Alteracoes-estruturais-do-complexo-celulose-hemicelulose-lignina-determinadas.png 850w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Figura-1-Alteracoes-estruturais-do-complexo-celulose-hemicelulose-lignina-determinadas-300x212.png 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Figura-1-Alteracoes-estruturais-do-complexo-celulose-hemicelulose-lignina-determinadas-768x543.png 768w" sizes="(max-width: 850px) 100vw, 850px" /><figcaption id="caption-attachment-65997" class="wp-caption-text">Complexo celulose-hemicelulose</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nossa! Só falando dos biocombustíveis já quase esgotei o assunto né? Mas, ainda tem mais!</span></p>
<h3 id="producao-sustentavel-do-acido-adipico"><strong>Produção sustentável do Ácido adípico</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já ouviram falar? Não? É um composto químico que tem sua principal utilização na fabricação de polímeros, sendo mais específico o Nylon -6 que está presente em tapetes e em algumas partes do carro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na imagem abaixo, temos as rotas sintéticas deste composto, a forma clássica e a forma coolhar na sustentabilidade.</span></p>
<figure id="attachment_65998" aria-describedby="caption-attachment-65998" style="width: 449px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-65998 size-full" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/ac-adipico-e1611234042137.gif" alt="sustentabilidade na síntese do ácido adípico" width="449" height="429" /><figcaption id="caption-attachment-65998" class="wp-caption-text">Métodos de obtenção do ácido adípico</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Façamos uma observação apenas nos subprodutos de cada processo. Notaram a diferença? </span><span style="color: #ff6600;"><em><span style="font-weight: 400;">Vamos lá!</span></em></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na metodologia sustentável temos a produção de água, por outro lado, no </span><span style="font-size: 1.21429rem;">método clássico </span><span style="font-size: 1.21429rem;">são gerados N2O e CO2, favorecendo a ocorrência do efeito estufa. </span></p>
<p><span style="font-size: 1.21429rem;"> Apesar de ambos possuírem parte na composição do gás estufa, o N2O possui 300 vezes mais força que o CO2. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, em altas concentrações, provoca asfixia.  Os sintomas podem incluir, por exemplo, perda da mobilidade e/ou da consciência. A asfixia pode ocasionar rápida inconsciência inadvertida que a vítima pode não ser capaz de se proteger.</span></p>
<h3 id="produto-farmaceutico-sustentavel"><strong>Produto farmacêutico sustentável</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiramente, </span><span style="font-size: 1.21429rem;">já é um fato  aceito por toda comunidade científica a</span><span style="font-size: 1.21429rem;"> presença de produtos farmacêuticos em nosso ecossistema .</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, o </span><span style="font-weight: 400;">2-[2-(2,6-dichloroanilino)phenyl]acetic acid. A saber que este é um composto não esteroidal responsável por inibir a síntese da prostaglandina. Em outras palavras, um anti inflamatório .</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se assustou com o nome? Eu entendo!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não se preocupe pois esse produto é conhecido por nós. É o </span><b>diclofenaco</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_66000" aria-describedby="caption-attachment-66000" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-66000" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/330px-Diclofenac.svg_.png" alt="diclofenaco" width="330" height="254" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/330px-Diclofenac.svg_.png 330w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/330px-Diclofenac.svg_-300x231.png 300w" sizes="(max-width: 330px) 100vw, 330px" /><figcaption id="caption-attachment-66000" class="wp-caption-text">Estrutura química do diclofenaco</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos que a função dos fármaco é tratar doenças, mas, a exposição a esse produto em quantidades inadequadas podem vir a causar sérios impactos negativos, tais como insuficiência renal ou até mesmo resultar no falecimento do indivíduo ou de espécies.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, novas alternativas vêm sendo buscadas para tratar dessa problemática. Novas pesquisas vêm salientando a sustentabilidade com o desenvolvimento de drogas seguras, pensando no uso e no pós uso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suma, no desenvolvimento de outros químicos com maior eficiência e eficácia, redução dos efeitos colaterais, alto grau de biodisponibilidade oral, biodegradabilidade, contemplando os quesitos de sustentabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, temos a tentativa de desenvolver biocompostos, produzidos utilizando biotecnologia e matéria-prima de fonte biológica, por exemplo, proteínas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, hoje em dia temos como uma aplicação na forma de suplementos a saber: Chlorella e Spirulina que tem como matéria prima algas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, tratando das conquistas da indústria farmacêutica, temos a ifosfamida utilizada no tratamento anticâncer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, essa molécula possui muitos efeitos colaterais. Ao passo que, uma alternativa sustentável, foi sintetizar a molécula  de glufosfamida, uma modificação química a partir da ifosfamida.</span></p>
<figure id="attachment_66003" aria-describedby="caption-attachment-66003" style="width: 606px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-66003" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/ifosfamida.jpg" alt="Obtenção da ifosfamida" width="606" height="179" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/ifosfamida.jpg 606w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/ifosfamida-300x89.jpg 300w" sizes="(max-width: 606px) 100vw, 606px" /><figcaption id="caption-attachment-66003" class="wp-caption-text">Síntese da glufosfamida</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como resultado, obtem-se uma nova molécula mais biodegradável e, ainda, apresenta uma maior biodisponibilidade oral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras aplicações no quesito sustentabilidade poderiam ter sido citadas, contudo, o assunto é muito extenso e não possui limitações para se desenvolver.</span></p>
<p><span style="color: #ff6600;"><em><strong>Em resumo, rolou química entre a sustentabilidade e a engenharia química?</strong></em></span></p>
<hr />
<p style="text-align: center;">Semana da sustentabilidade no Blog da Engenharia!</p>
<p>The post <a href="https://blogdaengenharia.com/secoes/colunistas-blog-da-engenharia/a-era-sustentavel-e-a-engenharia-quimica/">Entre a arte de ser sustentável e a engenharia química: rola química?</a> appeared first on <a href="https://blogdaengenharia.com">Blog da Engenharia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fontes renováveis (Parte 2): Energia da Biomassa</title>
		<link>https://blogdaengenharia.com/secoes/colunistas-blog-da-engenharia/fontes-renovaveis-parte-2-energia-da-biomassa/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=fontes-renovaveis-parte-2-energia-da-biomassa</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Charles Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2020 11:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia de Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[biocombustiveis]]></category>
		<category><![CDATA[biodigestao]]></category>
		<category><![CDATA[biomassa]]></category>
		<category><![CDATA[blog da engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[Blog de Engenharia]]></category>
		<category><![CDATA[energia da biomassa]]></category>
		<category><![CDATA[energia renovavel]]></category>
		<category><![CDATA[fontes renováveis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blogdaengenharia.com/?p=62580</guid>

					<description><![CDATA[<p>A energia da biomassa é uma das fontes energéticas com maior potencial de crescimento nos próximos anos. Sendo&#8230;</p>
<p>The post <a href="https://blogdaengenharia.com/secoes/colunistas-blog-da-engenharia/fontes-renovaveis-parte-2-energia-da-biomassa/">Fontes renováveis (Parte 2): Energia da Biomassa</a> appeared first on <a href="https://blogdaengenharia.com">Blog da Engenharia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A energia da biomassa é uma das fontes energéticas com maior potencial de crescimento nos próximos anos.</p>
<p>Sendo a fonte de energia com a quarta maior participação na <a href="https://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-479/topico-521/Relato%CC%81rio%20Si%CC%81ntese%20BEN%202020-ab%202019_Final.pdf">matriz elétrica brasileira</a> no ano de 2019, representando  8,4% do total, o uso da biomassa no Brasil ainda tem bastante espaço para crescer.</p>
<p>Essa segunda parte da série de artigos sobre <a href="https://blogdaengenharia.com/fontes-renovaveis-parte-1-energia-eolica/">fontes renováveis</a> busca apresentar informações gerais sobre a energia da biomassa e enfatizar sua importância na transição energética.</p>
<h3 id="o-que-e-biomassa">O que é Biomassa ?</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://sierraclub.typepad.com/.a/6a00d83451b96069e201156ecce7d4970c-pi" alt="biomassa" width="347" height="346" /></p>
<p>Biomassa é toda matéria orgânica recente de origem animal ou vegetal usada com a finalidade de gerar energia.</p>
<p>O termo &#8220;recente&#8221; na definição de biomassa é importante, pois exclui os tradicionais combustíveis fósseis. Embora o carvão mineral, por exemplo, tenha origem vegetal, ele é resultado de transformações  que requerem milhões de anos para acontecerem. Logo, ele não é <a href="https://blogdaengenharia.com/um-olhar-sobre-as-energias-renovaveis/">renovável</a>.</p>
<p>De acordo com a sua origem, a biomassa pode ser classificada em: florestal (lenha), agrícola (soja, cana-de-açúcar) e rejeitos urbanos e industriais (biodegradáveis, no estado sólido ou líquido).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://whatsupgermany.de//wp-content/uploads/2016/02/2016-01-page-11-image-2l.jpg" alt="biomassa" width="515" height="378" /></p>
<p>Os tipos de biomassa mais utilizados são a lenha, bagaço de cana-de-açúcar, papel, papelão, galhos e folhas de árvores, etc.</p>
<p>A energia da biomassa é bastante utilizada por usinas termelétricas, e o uso de sistemas de <a href="https://www.ecycle.com.br/2970-biomassa">cogeração</a>, que conciliam a geração de energia elétrica através da biomassa à produção de calor vem se tornando cada vez mais comum.</p>
<h3 id="biomassa-e-cogeracao">Biomassa e cogeração</h3>
<p>Como dito anteriormente, a cogeração é responsável por utilizar o calor que era antes perdido para o ambiente durante geração de energia elétrica, fazendo com que a eficiência energética do sistema como um todo seja aumentada.</p>
<p>Através da cogeração, o aproveitamento da energia contida no combustível pode ultrapassar 80 %.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://www.eosconsultores.com.br/wp-content/uploads/2019/01/info_258-e1547647675485.jpg" alt="cogeração" width="539" height="325" /></p>
<p>Um exemplo interessante de cogeração está presente em parte das usinas de cana-de-açúcar. Em um primeiro processo, o caldo da cana é usado para produção de etanol, e o bagaço que sobra é então utilizado como combustível em uma caldeira.</p>
<p>O calor oriundo da queima do bagaço serve para gerar vapor d&#8217;água, que por sua vez gira uma turbina na qual há um gerador elétrico acoplado, convertendo energia mecânica em elétrica.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://petronoticias.com.br/wp-content/uploads/2015/01/cana.jpg" alt="cana de açúcar" width="507" height="317" /></p>
<p>Vale mencionar que algumas usinas de açúcar e álcool se tornaram autossuficientes em energia elétrica através dessa prática. Além disso, ainda existe a possibilidade de produzir etanol a partir do bagaço, o chamado <a href="https://petrobras.com.br/fatos-e-dados/conheca-o-etanol-produzido-com-bagaco-de-cana.htm?gclid=Cj0KEQiAl7KmBRDW6s-Xi_uT9OgBEiQAZdbbSePM5GpV0bJdzIowhRN93e-5m-WjeCG9NTn_Uaz-HwkaAj-g8P8HAQ">etanol de segunda geração</a>.</p>
<h3 id="processos-de-conversao-da-biomassa">Processos de conversão da biomassa</h3>
<p>Existem alguns processos para converter a biomassa em energia. Os principais são:</p>
<p><strong>Combustão direta: </strong>na qual a queima da biomassa é realizada a altas temperaturas na presença abundante de oxigênio, podendo ocorrer em fogões (cocção de alimentos), fornos (metalurgia) e caldeiras, para produção de vapor.</p>
<p><strong>Digestão anaeróbia: </strong>na qual consiste em decompor o material orgânico pela ação de bactérias. Ela ocorre na ausência de oxigênio e seu produto final é o biogás, composto basicamente de metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2008/09/biodigestor-620937551.jpg" alt="Biodigestor" width="482" height="322" /></p>
<p><strong>Pirólise: </strong>técnica na qual converte um combustível sólido (normalmente lenha) em outro de maior conteúdo energético (carvão). Consiste no aquecimento do material entre 300 ºC e 500 ºC, na &#8220;quase ausência&#8221; de oxigênio, até a extração do material volátil. Seu principal produto final é o carvão vegetal.</p>
<p><strong>Fermentação: </strong>técnica na qual os açúcares de plantas como milho, baterraba e  cana-de-açúcar são convertidos em álcool pela ação de microorganismos (geralmente leveduras). O produto final é o etanol na forma de álcool hidratado e, em menor escala, o álcool anidro (com menos de 1% de água). O primeiro é usado como combustível puro e o segundo é misturado à gasolina.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://diariodopoder.com.br/wp-content/uploads/2018/05/venda-de-etanol-no-posto.jpg" alt="ANP já não vê impedimento para venda direta de etanol das usinas aos postos - Diário do Poder" width="480" height="271" /></p>
<h3 id="biomassa-no-brasil">Biomassa no Brasil</h3>
<p>Segundo o Balanço Energético Nacional 2020 (ano base 2019), o avanço da oferta de biomassa de cana e biodiesel em 2019 contribuíram para que a matriz energética brasileira mantivesse um patamar renovável muito superior ao observado no mundo.</p>
<p>Como dito anteriormente, a biomassa foi a quarta fonte de energia em participação na matriz, sendo a terceira entre as renováveis. Ficando atrás da hidráulica (64,9%) e da eólica (8,6%).</p>
<p>Com relação aos biocombustíveis, o Brasil foi um dos países pioneiros na produção de etanol. E instituições como a Embrapa desenvolvem pesquisas de referência internacional com respeito à produção de biocombustíveis sólidos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://susinescoramentos.com.br/wp-content/uploads/2019/05/briquetes.jpg" alt="Briquetes " width="465" height="310" /></p>
<p>Também chamados de briquetes, esses materiais sólidos podem ser usados como substitutos da lenha em fornos de restaurantes e caldeiras industriais. Os briquetes são obtidos a partir da compactação de materiais como serragem, bagaço de cana e casca de arroz.</p>
<p>Com respeito ao potencial brasileiro no uso da biomassa, o país é privilegiado pela sua extensão territorial, a qual permite uma exploração eficiente e sustentável da biomassa.</p>
<p>Além disso, dadas as proporções da indústria agrícola brasileira, é possível considerá-la uma grande geradora de resíduos, que, por sua vez, são importantes formas de biomassa para produção energética.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://bichosdecampo.com/wp-content/uploads/2019/06/residuos-agr%C3%ADcolas.jpg" alt="resíduo agrícola" width="496" height="279" /></p>
<p>Não só os resíduos agrícolas, mas também os resíduos sólidos urbanos são produtos importantes para a geração de energia e precisam ser mais explorados.</p>
<p>Dado esse contexto, nota-se que a biomassa é uma fonte renovável bastante relevante para a transição energética brasileira, contribuindo para uma matriz energética mais renovável.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>The post <a href="https://blogdaengenharia.com/secoes/colunistas-blog-da-engenharia/fontes-renovaveis-parte-2-energia-da-biomassa/">Fontes renováveis (Parte 2): Energia da Biomassa</a> appeared first on <a href="https://blogdaengenharia.com">Blog da Engenharia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
