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	<title>Política Nacional da Recursos Hídricos Archives | Blog da Engenharia</title>
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	<title>Política Nacional da Recursos Hídricos Archives | Blog da Engenharia</title>
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		<title>Água: Um bem de quem e para quem?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Cláudia Ferraz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Feb 2021 11:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Engenharia Hídrica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil é o país que possui a maior disponibilidade de água doce do mundo, com valores próximos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Brasil é o país que possui a maior disponibilidade de água doce do mundo, com valores próximos a 12% do volume total disponível. <span style="color: #ff6600;"><em>Bora conferir mais sobre esse tema aqui!</em></span></p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, o que há é uma falsa sensação de abundância, pois os recursos hídricos brasileiros estão dispersos de forma bastante desigual em todo território. Graças a essa desigualdade, faz-se necessário a gestão deste recurso a fim de que seja possível atender as mais variadas demandas pela água em todo país.</p>
<h5 id="mas-afinal-quem-e-o-dono-das-aguas-que-banham-o-brasil-pertence-ao-governo-e-de-quem-captar-primeiro-seria-um-bem-privado" style="text-align: justify;">Mas afinal, quem é o dono das águas que banham o Brasil? Pertence ao governo? É de quem captar primeiro? Seria um bem privado?</h5>
<p style="text-align: justify;">Pois bem, a quem solicitar quando da necessidade de uso das águas superficiais ou subterrâneas que abastecem o território nacional? Para responder à essas questões se faz necessário saber o que diz a legislação brasileira sobre este tema.</p>
<figure id="attachment_66651" aria-describedby="caption-attachment-66651" style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-66651 size-full" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/prairie-679014_1920-1.jpg" alt="água" width="960" height="621" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/prairie-679014_1920-1.jpg 960w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/prairie-679014_1920-1-300x194.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/prairie-679014_1920-1-768x497.jpg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-66651" class="wp-caption-text">Recursos Hídricos no Brasil</figcaption></figure>
<h3 id="codigo-de-aguas-de-1934"><strong>Código de Águas de 1934</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Na virada do século XIX para o século XX, o Brasil começava a tentativa de migrar de um sistema inteiramente agrário para um esboço de sua industrialização.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante deste novo cenário, a necessidade de geração de energia elétrica tornou-se imprescindível.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo a matriz elétrica brasileira primordialmente hidráulica, eis que é sancionado em julho de 1934 o Decreto nº 24.643 ou simplesmente <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d24643compilado.htm">Código de Águas</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo sendo o foco deste Decreto a priorização da geração de energia elétrica, definições a respeito da <em>propriedade da água</em> foram discutidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Definia-se que a água integrava o <em><u>patrimônio privado</u></em> do poder público, podendo então ser vendida, trocada e até transmitida pelo governo.</p>
<p style="text-align: justify;">Este decreto também previa o termo “Águas Particulares”, ou seja, se em um terreno particular houvesse uma nascente, então esta integrava o <em>patrimônio privado</em> do dono deste terreno.</p>
<p style="text-align: justify;">A mesma condição se aplicava às águas subterrâneas, permitindo ao dono de qualquer propriedade apropriar-se por meio de poços das águas debaixo da superfície.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira, o <em>Código de Águas</em> trouxe uma visão da necessidade de regularizar os recurso hídricos, abrindo as portas para a definição da atual <em>Lei de Águas</em> do Brasil.</p>
<figure id="attachment_66564" aria-describedby="caption-attachment-66564" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-66564 size-full" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Código-de-Águas.jpg" alt="propriedade da água" width="330" height="438" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Código-de-Águas.jpg 330w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Código-de-Águas-226x300.jpg 226w" sizes="(max-width: 330px) 100vw, 330px" /><figcaption id="caption-attachment-66564" class="wp-caption-text">Código de Águas de 1934. Fonte: ANA 2020</figcaption></figure>
<h3 id="constituicao-federal-de-1988"><strong>Constituição Federal de 1988</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Uma nova perspectiva sobre a água começa a ser instaurada com o advento da <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm">Constituição Federal</a> de 1988.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo a água um elemento do meio ambiente, a mesma deve estar sob o enunciado do caput do art. 225 da Constituição, em que diz:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo- se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.</em>”</p>
</blockquote>
<p>Com este ganho à regulação dos recursos hídricos, o Brasil caminhava para a modernização de sua legislação na esfera ambiental e social, com uma visão mais democrática e sustentável das águas do país.</p>
<h3 id="lei-das-aguas-de-1997"><strong>Lei das Águas de 1997</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Em 8 de janeiro de 1997, foi sancionada a Lei nº 9.433, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos- <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9433.htm">PNRH</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seu primeiro artigo a PNRH decreta: “<em>A água é um bem de domínio público”.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Um <em>bem público</em> é aquele dito de <em><u>uso comum do povo,</u></em> ou seja, o Poder Público Federal e Estadual são apenas gestores desse bem em prol do coletivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, com a sanção da PNRH, a existência de “Águas Particulares” deixa de existir.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe aos órgãos públicos atuando como gestores, emitir autorizações para captação de águas subterrâneas e/ou superficiais, visando garantir que a água esteja disponível para atender a todos os <em>usos múltiplos</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A fim de se obter uma gestão adequada dos recursos hídricos é necessário conhecimento na área para que se possa assegurar os diversos usos da água.</p>
<p style="text-align: justify;">O estudo técnico de engenharia entra neste contexto como importante ferramenta para planejar, projetar e operar sistemas hídricos destinados a controlar e regular a água para satisfazer a uma diversificada gama de propósitos. (UNIFEI, 2021)</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, com a PNRH as águas brasileiras são por lei, pertencentes a todos os brasileiros, não podendo assim ser comercializada, vendida ou doada, sendo considerada então como um bem dito <em>inalienável.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A PNRH não trata das águas minerais, que apresentam características e legislação distinta das águas comuns.</p>
<figure id="attachment_66580" aria-describedby="caption-attachment-66580" style="width: 880px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-66580 size-full" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Sem-título.jpg" alt="agua" width="880" height="452" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Sem-título.jpg 880w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Sem-título-300x154.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/Sem-título-768x394.jpg 768w" sizes="(max-width: 880px) 100vw, 880px" /><figcaption id="caption-attachment-66580" class="wp-caption-text">Usuários de água no Brasil. Fonte: ANA 2019</figcaption></figure>
<h3 id="a-agua-como-um-patrimonio-de-todos"><strong>A água como um patrimônio de todos</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Ao classificar a água como um bem de <em>uso comum do povo</em>, algumas consequências são observadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim sendo o <em>uso da água</em>:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Não pode ser apropriado por uma só pessoa, física ou jurídica, com exclusão absoluta dos outros usuários em potencial;</li>
<li>Deve garantir a não poluição ou a agressão desse bem;</li>
<li>Visa garantir o não esgotamento do próprio bem utilizado;</li>
<li>E sua autorização deve ser motivada ou fundamentada pelo gestor público; (MACHADO, 2002)</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Logo, pode-se dizer que todos como donos da água, possuem direitos e deveres sobre a mesma, a fim de garantir sua existência em quantidade e qualidade as atuais e futuras gerações.</p>
<hr />
<p style="text-align: center;">Mercado de energia, clique <a href="https://blogdaengenharia.com/mercado-livre-de-energia-o-que-e-e-como-funciona/">aqui</a> e saiba mais!</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-66650 size-full" src="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/boat-2646176_1920-1.jpg" alt="" width="900" height="570" srcset="https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/boat-2646176_1920-1.jpg 900w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/boat-2646176_1920-1-300x190.jpg 300w, https://blogdaengenharia.com/wp-content/uploads/2021/01/boat-2646176_1920-1-768x486.jpg 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
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